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Seis e meia da manhã, ou madrugada, dependendo do horário em que se vai dormir. O sol ainda se espreguiçando para tentar nascer e acordar aqueles que menos precisam que isso aconteça. Aos poucos surgem em freqüências de ondas pequenos pios por aí, que depois se multiplicam como um formigueiro e suas formigas quando querem se defender. Não há nada melhor do que um clima ameno, com temperatura agradável, ideal para se esconder um pouco mais sob o edredon. O travesseiro, com penas de ganso, marreco, galo, galinha ou sei lá o que, está tão quente quanto o resto do corpo. Algumas vezes ele pode ser encontrado entre as pernas, tão preso que só se solta se o pescoço começa a doer muito. O cheiro de café - sim, alguma alma sã já está de pé preparando-o - invade a casa toda. O despertador toca James Blunt e eu tenho de acordar.
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Parece meio confuso dizer que o cheiro invade meu quarto se ainda estou dormindo, não é? Tem a ver com aquela paradinha de que quando se acorda os cinco sentidos vão, compassadamente, sendo despertados também. Mas o que me aconteceu esses tempos pode provar que, para quem pensou que eu estava errado ao dizer que o cheiro invadia meu quarto e que eu poderia senti-lo mesmo estando adormecido, sim, pode provar que eu estava certo.
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Dormia tranquilamente como um anjo, paradoxo da vida real. Sentia-me um tanto quanto felicitado por ter acordado uma hora antes e ver que, necessariamente, eu estava com o sono "adiantado". É, isso acontece nas vezes em que já dormimos tudo o que tínhamos que dormir mas que, por uma questão de excesso de tempo, dormimos mais - o mundo moderno denominou essa perda de tempo como "preguiça".
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Dormia eu [como dizia um...] em minha cama, com meu travesseiro, sonhando sabe-se lá o que, quando senti em meu sonho [sim, eu posso me lembrar] um cheiro de café, o que me levou obrigatoriamente a compor no campo imaginário de minha mente uma mesa farta, completa, repleta daquelas coisas que se come em um café da manhã. Fiquei horrorizado quando levantei e me deparei com a mesa quase igua àquela que eu vira antes.
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Logo eu, que acordava às vezes e a mesa já estava arrumada para o almoço. Justo eu. Caracas, fazia tanto tempo que eu não acordava para o café da manhã. Já hava me esquecido o quão bom isso é.
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17.3.08
12.3.08
O conteúdo continua misto, só os acervos que não
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Talvez assim de primeira impressão esta frase pareça mais confusa que galinha em época de cria e lua cheia. Trata-se, na verdade, daquilo que eu costumo chamar como "não faz sentido mesmo", então não dê a mínima importância. É que hoje eu acordei com o pressentimento de que meu dia seria inundado por uma série de acontecimentos catastróficos que o fariam detestável e cujo sofrimento próprio seria lendário até o inferno!
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Ual. Que nada. É que hoje tá chovendo e eu me sinto assim. Eu ainda tenho de ir comprar couve para o pancakes, sendo que nada nesse mundo além de sua fome me faria ir visitar a sessão de hortifrutas no supermercado.
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Tive a leve impressão esses dias de que passo boa parte de meu tempo apenas cogitando. Uma pequena quantia dele pode estar relacionada à assistir séries de TV, o que me deixa extremamente confuso na hora do sono. Tenho sonhado, constantemente, com a minha pessoa envolvida nesses casos televisisvos do tipo O.C.
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Acho que hoje não vou fazer nada de interessante além de ir lá agora. Talvez eu passe em uma das lojas para comprar um cd, faz tempo que eu não troco de músicas. No mais, vou comer tranqueiras e me deliciar com a segunda temporada!
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Talvez assim de primeira impressão esta frase pareça mais confusa que galinha em época de cria e lua cheia. Trata-se, na verdade, daquilo que eu costumo chamar como "não faz sentido mesmo", então não dê a mínima importância. É que hoje eu acordei com o pressentimento de que meu dia seria inundado por uma série de acontecimentos catastróficos que o fariam detestável e cujo sofrimento próprio seria lendário até o inferno!
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Ual. Que nada. É que hoje tá chovendo e eu me sinto assim. Eu ainda tenho de ir comprar couve para o pancakes, sendo que nada nesse mundo além de sua fome me faria ir visitar a sessão de hortifrutas no supermercado.
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Tive a leve impressão esses dias de que passo boa parte de meu tempo apenas cogitando. Uma pequena quantia dele pode estar relacionada à assistir séries de TV, o que me deixa extremamente confuso na hora do sono. Tenho sonhado, constantemente, com a minha pessoa envolvida nesses casos televisisvos do tipo O.C.
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Acho que hoje não vou fazer nada de interessante além de ir lá agora. Talvez eu passe em uma das lojas para comprar um cd, faz tempo que eu não troco de músicas. No mais, vou comer tranqueiras e me deliciar com a segunda temporada!
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9.3.08
E continuam as sendas
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Por que raios toda vez que quero postar aqui tenho de fazer uma lista enorme com os assuntos? Dessa vez vu escrevendo os casos conforme eu me lembre deles. O primeiro é o de uma senhora ladra de copos de água. O segundo é o de uma menina fresca que já está me enchendo o saco. E o terceiro eu devo me lembrar até o final deste post.
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Pois bem. Estava eu [como diria um grande amigo meu...] indo de ônibus para minha hometown. Dia quente, quatro e meia da tarde. Eu havia decidido ir meio que na louca, após perceber que não faria nada aqui nessa cidade deprimente. Fui. Entrei no ônibus e ali instalei meu pequeno "piquenique" ambulante. Aliás, fui o primeiro a entrar. Adoro chegar antes e sair primeiro. Posso atéme definir como apressado. É,viver em função do tempo é literalmente fod*. Foi quando uma senhora entrou no ônibus, mais apressada do que eu. Um fato curioso para eu notar, uma vez que a gente acaba reparando mesmo naqueles que nos são idênticos também. Essa tal senhora se instalou a sete poltronas a frente - sim, me dei ao trabalho de contá-las. Instalada, veio com uma bolsa correndo até a minha poltrona. Achei que ela iria falar comigo. Que nada. Eu estava sentado em frente ao frigobar, onde a empresa costuma guardar copos d'água como cortesia para seus clientes. Ela se colocou em frente ao tal refrigeratório e passou a pegar copinho por copinho, ocupando todo o oco de sua bolsa exageradamente enorme. Foi o que foi. Bruto, eu afirmaria. Até fiquei surpreso, uma por não saber da existência dos mesmos, e outra por pensar que ela era uma beduína retirada aqui no Brasil. Onde já se viu?! Quanta falta de consideração, que tamanho desprezo. Nem sequer se importou com os outros que ali poderiam sentir sede durante a viagem, fingiu não estar percebendo meus olhares de desaprovação e que costumam ser muito persuasivos.
*
Legal é que de repente, no meio da viagem, um senhor foi até o mesmo local para pegar água e, como não achou, acabou xingando até a mãe do piloto. Hahaha.
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O segundo caso é meio besta, mas vale a pena observar este relato. Antigamente, quando as aulas de inglês eram legais e a gente assistia à vários vídeo[zinhos] falando sobre os números, sobre as gírias e sobre os animais, era muito comum uma mania bem tosca e retardada: "ew". Vamos dizer que sua tradução literal signifique "eca". Aqui em Toscoram, aliás, onde eu estou agora, durante uma das aulas de inglês, estavamos nós conversando sobre "conversar", quando uma menina disse:
- EEw, esse povo que anda de ônibus. Não sei onde esse povo arruma tanto assunto pra conversar.
Pronto. Foi o motivo para eu dar risada a semana inteira. Carara, acho que quem me conhece já sabe o que eu penso sobre este tipo de pensamento, repleto de preconceitos e tudo mais. Então nem vale a pena perder meu tempo aqui descorrendo sobre ele.
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Por que raios toda vez que quero postar aqui tenho de fazer uma lista enorme com os assuntos? Dessa vez vu escrevendo os casos conforme eu me lembre deles. O primeiro é o de uma senhora ladra de copos de água. O segundo é o de uma menina fresca que já está me enchendo o saco. E o terceiro eu devo me lembrar até o final deste post.
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Pois bem. Estava eu [como diria um grande amigo meu...] indo de ônibus para minha hometown. Dia quente, quatro e meia da tarde. Eu havia decidido ir meio que na louca, após perceber que não faria nada aqui nessa cidade deprimente. Fui. Entrei no ônibus e ali instalei meu pequeno "piquenique" ambulante. Aliás, fui o primeiro a entrar. Adoro chegar antes e sair primeiro. Posso atéme definir como apressado. É,viver em função do tempo é literalmente fod*. Foi quando uma senhora entrou no ônibus, mais apressada do que eu. Um fato curioso para eu notar, uma vez que a gente acaba reparando mesmo naqueles que nos são idênticos também. Essa tal senhora se instalou a sete poltronas a frente - sim, me dei ao trabalho de contá-las. Instalada, veio com uma bolsa correndo até a minha poltrona. Achei que ela iria falar comigo. Que nada. Eu estava sentado em frente ao frigobar, onde a empresa costuma guardar copos d'água como cortesia para seus clientes. Ela se colocou em frente ao tal refrigeratório e passou a pegar copinho por copinho, ocupando todo o oco de sua bolsa exageradamente enorme. Foi o que foi. Bruto, eu afirmaria. Até fiquei surpreso, uma por não saber da existência dos mesmos, e outra por pensar que ela era uma beduína retirada aqui no Brasil. Onde já se viu?! Quanta falta de consideração, que tamanho desprezo. Nem sequer se importou com os outros que ali poderiam sentir sede durante a viagem, fingiu não estar percebendo meus olhares de desaprovação e que costumam ser muito persuasivos.
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Legal é que de repente, no meio da viagem, um senhor foi até o mesmo local para pegar água e, como não achou, acabou xingando até a mãe do piloto. Hahaha.
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O segundo caso é meio besta, mas vale a pena observar este relato. Antigamente, quando as aulas de inglês eram legais e a gente assistia à vários vídeo[zinhos] falando sobre os números, sobre as gírias e sobre os animais, era muito comum uma mania bem tosca e retardada: "ew". Vamos dizer que sua tradução literal signifique "eca". Aqui em Toscoram, aliás, onde eu estou agora, durante uma das aulas de inglês, estavamos nós conversando sobre "conversar", quando uma menina disse:
- EEw, esse povo que anda de ônibus. Não sei onde esse povo arruma tanto assunto pra conversar.
Pronto. Foi o motivo para eu dar risada a semana inteira. Carara, acho que quem me conhece já sabe o que eu penso sobre este tipo de pensamento, repleto de preconceitos e tudo mais. Então nem vale a pena perder meu tempo aqui descorrendo sobre ele.
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