25.2.09

As cores do dia que vem

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Ah, eu nem ligo mais quando me chamam pra fazer algo do qual eu nunca gostei.
Para mim, pouco importa se o lago é azul e o rio é verde,
se faz calor ou chove, se venta demais ou está seco,
simplesmente não me importo mais.
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O que aprendi recentemente é que não me importam mais quantos raios cairão num mesmo lugar a curto ou longo prazo. Do que realmente depende nossa sobrevivência é aquilo que costumamos chamar de tempo.
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O tempo é o fator determinante e fundamental para que possamos realizar tudo aquilo que temos em mente. Ele comina nossas decisões e afeta, direta ou indiretamente, todas as nossas futuras decisões. Não é à toa que sempre estamos correndo em função dele.
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Por mais, como sei que seria em vão reclamar sobre isso, propus-me o desafio de pensar sobre o amanhã sem imaginar o tempo. O que me vem? Cores. As cores do dia de amanhã, sempre tons pastéis, do tipo laranja claro, branco e preto.
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Viver por cores é, senão, um grande desafio. Saber determinar tudo o que se faz não utilizando nosso amigo tempo seria absolutamente impossível, porém, nada pouco desafiador para que possamos viver em mais emoção.

Amanhecer com chuva

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Em um dia chuvoso, quando eu posso sentir seu coração batendo mais alto, quando eu finalmente posso observar sua beleza numa manhã. Posso também sentir meu próprio coração flutuando lentamente pela imensidão que é o paraíso da cor de seus límpidos olhos cristalinos.
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Instantaneamente, seu sorriso parece mudar, sua fala parece estar mais suave, como se fosse uma tormente de tranquilidade aterrisando em meu esconderijo. Eu nem esconder me escondo mais, pois pareço estar perdido numa selva de ilusões da qual você é a única pessoa que parece sempre me tirar.
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Então eu me perco envolvido entre suas próprias mentiras, das quais você parece nunca se livrar. Sinto-me entrelaçado no desejo de ter você de volta, mas a vontade de ficar com você para a eternidade dura muito mais que um simples sonho, despertado pelo barulho da chuva.
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Então eu acordo, lavo meu rosto e digo: ah, como é bom ainda estar solteiro. Sonho besta não?

13.2.09

February, february

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Nunca gostei de carnaval. Acho que sou obrigado a repetir esta frase uma vez por ano, sempre na mesma época. Engraçado é que, desta vez, vou ter de aprender a gostar.
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Não existe assunto que não se liguem os pontos conectivos de uma determinada frase. Falo de amor, você detesta. Ótimo, ache uma maneira melhor de mostrar-se interessado se falarmos, por exemplo, de algo que o liga a este sentimento: a cor vermelha.
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Durante séculos imortalizada como a cor mais passional, de sangues derramados, vinganças traçadas e olhos corrompidos pelas lágrimas, a cor vermelha nos lembra perfeitamente como agirmos perante nosso ego.
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Vermelho me lembra agito, que retorna ao assunto do carnaval. Vai ver é por esta razão que ficamos deste modo nessa época do ano.