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It seems to be a retorical question to a predicted answer: I know that chickens can't fly!
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Pois esses dias deparei-me com a pergunta mais estúpida que poderia ter feito a mim mesmo. Perguntei-me se estaria incentivando o canibalismo animal caso alimentasse as galinhas com frango. Ora pois, nunca incentivei-as a comerem seus próprios protótipos de filhos oferecendo-lhes ovo cozinhado.
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O que mais me chama a atenção é que um animal de tão pequeno porte consegue ter tanta utilidade para nós humanos, que somos incapazes de botar um ovo sequer. Aproveitamos o filé, a asa, o coração. A pele, a pena, moela. Há aqueles mais corajosos que comem-lhes todas as tripas, coisa que eu não conseguiria.
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A galinha é um animal estranho. Talvez até mesmo incapaz de adquirir qualquer tipo de sentimento ou apego ao homem. Quiçá sua única exclusividade seja de servir-nos de maneiras diversas à mesa, aos vegetarianos que comem ovos, ou com o entretenimento ao assistir um vídeo na televisão.
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Acho que tudo isso se resultou no processo de seleção. As galinhas, incapazes de voarem, foram aos poucos sendo 'domesticadas' no paladar do homem, tornando-se um dos principais ingredientes proteicos de sua dieta. Se soubessem voar, toda vez que algum débil fosse apanhá-las, voariam uns 5 metros e, para compensar o esforço, ainda cagariam um ovo na cabeça do infeliz.
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Tudo isso porque aqui em Bonito as galinhas te acompanham. Vou dormir cedo, literalmente com as galinhas. Acordo com os galos. De almoço? Frango, às vezes até um ovo frito. À noite, para compensar e sentir-me mais cristão, assisto Fuga das Galinhas ou Revolta no Galinheiro. Acordo noutro dia querendo salvar todas.
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Achei engraçado nesses dias, quando caminhava pela rua, deparei-me com um franguinho tão pequenininho que daria até uma bela ceia de natal para acompanhar-me só (diga-se de passagem que minha última ceia de Natal passei sozinho). O frango desesperou-se, não sabia para que lado correr. Então fez o mais impossível: voou, sem brincadeira, uns 100 metros adiante, fugindo de mim.
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Engraçado essa nossa capacidade de olhar os pobres animais nas ruas e transformá-los em refeições apetitosas, gordurosas e suculentas: frango ao molho tártaro, hmm, que delícia. Asinha de frango frita, maravilhosa! Strogonoff de frango com champignons, sensacional!
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Frango me lembra Pollo, e pollo me lembra a Bolívia - o país do frango. Como a população de frangos sobrevive lá? Acho que encontrei em La Paz uma avenida repleta de 'Pollolandias', com tudo quanto é combo de pollo com papas e coca. Pollos rodando no espeto. Espeto de coração de pollo. Pollo à milanesa. Pollo 'dos Andes'.
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Engraçado é que do meu cardápio de aves, o Pollo é o que eu mais aprecio!
22.10.11
3.10.11
What a dushe!
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So, constantly I'm asked about how's like to live alone, to have no one home to talk to, once you get back from a rough day, to clean up your mess everytime you screw up something, or even just to say good morning with a powerful smile.
I gotta come clean to you all, it's not that easy... But we hang in there!
These past days I've been looking in every single part of the house for something stupid, but that's quite useful at least once in a week: my nail clippers... Couldn't find'em anywhere! And so I started to loose, freakin' out for something really insignificant.
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E não só por isso, mas ultimamente tenho sentido o peso de deixar as coisas para última hora. Estágios, relatórios, projetos, festas, entrevistas, roteiros, visitas. All over again, I fell all over again, i feel this weight on my back like I'm carrying all my sins from being such a dushe with meself.
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Não quero reclamar à toa. Mas às vezes precedente à toda mudança vem sempre uma grande fase turbinada de emoções, medos e reviravoltas. É como o final da série Prison Break que assisti ontem, te deixa sem fôlego de saber onde começar, o que já está em andamento e que precisa ser terminado.
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Like my old friend Denis would say, 'we gotta keep moving', there's no way outta this. What the eff... I'm not meant to live forever feeling that something isn't right, that a part of me wants to be back in the old days smelling the fresh scent of alcohol used to wipe my desk. And they ask me: can people change? My answer is YES, they can if they want to.
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Esses dias me peguei pensando novamente em tudo o que poderia ter feito diferente. So many ways. So many people I've crossed. So many things that have been said. So many hurtings, apologizes, new starts, old excuses. At the end of the edge, we're seeking for the very same mistakes. Some of them still might care 'bout what's that exactly they are doing, if it's for the best or for the worst. A few still care. Others just won't change, because they will be trapped in the same endless way of being.
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Eu já passei disso. Agora espero que venha o melhor.
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