15.9.10

I'm about to come alive



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Hey! I'm about to come alive!
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Not that anyone cares. Esses dias me peguei pensando no sentimento trágico e mala-mado que é a tristeza. Sádico, dark, fraco. Ocorreu-me que, por um breve colapso de tempo, 1/3 quarcks de segundo quântico, pensei em como seria se houvesse um novo meio de enxergar as coisas.
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Aí todos me cercam e perguntam se "hey, vai vir com esse chat de novo?". Trágico. Não consigo evitar de pensar nisso às vezes. Não somente eu, sozinho e sentado à beira do abismo onde as trevas circundam meu sólido e destemido universo com raios e trovões.
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Sólido. Meu pensamento se remeteu à velha fase onde tudo era doce e saboroso, onde cheiro tinha sabor de vento, e vento dava sensação de tato. O tato me remetia ao cheiro de algo que, guardado lá no fundo da memória, não conseguia lembrar o que era. Estava na ponta da língua. Talvez fosse alguém, ou algo. Ou simplesmente um momento qualquer.
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É como o cheiro de álcool. Não o vulgar. Mas o álcool etílico. Remete-me à uma velha infância na escola, na qual a professora pegaria um pano umidecido com álcool para limpar todas as carteiras. Um cheiro tão forte quanto o tato, tão vivo e presente quanto o gosto. Vivo até hoje em mim, especialmente quando algo qualquer me faz lembrar disto novamente.
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Raios e trovões. Uma trovoada escurece o céu, pinta de azul anil o único feixe de luz ainda existente lá longe. E eis que vem a tempestade. Musicalmente acalmando os ânimos daqueles que se veem sofrer, dos que estão a sofrer, os que sofrerão. E traz consigo o dó, ré, sol. Sempre depois da tempestade vem o sol. A audição que se reflete em brilho, luz, energia, calor.
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Calor me deixa suado. Redundante. Eu sei. E dá sede. Vejo o calor, sinto o calor, a sede, mera gustação. Mato a sede. E tudo me remete ao verão.
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Gasto duas linhas para escrever sobre o dito acima. Não gosto nem um pouco disso. E assim continuamos a caminhada. Sentindo, vivendo, experimentando. Ainda me pego a pensar que uma sórbida e triste lembrança me fez espairecer sobre tudo isso. Talvez nem precisasse, talvez nem fosse preciso. Lembranças são atraídas com os sentidos. Lembramos daquilo que, de alguma forma, vivenciamos, tocamos, vivemos o gosto. Vimos.
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Da série For me it's YOU! and no one else :D