30.1.09

Alheio

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Pardon, mas permitam-me escrever aqui novamente reflexos da vida contemporânea baseados em pensamentos sobre amizades. Uma vez me disseram algo como "sua vida vai ser recheada de pessoas rodeando para cima e para baixo, porém, você é o único responsável por considerá-las".
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Absurdo, mas estive pensando esses dias sobre como a gente se apega e desapega tão fácil a pessoas. Diferentemente de um cãozinho, vamos supor, cujo futuro dono já o vê como melhor amigo em seus sonhos, antes mesmo dele ir até à loja para comprá-lo.
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A raça humana é incrivelmente burra. Hora e outra, somos responsáveis por tudo aquilo que construimos e, em questão de segundos, destruimos nosso respaldo sentimental apenas abandonando aqueles que nos gostam. Ah, vida injusta, refúgio de não-solicitados, pendentes não almados, cujo destino é sofrer. Queria eu estar ali, presente, sentimentalmente, podendo ajudar.
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Essa tal de alehiosidade da vida. Faz-me rir, faz-me chorar. Às vezes penso no montante significativo de amizades construídas que poderiam ser para vida inteira... É, mas nesse sentido, é difícil para eu manter uma posição. Considero-me culpado pela maneira que meu comportamento me conduz perante aquilo que acho satisfatório. Se não quero, não vou atrás.
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E é justamente essa coisa de ir atrás de sentimentos alheios, alheios... que até nos faz parecer mesmo como cães. Mundo canino!
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28.1.09

Amplie, adiante! Avante.

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Such a mess. Eu já não observo tão severamente, como eu fazia, o comportamento humano de uma maneira preconceituosa. Acho que, de uns tempos para cá, aprendi muito com essa nov vida. Trata-se de algo que eles chamam ainda de transtorno cultural, adaptação. Mas eu prefiro denominar como tratamento singularizado.
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Agora, por exemplo, há um senhor afora caminhando desde as 5 da manhã. Comportamento natural, estran ho para mim. Mas que, conforme tenho dito vulgarmente, admitindo uma certa compaixão ao dizer que o estranho e diferente me compõe.
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Em especial, por exemplo, essa foto me traz muitas lembranças boas. E, absolutamente convicto disto, espero observá-la daqui alguns anos e poder dizer novamente que sim, ainda me traz as mesmas boas. Ou ainda, contemplá-la e poder dizer o quanto foi diferente tudo o que vivi de uns tempos para cá.
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Gente da França? Aqueles que eu achava fechados, nojentos, cheios de perfume? Ou a França revolucionista, com ataques e movimentos contra a opressao do governo? Uma França cheia de mistérios, todavia que, agora, mais do que nunca, se encontra ao meu ver de uma forma muito engraçada. A França do Rémi, da Virgine e do Jonathan, por exemplo, que ajudaram-me a enxergar com outros olhos esta visão de que a França era realmente muito, mas muito chata.
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E agora eu vou avante. Adiante, para mim, é apenas um caminho aberto. Às vezes preciso realmente uma, duas ou, como neste caso, três almas bondosas francesas para abrirem-lhe os olhos. Acho fantástico o modo como Rémi encara o mundo, partindo de uma visão equilibrista e da busca pela energia das pessoas. Não, infelizmente é algo característico dele e que eu jamais pensaria em aderir ao meu estilo algum dia. Porém, abriu-me visões segundas que eu jamais poderia imaginar.
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Ao mesmo tempo que 2009 segue sendo um ano de muitas transformações radicais, tamém é aquele ano em que pareço estar realizando parte de meus sonhos. Amplitude, isto, talvez até mais.

23.1.09

Passos de formiga, morfiga, ah, morciforíga

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Não que eu ache estúpido comentar aqui casos cotidianos. Abro resalvas quando vejo a necessidade extrema de comentá-los, principalmente nesta época do ano.
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HIDE. Já pensou numa série televisiva onde órgãos competentes do governo federal se entitulam de encobridores da verdade e correm atrás dos poucos inocentes que ainda circulam pelo país adentro escondidos? Eles estão em HIDE. É claro, não exoste, mas é a idéia de uma americana com quem conversei recentemente. Ela escreve em seu pequeno caderno de anotações reflexões sobre como viver e sobreviver de uma forma, desnecessária até, mas escondida. Ainda de acordo com ela, é importante observar que toda vez que o tal dos órgãos acham-na, ela muda de cidade. Estranho, louco, síndrome de artista?
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De qualquer forma, lembrei-me que recentemente assisti a um episódio muito curioso, no qual um bicho grande e estranho, tipo um louva-a-deus caminhava tranquilamente pela calçada quando foi atravessar a rua. Turistas ecologicamente responsáveis detiveram as passagens de carros instantaneamente, pois o bicho virou alvo de dúzias de fotos e recordações. Ao final da faixa, o tráfego foi novamente liberado.
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Consiste-se numa atitude muito maneira, mas extremamente cansativa. Às vezes nem sequer tenho tempo mais de fazer o que eu costumava fazer antigamente. De qualquer modo, acho importante compreender o sentido de minha vida na atualidade. Em constantes recordações do passado, coloco-me num patamar superior ao em que vivia em 2008, no qual o atual, sofrido, consciente e elevado, conduz-me rumo a um grau ainda mais cansativo da vivência: o da relação superior.
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Jesus. 2009 tem sido longo até agora, mas eu não reclamarei tão cedo. Num ano em que comemorei meu aniversário dando comida para um mendigo que eu acreditava ser Deus, acho que já estou de alma lavada por um bom tempo. Mas que fique bem claro: só fiz isso por amor e compaixão ao próximo. E tenho dito que isso é verdade(.)