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Não que eu ache estúpido comentar aqui casos cotidianos. Abro resalvas quando vejo a necessidade extrema de comentá-los, principalmente nesta época do ano.
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HIDE. Já pensou numa série televisiva onde órgãos competentes do governo federal se entitulam de encobridores da verdade e correm atrás dos poucos inocentes que ainda circulam pelo país adentro escondidos? Eles estão em HIDE. É claro, não exoste, mas é a idéia de uma americana com quem conversei recentemente. Ela escreve em seu pequeno caderno de anotações reflexões sobre como viver e sobreviver de uma forma, desnecessária até, mas escondida. Ainda de acordo com ela, é importante observar que toda vez que o tal dos órgãos acham-na, ela muda de cidade. Estranho, louco, síndrome de artista?
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De qualquer forma, lembrei-me que recentemente assisti a um episódio muito curioso, no qual um bicho grande e estranho, tipo um louva-a-deus caminhava tranquilamente pela calçada quando foi atravessar a rua. Turistas ecologicamente responsáveis detiveram as passagens de carros instantaneamente, pois o bicho virou alvo de dúzias de fotos e recordações. Ao final da faixa, o tráfego foi novamente liberado.
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Consiste-se numa atitude muito maneira, mas extremamente cansativa. Às vezes nem sequer tenho tempo mais de fazer o que eu costumava fazer antigamente. De qualquer modo, acho importante compreender o sentido de minha vida na atualidade. Em constantes recordações do passado, coloco-me num patamar superior ao em que vivia em 2008, no qual o atual, sofrido, consciente e elevado, conduz-me rumo a um grau ainda mais cansativo da vivência: o da relação superior.
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Jesus. 2009 tem sido longo até agora, mas eu não reclamarei tão cedo. Num ano em que comemorei meu aniversário dando comida para um mendigo que eu acreditava ser Deus, acho que já estou de alma lavada por um bom tempo. Mas que fique bem claro: só fiz isso por amor e compaixão ao próximo. E tenho dito que isso é verdade(.)