26.4.09

Carioca esperta e responsável, feliz aniversário!

Essa minha carioca (ir)responsável, sabida, esperta (com aquele sotaque que só você sabe fazer), amiga de um velho barreiro e que tem uma cadelinha Pink punk rockstar! Você mesma, que ta completando mais um ano de vida (triste, eu sei...), mas que provou ao mundo e está provando a você mesma que as melhores mudanças são também as que marcam nossas vidas (positiva ou negativamente falando).
Dona de um jeito prático, objetivo e carismático de ser, que consegue derrubar até mesmo aquelas barreiras de isolamento mais profundas que um ser humano possa ter. Bebe? Claro que sim, se tiver uma latinha pra mim, multiplica pelo fator da matriz quadrada do vigésimo gole de Antártica e vai saber ao certo quantas ela toma quando está feliz!
Carolzinha, agora falando sério, das poucas coisas que me lembro em meus aniversários, a maio parte dela foram as boas vibrações passadas por meus amigos, bem como os melhores momentos, ser jogado na piscina, surpresas das quais eu nunca me esqueço e até mesmo ser arremessado como bola de boliche (ta, essa última eu inventei pra você dar risada!).
Porém, não há nada mais gratificante que possa ser comparado a um simples presente ou recordação de aniversário do que o próprio reconhecimento, por parte daqueles que estão a sua volta, do quão bem você faz às pessoas que a cercam, do quanto elas gostam de você e sua importância incalculável na continuidade do desenvolvimento sustentável do meio ambiente!
Dentre todas estas qualidades e virtudes, a que mais se destaca em você é a de ser uma pessoa querida, confiável, amiga companheira para qualquer hora e principalmente o seu próprio jeito de ser, que nunca ninguém ou algo estrondoso (não me pergunte o que é isso) poderá tirar de você!
E é somente assim, com todo este seu potencial (importado lá da Tijuca), é que consigo dizer, com toda sinceridade, que você foi um dos meus maiores presentes em 2009. Termos alguém com quem possamos conversar, fazer visita de médico ou treinar novos sucos de anana com limão, como ainda assistir filme de gente se matando em reality show (eu sei que eu esqueci o B da banana, era só pra ver se você tava esperta – com aquele sotaque que só você sabe fazer), comer pizza, conversar sobre projeto de aula de inglês ou simplesmente olhar pra sua cara no meio da aula, querendo dar risada de alguma atrocidade dita anteriormente, e rirmos juntos! Significa muito tudo isso pra mim!
Sinta-se à vontade tanto para me procurar,conversar, desabafar, debochar, dar conselhos, elogiar (why not?), bem como tudo aquilo que a gente sabe que amigo pode! Porque amizade vai muito além de eu ter você no meu Orkut, ela transpõe barreiras (clichê, eu sei) e ultrapassa os oceanos com a força que somente a confiança e o amor, juntos, conseguem deflagrar (ual, tudo isso você encontra em www.google.com.br) .
Qualquer coisa, saiba que você tem minha ajuda pro que der e vier! Conte comigo para quase todas as horas (menos quando você for fazer o número 2, eca!). Você sabe que terá sempre alguém ao seu lado!

21.4.09

Imensidão nem sempre se reflete igual [não!]

Claro!
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O Brasil, traduzido aos olhos de estrangeiros, turistas vindos de outros países e até mesmo aqueles que veem para morar por aqui, resume-se literalmente a uma diferença imensurável entre suas classes sociais, padrões de vida e acessibilidade aos produtos oferecidos no mercado.
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Com base em sua co-relação entre aspectos históricos e determinantes da formação cultural-social-política brasileira, muitos destes estrangeiros, ao estudarem a história do País de acordo com o ponto de vista de autores brasileiros e se depararem com o montante de informações não relevantes e muitas vezes divergentes daquelas com as quais estão íntimos, concluem que não há outro modo mais justo de se salientar tal diferença entre padrões sociais se não a própria explicação com a qual acabaram de ser introduzidos.
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O problema está em afirmar, muitas vezes, que tal fator é único, exclusivo, ponderador. Este equívoco se justifica na incerteza e até desconhecimento de muitos outros fatores também relevantes, determinantes e causadores, direta ou indiretamente, de tal situação. Sua colocação histórica pode ter sido a base pela qual cominou sua senda durante tais anos, porém sua permanência em tais circusntâncias está mudada e, muitas vezes, ainda não conhecida e bem interpretada pelo mercado afora.
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O preconceito de hoje acontece muitas vezes ao contrário. É único visualizar nas ruas algo contraditório aos padrões pelos quais fomos educados, acostumados e alertados durante toda nossa vida. Talvez seja até mesmo um fato histórico curioso: o processo de globalização está conseguindo, aos poucos, globalizar até mesmo os marginalizados. Digo isto porque conheco a importância da mesma, como também sua relação direta e proporcional com exclusão social: não são todos, ou pelo menos não eram todos, que tinham acesso à tais mordomias, trazidas e introduzidas até nós por meios que nos são favoráveis.
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É atualidade vermos que tal processo de inclusão tecnológica por meio da globalização está acontecendo nos países suburbanos. Suas classes desfavorecidas e de pouca rentabilidade também estão inclusas no processo, interferindo e mudando aos poucos o conceito de que são exclusas de tudos e todos ao seu redor. Quiçá isto tudo ajude o País a seguir em frente, e não retroceder todo o caminho andado.
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Até mesmo aqueles mais ousados preferem as atualidades. De tempo em tempo, e muitas vezes com enorme agilidade, as inovações tecnológicas deixam de serem inovações apenas e passam a cumprir papel de objetos obsoletos para quem acompanha as modernidades. É o caso, por exemplo, do disc man, cujo atrativo principal era a mobilidade "musical" de se poder levá-lo onde quiser. Estas tecnologias móveis ganharam a confiança do consumidor, e seu gosto aumentou. Depois disso, veio a febre do mp3, cuja atratividade estava em agrupar músicas compactadas como arquivos para poder ouvi-las sem precisar trocar o cd.
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Considero o exemplo do mp3 um dos melhores. Hoje, as classes mais elitizadas dão preferência pelos mais caros, modernos, com o maior número de inovações e tudo mais, enquanto, para alguns menos favorecidos, o mp3 está na moda. E tudo isso não tem outra explicação senão uma forma preconceituosa de dividirmos aquilo que estamos habituados a conhecer: é engraçado ver alguém assim com um aparelho de mp3 na rua e os fones de ouvido encobertos pela camiseta. Todos sabem que o aparelho dele não é moderno, e muitas vezes ele pode estar escutando apenas uma rádio no celular, ou, nas últimas circunstâncias, seu velho e inseparável disc man.
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Existe sim o tal do preconceito ainda, porém para estudá-lo é preciso transpor aos padrões atuais, que vão muito além de meros fatores histórico-sociais mal intepretados por estrangeiros. Dizer simplesmente que o Brasil é imenso e que sua imensidão determina o tamanho da diferença monetária entre habitantes de uma mesma região ou não é quase redundante. Interessante mesmo é possibilitar ao estrangeiro o entendimento superior de que estes fatores mudaram, as pessoas em si estão inseridas, de uma forma ou outra, no mesmo mundo globalizado, mesmo que estejam apenas ouvindo músicas enquanto aguardam o ônibus no terminal.

12.4.09

Bad day, bad luck


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Estive pensando: desde o dia em que me mudei para cá, uma onda de desgraças vêm afetando constantemente meu cotidiano, de uma forma com a qual nunca convivi antes. Principalmente no que se refere à fenômenos da natureza e eletricidade.
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Choques, chuvas em passeios, chuva no caminho da faculdade, sapos e baratas aparecendo em casa, itens como computador, microondas, mp5, carregador de celular e rádio relógio quebrados devido à alguma assombração eletromagnética da cidade, além de minha fechadura de casa quebrar, eu levar um tombo de bicicleta porque o banco da mesma simplesmente partiu-se ao meio, entre outras demonstrações de que algo está errado.
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Acho muito hilário a maneira como tudo isso se comporta em relação ao meu próprio sentimento solitário de que existe uma conspiração por trás de tudo isso. Como não acreditar que algo está sendo tramado?
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Simplesmente, em controvérsia a tudo o que foi dito, tive um dia desses [sábado] que considerei o melhor desde que cheguei aqui. Alemães, suecas, ingleses, franceses e brasileiro (singular, só tava eu lá) interagindo todos juntos em partidas muito comediantes de vôlei e futebol. Não tinha como não rir, não tinha como não se divertir.
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É, se por um lado acho tudo isso muito estranho, de tal modo a crer que algo está acontecendo realmente, por outro considero-me sortudo por ter vivido um dos dias mais incríveis que já vivi até hoje. Tks for that!