25.2.09

As cores do dia que vem

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Ah, eu nem ligo mais quando me chamam pra fazer algo do qual eu nunca gostei.
Para mim, pouco importa se o lago é azul e o rio é verde,
se faz calor ou chove, se venta demais ou está seco,
simplesmente não me importo mais.
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O que aprendi recentemente é que não me importam mais quantos raios cairão num mesmo lugar a curto ou longo prazo. Do que realmente depende nossa sobrevivência é aquilo que costumamos chamar de tempo.
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O tempo é o fator determinante e fundamental para que possamos realizar tudo aquilo que temos em mente. Ele comina nossas decisões e afeta, direta ou indiretamente, todas as nossas futuras decisões. Não é à toa que sempre estamos correndo em função dele.
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Por mais, como sei que seria em vão reclamar sobre isso, propus-me o desafio de pensar sobre o amanhã sem imaginar o tempo. O que me vem? Cores. As cores do dia de amanhã, sempre tons pastéis, do tipo laranja claro, branco e preto.
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Viver por cores é, senão, um grande desafio. Saber determinar tudo o que se faz não utilizando nosso amigo tempo seria absolutamente impossível, porém, nada pouco desafiador para que possamos viver em mais emoção.