29.9.07

Linearidades, vulgaridades

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Não que eu esteja sendo hipócrita ao afirmar que sinto pena daqueles que são, por natureza, desvantajados. Afirmo isso baseando-me na tentativa de entender o motivo e a real circusntância que os deixaram nesse estado. Uma atitude correta é entender os motivos, uma errada é julgá-los por situações que não cabem nem a mim e muito menos a qualquer pessoa compreender uma vez fora do universo em que os mesmos vivem.
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Para tentar explanar melhor minha idéia, vou propor uma seguinte situação:
Certa vez, um amigo meu me disse, enquanto caminhávamos pelo centro e avistamos um mendigo dormindo em panos sujos numa calçada, que tal situação era, senão, apenas reflexo daquilo que um governo representa para seu País. Pois então, se a administração estava uma verdadeira bosta, era de se esperar que suas eventuais "sujeiras" não fossem ficar escondidas por debaixo dos panos num longo período.
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Aí foi a minha vez de tentar contrariá-lo afirmando que isso era uma vulgaridade. Quis impertiná-lo dizendo que ele não pode se colocar no lugar do mendigo que estava ali, dormindo, e muito menos afirmar algo sem base profunda. Ou seja, somente se ele fosse um mendigo ou convivesse diariamente com um é que ele entenderia os reais motivos pelos quais os mesmos estão naquela situação. E, por via direta, também seria apenas por convivência no mundo político que ele estaria aprofundado o suficiente para dizer o que disse sobre o governo.
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Aí eu parei para pensar esses dias se não era mais fácil pensar nas soluções. Sempre me disseram isso e desde quando eu comecei a escrever é que não me esqueço do último parágrafo, o da conclusão, o da sugestão. Talvez a melhor forma de se acabar com qualquer problema seja simples e puramente pensar em como acabar com o mesmo, e não ficar por aí achando que tudo está ruim e que somos os culpados parcialmente pelo caos.
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