Dude... Nem parecia que estava começando o inverno já em maio. Aquele friozinho só me fazia lembrar dela, e com certeza ela também se lembrava de mim. Na minha cabeça já circulavam imagens de como seria nosso próximo momento, juntos, e creio eu que na dela também não era tão diferente assim.
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Aquele frio só me fazia pensar em como conseguir viver sem ela. Tão duro, tão difícil. Mas a gente consegue. É tão ruim, tão solitário. Mas são momentos assim que nos fazem querer seguir sempre adiante.
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Retrocedemos a linha e a barreira comunicativa que havia entre nós. Por detrás de nossas figurações, instintos e soberanias, havia sempre aquela figura de carcaça que era o amor. Prestativo, convidativo para uma taça de vinho. Amor esse que nós nunca entendemos o porquê.
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Hoje, quando pensamos em como nos afastamos, o amor é visto como um pequeno caco de vidro ainda fincado no calcanhar. Não machuca mais, porém deixou sua marca presente até hoje. Às vezes volta a doer, sangrar por amor. Vai entender.