30.5.09

Confidencial, Maio de 2009


Sabe aquele sentimento de que estamos nos prendendo muito à monotonia? Então, recentemente...
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Vamos ao início. Cada dia é uma história nova! Sempre. Acho que assim não há outra maneira de se passar o tempo desaproveitando. Assim, quiçá, podemos melhor crer e viver com base na fantasia de que nosso espírito presente na terra se faz contente aos olhos alheios. Pura ótica da ilusão, como diriam meus amigos. Puro conceito exagerado, aos meus inimigos.
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O fato é que, de uns tempos para cá, acho que virei tudo aquilo que eu chamava de conceito e consciência de ponta cabeça, ao passo em que eu nem ao menos sei ao certo e exatamente com detalhes [e onde isso vai parar] o que eu era e deixei de ser.
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Mas não estou em crise substancial de existência para tentar provar, de alguma forma, que não sou mais crítico de minha própria personalidade ou que tenho ataques de raiva simultâneos. A questão é o fator gerador de tudo isso, que costumeiramente aprendi a chamar de inserção cultural estrangeira.
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Vida de happy hour, jogo de vôlei em seleções internacionais, torre de chopp? Não, isto não está certo. Aliás, nunca esteve! Café expresso às 5 da tarde, macarrão com queijo picotado e açúcar, sem contar o fato de eu estar comendo, às 9 da manhã em pleno sábado, a um pratão de salada com alface, pimentão, cebola, cenoura, beterraba, pepino e tomate?
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Acredito que essa inserção cultural gerou um impacto muito grande em minha vida. Eu planejava anteriormente uma viagem à Tailândia, sem muitos atrativos ainda em mente. Porém, devido ao grande euro-interact dos últimos tempos, já estou até mesmo mentalizando-me numa floresta de 30 lagos no meio da Finlândia.
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Louco? Nada. Agora eu faço turismo, sou turista, quero viajar!

Início da estação

Dude... Nem parecia que estava começando o inverno já em maio. Aquele friozinho só me fazia lembrar dela, e com certeza ela também se lembrava de mim. Na minha cabeça já circulavam imagens de como seria nosso próximo momento, juntos, e creio eu que na dela também não era tão diferente assim.
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Aquele frio só me fazia pensar em como conseguir viver sem ela. Tão duro, tão difícil. Mas a gente consegue. É tão ruim, tão solitário. Mas são momentos assim que nos fazem querer seguir sempre adiante.
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Retrocedemos a linha e a barreira comunicativa que havia entre nós. Por detrás de nossas figurações, instintos e soberanias, havia sempre aquela figura de carcaça que era o amor. Prestativo, convidativo para uma taça de vinho. Amor esse que nós nunca entendemos o porquê.
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Hoje, quando pensamos em como nos afastamos, o amor é visto como um pequeno caco de vidro ainda fincado no calcanhar. Não machuca mais, porém deixou sua marca presente até hoje. Às vezes volta a doer, sangrar por amor. Vai entender.

22.5.09

Maio 2009


11.5.09

Quando menos se espera, inicia-se uma nova era


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Concordamos em dizer que muito daquilo que gostamos de fazer, ora por obrigatoriedade de nosso instinto que permite e garante a sobrevivência, como alimentação, vestuário, locomoção e "aparagem", também pode se tornar o inverso de um gosto bom - indiferente, sólido e às vezes àspero.
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Fico imune em pensar que muitas destas atividades tornam-se fadigas, obsoletas, ressecadas com o passar do tempo. É mais fácil conduzir a vida em uma nova jornada rumo à restituição destes mesmos gostos ao invés da tentativa de querer mudá-los. A mudança em si não adianta em muitas vezes, sendo que sua razão primordial poara nós, seres humanos, é a de satisfar-nos temporariamente e induzir-nos a pensar de modo equivocado que estamos a par de nos acostumarmos com perante situação modificada.
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Pode até parecer confuso, mas na prática isto se solidifica de modo a nos trazer sérios problemas. Acostumados com determinada convivência em decorrência de nossas próprias escolhas, ou ainda de escolhas adjascentes mas que nos fazem bem da mesma forma, graves problemas começam a surgir após o momento em que desvirtuamo-nos desta mesma senda caminhada a vida inteira.
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Não traço apenas problemas ruins, como também aqueles dos quais poderiam não existir caso estivéssemos acostumados com tal situação desconhecida, forasteira. Costumo até achar engraçado que, para este último caso, o quão alto é o número de peças que a vida nos prega. Boas ou não, trazendo humilhantes situações e até mesmo resquícios daquele tempo em que, pueris, achávamos que o mundo e o ser humano eram bons por natureza, e que o mal morava sob a terra.
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Quimera! O raio de sol que queima sobre nossa pele nos faz sentir a verdadeira força peso daquilo que consideramos o arrasto de nossas vidas por este deserto. Tentamos prosseguir, mas nem sempre conseguimos. Mudar? Talvez. Avançar perante o nada? Olha, não sou eu quem direi se é o melhor passo a ser seguido.

1.5.09

Mais uma vez, encontro entre nós três


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Sentado sob o pé de manga assistindo o entardecer. Naquela noite em que adormeci vendo o sol se por, parecia que meu mundo estava mudado, mudando, metamorfose. Não sei ao certo o quão bom poderia ser para mim, apenas afirmo que minha sorte sempre foi tê-la ao meu lado.
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O meu caminhar que segue, com passos lentos pela escuridão do mundo, que alcança seu olhar menos compenetrado, doce, sutil, como a relva matinal com cheiro de terra molhada, um frio meigo que invade nosso espírito e me faz, inconscientemente, querer estar cada vez mais próximo, momentos a mais perto de você.
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Já que não considero-me tão competente para poder estar ao seu lado, sentar e compartilhar todos os meus anseios, desejos, frustrações, rogo-lhe por uma parte de de seu sentimento que, embora no passado tenha me causado muita dor, hoje em dia vejo-a como um pequeno rancor. Encubro em mim aquilo que quero e desejo-lhe em dobro, inesperadamente você me aparece como quem ainda quer amar, amando-me, não sei como.