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Pardon, mas permitam-me escrever aqui novamente reflexos da vida contemporânea baseados em pensamentos sobre amizades. Uma vez me disseram algo como "sua vida vai ser recheada de pessoas rodeando para cima e para baixo, porém, você é o único responsável por considerá-las".
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Absurdo, mas estive pensando esses dias sobre como a gente se apega e desapega tão fácil a pessoas. Diferentemente de um cãozinho, vamos supor, cujo futuro dono já o vê como melhor amigo em seus sonhos, antes mesmo dele ir até à loja para comprá-lo.
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A raça humana é incrivelmente burra. Hora e outra, somos responsáveis por tudo aquilo que construimos e, em questão de segundos, destruimos nosso respaldo sentimental apenas abandonando aqueles que nos gostam. Ah, vida injusta, refúgio de não-solicitados, pendentes não almados, cujo destino é sofrer. Queria eu estar ali, presente, sentimentalmente, podendo ajudar.
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Essa tal de alehiosidade da vida. Faz-me rir, faz-me chorar. Às vezes penso no montante significativo de amizades construídas que poderiam ser para vida inteira... É, mas nesse sentido, é difícil para eu manter uma posição. Considero-me culpado pela maneira que meu comportamento me conduz perante aquilo que acho satisfatório. Se não quero, não vou atrás.
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E é justamente essa coisa de ir atrás de sentimentos alheios, alheios... que até nos faz parecer mesmo como cães. Mundo canino!
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