6.2.08

Admire


[ Crédito de fotografia: Willan Yudi. Local da foto: não revelado]

5.2.08

Planos, metas, sonhos, objetivos

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Talvez estas palavras escritas acima sejam as que mais influenciam meu cotidiano atualmente. Quer seja na forma como são ditas, quer fiquem em minha mente perambulando como pequenas pedras que se juntam para construir uma vida.
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Nunca pensei que morar sozinho fosse ser fácil. Nem tão difícil. Achei que seria novidade, afinal de contas, já resisti boa parte de minha vida sozinho mesmo, então não seria um esforço em vão. Todavia, às vezes me considero resistente demais para suportar muitos fatos. Conclui esses dias que são meus sonhos e metas que me mantém onde estou e não me deixam sair correndo feito louco.
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Sonhos? Todo mundo tem. Pergunte a qualquer um: qual seu maior sonho? Geralmente, de primera resposta, obterá algo relativo a mega sena, dinheiro ou ser feliz. Nunca tive um "maior sonho", mas sim aqueles pequenos que moldaram a senda para eu estar onde estou. Pequenos sonhos constroem uma vida? Depende. Digo que se trata de algo relativo, a gente responde com o tempo. Até hoje, todos os meus pequenos sonhos me tornaram feliz para eu continuar vivendo. Não se vive em meio à tristeza ou solidão, mas sim diante daquilo que lhe mantém em pé [food, water] e que lhe dê oportunidade de seguir em frente [$$$].
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Eu tenho vários. Todos pequenos, mas que sempre posso me imaginar realizando todos eles. Um dos mais recentes é acampar. Nunca acampei. Fazer uma fogueira, pegar um violão, sair um dia sem destino, com ou sem companhia, e sumir. Outro, para janeiro de 2008, é embarcar rumo à América Central e aproveitar as melhores praias de Honduras. Sonho meu. E um terceiro... Trata-se de adquirir um carro.
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Isso a gente vai moldando com o tempo. Espera o inverno chegar pra você ver como minha mente vai longe. Só espera! Hehe!
E que o inverno então chegue logo.

A mão amiga reprimida

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Oferecer ajuda é sempre bom, certo? Você vê que alguém está em dificuldades, vai lá, oferece, e no final das contas acaba se sentindo bem. Sempre dá certo!
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"Que nada. A filantropia só é bem-vinda e aceita como ajuda humanitária quando o coletivo se torna presente. Significa dizer então que você sozinho pode fazer pouca mudança, talvez nem mesmo a necessária para mudar a vida de alguém. Porém, duas ou mais pessoas têm o poder total para transformar e agir. É a tal da mão amiga necessária".
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Tal qual uma das conversas com a minha pessoa foi-se num dia de muito apego humanitário de minha aurea. Estava eu [como diria um grande rival meu] certo dia desses lendo O Guardião de Memórias quando o telefone tocou. Eram quase quatro horas da manhã. Atendi:
- Oi senhor Willian. Desculpe incomodá-lo uma hora dessas, mas o alarme disparou e eu mandei o vigia ir averiguar. Há um poodle e um pincher [nem sei se é assim que se escreve] dentro do banheiro do restaurante. Eles são seus?
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Desci. Quatro, cinco da manhã. Dois cachorros de raça. Uma beleza. Unidos uma hora daquelas, não tinha pra ninguém. Nem o vigia da empresa do alarme estava por lá pra me ajudar. Fui eu com carão de sono, pijama e um pedaço de pau, em meio à penumbra daquele dia, espantar os tais. Corri, taquei pedra, fiz de tudo. E eles, depois de muita persistência, resolveram partir.
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Num dia próximo a esta data, observei um cartaz pedindo retorno caso encontrassem dois cães: poodle e pincher desaparecidos. Nem sequer tive a audácia de pegar meu celular. Apenas anotei o número. Um dia desses ligo às 4 da manhã também para acordar quem quer que os tenha perdido [adoráveis inferninhos].

4.2.08

Quando o olho cega

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Sabe... De uns tempos pra cá, eu já não falo mais em corrupção. Tô por fora, literalmente, do âmbito em que se encontra meu País. Posso até dizer algo sobre a morte do butequeiro ali da esquina, mas ouso-me a tentar lembrar qual foi a última vez em que apertei o botão para ligar a televisão. Como será que a crise americana afetará o Brasil? Quais serão as medidas necessárias para equilibrar em meu orçamento a alta taxa de juros correspondente a este mês?
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Questões essas que me veem à mente o tempo todo. E tudo pelo único e simples fato de que agora, mais do que nunca, passei a entender um pouco mais como tudoisso[.com.br] funciona. É estranho relatar casos de dívidas em meu cotidiano, sempre procuei [tentei, camelei, me esforcei] pagar as contas em dia, nunca atrasando nenhuma delas. Hipocrisia minha afirmar que adoro faze isso, mas tata-se de um bem necessário. Entetanto, nas últimas semanas, convivi diariamente com um caso semelhante, no qual o sujeito gastava paticamente o triplo daquilo que lhe era concedido mensalmente. E pensei: vai morrer em dívidas.
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Pode até acontecer de ele nunca se importar tanto com as mesmas de forma parecida como a que eu me importo. Talvez ele nunca chegue a pensar que tais pendências existam. É a tal da felicidade momentânea: sou feliz com o que tenho e procuro algo a desejar. Se obtenho aquilo que quero, sou feliz e tenho sucesso. Caso contrário, deixo para meus netos aquilo que não pude pagar.
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Eu penso: viver sozinho vale mesmo a pena? Até que ponto vão meus medos e qual a distância máxima que consigo percorrer com isso? Trata-se daquilo que eu, costumeiramente, chamava de independência progressiva. Ainda tenho a quem recorrer se um dia desses me sentir tão infeliz. Porém, dia a dia, vou me libetando disso. Faço investimentos, aplico fundos em poupança, procuro não gastar muito. E o que me esta é lucro.
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Esses dias, quando voltei à California [hometown], senti-me deslocado, sem minhas raízes por perto. Pensei estar ficando louco, mas sentia um cheiro de parasita hospedado onde não está convidado. E quis voltar. É... A vida adulta chegou e não posso mais largar.