Detesto calor, contato humano agressivo. O calor me dá náuseas e fortes dores de cabeça. Já o frio só me traz boas recordações de momentos passados, vividos intensamente. O calor é a aversividade ao melhor que há nas estações. É o símbolo que representa desaproximação e fortes crises de agressividade da raça humana. Sério, detesto o calor.
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Você nunca sentiu um grande enjôo ao tentar dormir à noite e não conseguir respirar direito por causa do ar seco demais? Ou então quando sentou à noite na varanda, não agradeceu por aqueles minutinhos de ar mais fresco que o habitual do verão?
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Sempre que paro para pensar neste assunto, me dá ânsia. Vontade de alugar um climatizador plus com capacidade total de fazer gelar cidades inteiras, vidas em preto e branco, corações felizes demais. Felicidade alheia me deixa constrangido. E o pior é que as pessoas costumam se alegrar demais no verão. Concordo com o comprovado de que falta de sol é causa certa para doenças mentais como dpressão, entretanto, sol demais na cabeça também causa câncer de pele e até mesmo retardamento mental.
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Ou você discorda, por exemplo, que não são afetadas mentalmente as pessoas que passam bronzeador e vão à praia, em pleno horário de UV em dose extra para garantir um sabor sensual em sua pele, como forma de nela registrarem estes momentos ao invés, por exemplo, de se atualizarem sobre como a camada de ozônio está sendo destruída rapidamente?
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Interessante morar no Brasil. A conscientização aqui é afetada. Demora-se 5, 10, 60 anos para uma informação ser recebida, interpretada e colocada em prática pela população. Dengue, corrupção, aquecimento global. Veste-se a camisa verde e amarela, vamos lutar pela rebeldia selvagem. Em pró dela. Nada de algazarra.
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Setembro é o mês da primavera. É agora que o raio do calor começa a voltar com tudo. Se é que não já voltou.