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Oferecer ajuda é sempre bom, certo? Você vê que alguém está em dificuldades, vai lá, oferece, e no final das contas acaba se sentindo bem. Sempre dá certo!
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"Que nada. A filantropia só é bem-vinda e aceita como ajuda humanitária quando o coletivo se torna presente. Significa dizer então que você sozinho pode fazer pouca mudança, talvez nem mesmo a necessária para mudar a vida de alguém. Porém, duas ou mais pessoas têm o poder total para transformar e agir. É a tal da mão amiga necessária".
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Tal qual uma das conversas com a minha pessoa foi-se num dia de muito apego humanitário de minha aurea. Estava eu [como diria um grande rival meu] certo dia desses lendo O Guardião de Memórias quando o telefone tocou. Eram quase quatro horas da manhã. Atendi:
- Oi senhor Willian. Desculpe incomodá-lo uma hora dessas, mas o alarme disparou e eu mandei o vigia ir averiguar. Há um poodle e um pincher [nem sei se é assim que se escreve] dentro do banheiro do restaurante. Eles são seus?
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Desci. Quatro, cinco da manhã. Dois cachorros de raça. Uma beleza. Unidos uma hora daquelas, não tinha pra ninguém. Nem o vigia da empresa do alarme estava por lá pra me ajudar. Fui eu com carão de sono, pijama e um pedaço de pau, em meio à penumbra daquele dia, espantar os tais. Corri, taquei pedra, fiz de tudo. E eles, depois de muita persistência, resolveram partir.
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Num dia próximo a esta data, observei um cartaz pedindo retorno caso encontrassem dois cães: poodle e pincher desaparecidos. Nem sequer tive a audácia de pegar meu celular. Apenas anotei o número. Um dia desses ligo às 4 da manhã também para acordar quem quer que os tenha perdido [adoráveis inferninhos].