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O ser humano cria e recria. Inventa e desinventa. Ajusta e remodela peças antigas. Faz de tudo para conversar o espírito original, banho-se um pouco de, digamos lá, modernidade. Os novos ares que pairam sobre nossas cabeças agora são, que o digam, modernos, arrojados, inovadores e inovados. Não me diga que seu consciente ainda não sedeu conta de todas estas transformações, pois são visíveis até para um astronauta fora de nossa atmosfera insaciável de invenções.
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O ser humano é assim, e é por natureza: inovador, criador, inventor. Inventa até demais. E todas nossas cabeças, sob a força da gravidade que nos cerca e nos comprime, começam a pairar no ar, com a certeza de que nada mais sabemos a não ser que, a cada dia, o mundo cria a si mesmo uma nova identidade.
O ser humano é assim, e é por natureza: inovador, criador, inventor. Inventa até demais. E todas nossas cabeças, sob a força da gravidade que nos cerca e nos comprime, começam a pairar no ar, com a certeza de que nada mais sabemos a não ser que, a cada dia, o mundo cria a si mesmo uma nova identidade.
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Já fomos medievais, modernos, agora somos contemporâneos? E ai de pensar se, por acaso, algum dia quiséssemos forjar um novo termo clichê para nos denominarmos. Seríamos a sociedade pós terrorismo? Pós catástrofes? Pós natureza?
Já fomos medievais, modernos, agora somos contemporâneos? E ai de pensar se, por acaso, algum dia quiséssemos forjar um novo termo clichê para nos denominarmos. Seríamos a sociedade pós terrorismo? Pós catástrofes? Pós natureza?
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Fico a admirar o quão longe nossas cabeças vão, mesmo que a falta de ar não seja um motivo convincente para desistirmos logo no início. Inventamos grama artificial, animais de mentira e uma natureza morta que, pra lá de enfeitar cemitérios, dá um colorido mórbido às ruas. É de se pensar e cogitar sobre nossa real façanha no planeta terrestre.
Fico a admirar o quão longe nossas cabeças vão, mesmo que a falta de ar não seja um motivo convincente para desistirmos logo no início. Inventamos grama artificial, animais de mentira e uma natureza morta que, pra lá de enfeitar cemitérios, dá um colorido mórbido às ruas. É de se pensar e cogitar sobre nossa real façanha no planeta terrestre.
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E como é duro pensar desta forma. Estamos caminhando numa jornada sem fim, rumo ao progresso, ao desenvolvimento, rumo à evolução do pensamento humano e de sua própria indulgência e conhecimento individual.
E como é duro pensar desta forma. Estamos caminhando numa jornada sem fim, rumo ao progresso, ao desenvolvimento, rumo à evolução do pensamento humano e de sua própria indulgência e conhecimento individual.
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Ah se houvesse um espelho em casa. Espelhos me ajudam a refletir. Me ajudam a entender o mundo de uma maneira simples: apenas observando o retrato de quem eu sou. Se me considero uma pessoa evoluída, estou em acompanhamento com o mundo atual. Caso contrário, simplesmente parei, congelei no tempo e de lá pareço que não vou sair tão cedo.
Ah se houvesse um espelho em casa. Espelhos me ajudam a refletir. Me ajudam a entender o mundo de uma maneira simples: apenas observando o retrato de quem eu sou. Se me considero uma pessoa evoluída, estou em acompanhamento com o mundo atual. Caso contrário, simplesmente parei, congelei no tempo e de lá pareço que não vou sair tão cedo.
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Onde foi que eu errei? Passos da modernidade me chamam rumo a um desenvolvimento do qual não quero fazer parte. Resisto. Não sei se, ao final, conseguirei. Mas de um aspecto tenho certeza: fiz minha parte.
Onde foi que eu errei? Passos da modernidade me chamam rumo a um desenvolvimento do qual não quero fazer parte. Resisto. Não sei se, ao final, conseguirei. Mas de um aspecto tenho certeza: fiz minha parte.
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