(foto com direitos autorais embutidos nela)*
Ainda não nos damos conta de que o futuro não chegou e de que a modernidade está ausente. Deus do céu, você só pode estar brincando! Isto é o que eu chamo de gente evoluída e civilizada: uma pequena besteira – brincadeira boba – de um grupo de amigos que poderia ter acabado em morte. Quando o cara estava para acelerar o carro, uns treze moleques passaram na janela dele e gritaram, fazendo com que ele freiasse com tudo. Aí o cara ficou desesperado com as buzinas dos carros logo atrás e foi parar do outro lado da rua, confuso e desesperado. Saiu pela janela e foi gritando nomes feios para os moleques, que logo vieram correndo em sua direção. O cara foi esperto e saiu dali correndo, sua consciência falou mais alto.
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O que eu não consigo entender é porque somos tão civilizados ao ponto de enquadrarmos esses tipos sociais como parte de nossa sociedade. E ainda temos coragem de admitir de que temos certa culpa em tudo isso? Claro que não! Odeio quando dizem que tenho também culpa por estarmos aonde estamos. Mentira! Tudo isso não passa de uma crise familiar-social. O jovem não encontra amparo em sua família desestruturada e acaba tentando refúgio por aí, no meio ‘social’. Porém, o que quase sempre acontece é de o meio social convertê-lo para o lado ruim da situação.
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Pode acontecer muitas vezes de esses problemas familiares atingirem a classe alta, como temos assistido ultimamente. Quando paro para pensar no que está acontecendo, só encontro a seguinte resposta: estamos a um passo de uma nova civilização – em um período intermediário entre uma antiga de saída e uma nova surgindo.
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Eu não posso estar enganado. Meus avós mesmo diziam que antigamente não tinha tudo isso dessa forma tão absurda. Seria loucura dizer, naquela época, que eu desrespeitei minha mãe e por isso estou com vontade de matá-la! Ninguém tem poder sobre a vida de ninguém, isso é fato. Mas o que acontece eventualmente é pensarmos ao contrário.
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E logo me remeto à questão do perímetro pessoal. Conservo minhas atitudes, tenho meu caráter – não dependo de ninguém para fazer com que eu me sinta mais ou menos feio. Sei ouvir minha voz interior, ela existe e está sempre presente. Quero dizer que muitas vezes fazemos algo levando uma pré-consideração sobre o que os outros irão achar como forma de juízo e justificativa para o ato. É a mesma coisa que dizer que eu vesti uma calça exuberante justamente porque todos iriam olhar para ela.
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Agora pense: isso não tem a ver? Não está na cara que o que se passa hoje leva isso como fator também? É justo afirmar que o meio social interfere em nosso comportamento. Posso ser o que sou em função da cotação do dólar, por exemplo. Entretanto, devo não permitir ao máximo que isso aconteça. Só assim irei escutar a tal ‘voz interior’ a que fiz referência agora pouco.
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O que eu não consigo entender é porque somos tão civilizados ao ponto de enquadrarmos esses tipos sociais como parte de nossa sociedade. E ainda temos coragem de admitir de que temos certa culpa em tudo isso? Claro que não! Odeio quando dizem que tenho também culpa por estarmos aonde estamos. Mentira! Tudo isso não passa de uma crise familiar-social. O jovem não encontra amparo em sua família desestruturada e acaba tentando refúgio por aí, no meio ‘social’. Porém, o que quase sempre acontece é de o meio social convertê-lo para o lado ruim da situação.
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Pode acontecer muitas vezes de esses problemas familiares atingirem a classe alta, como temos assistido ultimamente. Quando paro para pensar no que está acontecendo, só encontro a seguinte resposta: estamos a um passo de uma nova civilização – em um período intermediário entre uma antiga de saída e uma nova surgindo.
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Eu não posso estar enganado. Meus avós mesmo diziam que antigamente não tinha tudo isso dessa forma tão absurda. Seria loucura dizer, naquela época, que eu desrespeitei minha mãe e por isso estou com vontade de matá-la! Ninguém tem poder sobre a vida de ninguém, isso é fato. Mas o que acontece eventualmente é pensarmos ao contrário.
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E logo me remeto à questão do perímetro pessoal. Conservo minhas atitudes, tenho meu caráter – não dependo de ninguém para fazer com que eu me sinta mais ou menos feio. Sei ouvir minha voz interior, ela existe e está sempre presente. Quero dizer que muitas vezes fazemos algo levando uma pré-consideração sobre o que os outros irão achar como forma de juízo e justificativa para o ato. É a mesma coisa que dizer que eu vesti uma calça exuberante justamente porque todos iriam olhar para ela.
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Agora pense: isso não tem a ver? Não está na cara que o que se passa hoje leva isso como fator também? É justo afirmar que o meio social interfere em nosso comportamento. Posso ser o que sou em função da cotação do dólar, por exemplo. Entretanto, devo não permitir ao máximo que isso aconteça. Só assim irei escutar a tal ‘voz interior’ a que fiz referência agora pouco.