12.12.10

Paradoxo

*
Às vezes fico triste. Às vezes me alegro de mais. O dia que parece não ter fim, o dia que chegou e passou num piscar de olhos. De repente tudo fica claro, amanhece o dia. E a escuridão toma conta com seu céu estrelado, e tudo se resfria.
*
De tudo o que mais tenho medo, acho que a verdade é a que mais assusta, em primeiro lugar. Às vezes é tão bom viver na fantasia, viajando pelo tempo, perdendo a noção da realidade. Voltar para o mundo real, botar os pés no chão? Isso está fora de alcance para quem não consegue mais diferenciar o que é ilusão e o que é fato.
*
E tudo se torna um grande paradoxo. E é engraçado e triste dizer isso. É alucinante e bastante verdadeiro. Os dias em que mais me sinto feliz são, ao mesmo tempo, os que mais me sinto triste. Os dias em que mais me sinto normal são, ao mesmo tempo, os que mais me sinto louco.
*
E daí surgem todas as outras contradições da vida. A distância que separa as pessoas que se gostam, o celular que permite que se falem todos os dias. A foto que mostra alguém lá do outro lado do planeta, o apertar do botão para o X.
*
E eis que vêem os dias de paradoxos. Odeio paradoxos. Me deixam perplexo, complexo, sem saber como agir. Não sei se vai ou se fica, se pula ou agacha, se molha ou seca. Agora, para piorar tudo, misture esse montante de paradoxos com uma mente confusa e sem direcionamento? Adicione um pouco de insegurança, frustração e até mesmo isolamento? O que você ganha?
*
Não sei com relação aos outros, mas não quero mais esses paradoxos para mim.

29.10.10

Parachute

*

I wanna take you with me
to life with no more yesterdays
we can start again awake and so excited
and change the way we always push
we always push

I'll open up and be your parachute
and I'll never let you down
so open up and be my human angel
and we'll only hit the ground
running

and when the world gets sharp and tries to cut you down to size
and makes you feel like giving in
oh, I will stay, I will rain, I will wash the words and pain away
and I will chase away the way we push
the way we pull
you're beautiful

I'll open up and be your parachute
and I'll never let you down
so open up and be my human angel
and we'll only hit the ground
running

and if it feels like we might drop
it will stop
so don't look down
it wouldn't be the same without you
this life is too good to give up on

I'll open up and be your parachute
and I'll never let you down
so open up and be my human angel
and we'll only hit the ground
and we're gonna hit the ground
running

*

7.10.10

There's gotta be another way!

*
Claro que ainda penso em você
Louco de vontade de te ver
Ainda sinto o seu cheiro no ar
Um cheiro delicioso que não quer passar
Dentro de mim está seu coração
Indescritivelmente, louco de paixão
Oh quem me dera, quiçá, ter você pra sempre.
*

26.9.10

Pensamentos de um domingo chuvoso qualquer

*
Engraçado que hoje choveu... E olha que não está sendo pouco. Tenho tantas coisas em mente, mas apenas uma não me sai mais da cabeça.
*
Ontem durante a tarde fui ao passeio Estância Mimosa com o pessoal da minha sala. A visita em si foi extremamente divertida e valeu muito a pena. Ainda estava sol e calor, então deu para aproveitar bastante.
*
Ainda ontem, quando cheguei em casa, não consegui fazer muita coisa senão ler um pouco, escrever e ir dormir. Estava exausto. Hoje cedo, 5AM, acordei com o barulhinho da chuva. Preocupado, pois havia perdido meu guarda chuva. E como trabalho aos domingos, encanei de chegar no trabalho todo enxarcado. Mas deu tudo certo.
*
A noite vou chegar em casa e tentar fazer a última sopa do ano. Daqui pra frente sei que vai esquentar, esquentar e ferver, então é melhor aproveitar esse último dia chuvoso.
Pena é não ter uma boa companhia, ver um filme qualquer e deitar abraçadinho. Mas creio que isso logo pode chegar ao fim.
*
Quero agora ficar em casa, terminar minha leitura, assistir alguma coisa que me entretenha e depois dormir com o barulhinho da chuva. Pena que você não estará ao meu lado...
*

22.9.10

When it rains, I can't stop thinking about you

*
Mesmo quando penso em você, ainda sinto uma certa insegurança. Seu nome cravado em meu coração, sua presença ainda fincada me lembram nossa primeira dança.
*
Ainda recordo a primeira vez que te vi, como uma brisa de verão. Meu fôlego e respiração, como uma leve queimadura de sol, deixaram-me sem caminho, sem ar, sem saber o que fazer.
*
Ainda gosto de você. Ainda gosto de amar você. Deixo-me levar pelos leves ventos que me carregam rumo ao seu ser, ao seu mundo. Breve e estranho jeito de amar-te.
*
Consigo aos poucos imaginar sua imagem em minha mente, construída com pequenos cacos que se moldam à beleza de seu corpo, curvas esculturais, deixando-me todo torto.
*
É você que eu quero. É você que eu amo. Mais que um amor passageiro, mais que simplesmente palavras. Não consigo mais esquecer-te. For me it's you!

19.9.10

Nada como um dia após. Outro dia após.

*
Às vezes me pergunto o que seria de todos nós se não houvesse empatia. Empatia entre os humanos, entre ascoisas, promovendo o melhor que há na conduta de uma harmoniosa relação completamente desigual. O desigual nos atrai, o diferente nos chama a atenção. Não é à toa que, numa chuva cercada de guardas-chuvas pretos pelas ruas, o mais coloridinho se destaca.
*
Foi-se a época em que costumávamos não nos importar com tamanhas desigualdades. Talvez pela própria inocência, ou ainda pela simples ingenuidade de não saber diferenciar. Onde foi que aprendemos a ser esse medidor de qualidade? Separatista, discriminatório. Diferenciador.
*
Salvo-me esses dias. Consegui diferenciar o quão mórbida, fria e cruel pode ser uma sociedade assim, apática. Julgamentos pelas costas, coisas absurdas. Não me excluo, pois sei que coo-participo, e, muito menos do que se espera, diferencio também.
*
Perguntaram-me esses dias se valeria à pena um pouco de mocca no latte. Disse que não entendi a piada, se quer aquilo fosse algo para rir; já não é engraçado caçoar dos outros, rir de lgo que não faz parte de nosso cotidiano. Aprendi muito com isso. Agora devemos todos, inclusive eu, saber compreender que todas as diferenças são o que geram uma sociedade empática, ciente de suas necessidades e, na medida do cabível, disposta a ajudar os outros.
*
Lembro-me ainda, no passado, dos papos sobre implantes, reduções, aumentos, ganhos e perdas, dentre outras futilidades que viraram moda atualmente. Me faz repugnar tudo quanto é assunto escroto, sem um futuro muito semblante e algo que nos faça recordar.
*
É como diria um velho amigo: nada como um dia após. Outro dia após.

15.9.10

I'm about to come alive



*
Hey! I'm about to come alive!
*
Not that anyone cares. Esses dias me peguei pensando no sentimento trágico e mala-mado que é a tristeza. Sádico, dark, fraco. Ocorreu-me que, por um breve colapso de tempo, 1/3 quarcks de segundo quântico, pensei em como seria se houvesse um novo meio de enxergar as coisas.
*
Aí todos me cercam e perguntam se "hey, vai vir com esse chat de novo?". Trágico. Não consigo evitar de pensar nisso às vezes. Não somente eu, sozinho e sentado à beira do abismo onde as trevas circundam meu sólido e destemido universo com raios e trovões.
*
Sólido. Meu pensamento se remeteu à velha fase onde tudo era doce e saboroso, onde cheiro tinha sabor de vento, e vento dava sensação de tato. O tato me remetia ao cheiro de algo que, guardado lá no fundo da memória, não conseguia lembrar o que era. Estava na ponta da língua. Talvez fosse alguém, ou algo. Ou simplesmente um momento qualquer.
*
É como o cheiro de álcool. Não o vulgar. Mas o álcool etílico. Remete-me à uma velha infância na escola, na qual a professora pegaria um pano umidecido com álcool para limpar todas as carteiras. Um cheiro tão forte quanto o tato, tão vivo e presente quanto o gosto. Vivo até hoje em mim, especialmente quando algo qualquer me faz lembrar disto novamente.
*
Raios e trovões. Uma trovoada escurece o céu, pinta de azul anil o único feixe de luz ainda existente lá longe. E eis que vem a tempestade. Musicalmente acalmando os ânimos daqueles que se veem sofrer, dos que estão a sofrer, os que sofrerão. E traz consigo o dó, ré, sol. Sempre depois da tempestade vem o sol. A audição que se reflete em brilho, luz, energia, calor.
*
Calor me deixa suado. Redundante. Eu sei. E dá sede. Vejo o calor, sinto o calor, a sede, mera gustação. Mato a sede. E tudo me remete ao verão.
*
Gasto duas linhas para escrever sobre o dito acima. Não gosto nem um pouco disso. E assim continuamos a caminhada. Sentindo, vivendo, experimentando. Ainda me pego a pensar que uma sórbida e triste lembrança me fez espairecer sobre tudo isso. Talvez nem precisasse, talvez nem fosse preciso. Lembranças são atraídas com os sentidos. Lembramos daquilo que, de alguma forma, vivenciamos, tocamos, vivemos o gosto. Vimos.
*
Da série For me it's YOU! and no one else :D

14.9.10

Not at all

*
E você me pega de surpresa. Assim, inesperado.
Faço de conta que não vejo. Não consigo.
É invevita-do.
E quando menos espero, me pego pensando,
Não consigo evitar.
Faço de conta que não existe, não consigo mais acalmar.
O acalma-do. Alma do amado, acalma a alma do amado.
E se por ventura algo surge, assim, de repente,
Faço que conta que não é atraente,
Atraído, atrela-do. Atraindo a alma do atrelado.
Você, que me pega de surpresa, inesperado,
Que já não faço mais de conta, sentimento de ser amado
Trsite desejo do balelo,
Não posso, sentimento mórbido, cobiçar a tê-lo?
Indiferente de mim, que me faço de conta, fantasio
Fantasia-do
A alma do amado, fantasiado, sentindo-se amado, acalmado atrelado sentimento inesperado.
*
For me it's YOU! and no one else :D

10.9.10

And we keep'em movin' on

*
Setembro me dá agonia. Não gosto daquele estilo vai não vai, meio termo, pulo pra qual lado do muro. Sempre foi assim. Não sei se está frio ou calor, se está mais pro meio do ano ou quase entrando no final, se é bom guardar um pouquinho de dinheiro para o final do ano ou deixo para depois. Meus sinceros agradecimentos a quem inventou o ano com 12 meses. É tempo demais para pensar em tudo isso.
*
E olha que tivemos a graça de sermos presenteados com quatro estações. Dois períodos distintos num mesmo dia. 365 dias em um ano inteiro. Queria eu que o mês de setembro tivesse somente dez dias, assim já estaríamos em outubro. Não sei porque, mas outubro sempre significou para mim uma proximidade com o fim. O fim de tudo. O início de uma nova era que se aproxima.
*
Esses dias me peguei pensando em toda essa relatividade. Tive a infelicidade de quase falar. Estava com um amigo da Austrália, over 50', o qual estava comentando sobre todo esse assunto. Aí fui dizendo "we don't actually know a lot of people travelling, I mean, ol...". Ops. Old people, you should never said that. But how can I put into words what I wanna say? Trynna avoiding wouldn't be such a great Idea. We gotta go talk about it. There’s gonna be a day for it.
*
And it turns out that this day has finally arrived. Landing in our lives just like September ends, bringing a new October, full of new opportunities and what else it’s gotten for us. I just love skipping Sept and thinkin’ forward about it. I even got myself a couple of days ago imagining how this Xmas might be extremely awesome. I got some real plans for this year. It has to be special.
*
And then that’s the only way we can keep movin’ on. Like someone said once, we get to sing for the right now moment, to be right now people and never quit of our real world. It’s still worth fighting for some real deal.

6.9.10

Ohh eeem gee

Girl dies

Smooth coffee

*

There was a time when I met someone.
And I do not mean some body like anyone's body.
I mean the one (real one).
Smooth as the wind, gentle as a morning coffee.
Smooth coffee.
*
That was like perfection, coupled with the comfort of having someone close.
To touch, feel, experience.
To open a window and see the light coming in with the small dust in the wind shaking.
*
Smooth morning.
Mild afternoon.
It was like having back the flavor of life, joy of living.
*
The brief season of love. Controlling the steps, counting each stair.
For me, there would not have been such as amazing. Life is too dangerous, and I ain’t the one who is gonna blow everything off just to take my little stressed edge away.
*
It doesn’t really have to be like this way.

*
Read this too
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5.9.10

Calling all angels

Links Interessantes

*

O que homens e mulheres pensam sobre as profissões

We do miss the rain

*
Eu tive um sonho, vou te contar, eu me atirava do oitavo andar.
*
And it was raining. What comes to your mind when I say that on fire you are my last drop of rain? What movie comes to mind when I say that the rain brings the inner peace? And what happens when I put a T in front of RAIN? Does it makle TRAIN (which occasionally refers to my favorite band)?
*
For me, writing the rain is [like] something fascinating. Rain is synonymous with peace, washing, leave all the problems being taken away and not think of anything negative. Rain is [like] a salvation.
*
It happens that where I live raining is constant on December and January. Almost every day it rains. And I ain't talking about that kind of rain that makes you sleep. The kind of rain that comes to us is something like a flood, washing away all the things it sees ahead.
*
I do not say that the rain has lost its charm, its magic. Although there are many magical things in the rain. Your beautiful form is always the charm in the eyes of those who fail to see the good things of the world. Thy will have to be done.

21.6.10

You are... my only hope now.

*
E eis que a tão esperada estação parece finalmente... não ter chegado. É, para quem esperava o tão demasiado frio, a estação do inverno atual tá parecendo mais um dia de janeiro quando o sol parece que nunca se põe.
*
Nessas horas temos de ser criativos e tentar imaginar o que seria se, ao acaso, pudéssemos fazer chover em nossa sala, no vidro da janela, ou simplesmente ouvir o barulhinho de chuva durante a noite e dormir mais gostoso.
*
Não sei, mas acho que calor me dá depressão. Não no sentido mais conotativo em si, porém num aspecto semelhante aos que sofrem da falta de luz solar em 6 meses de inverno. E as constantes mudanças repentinas de clima deixam qualquer um assim, caído, sem muitas forças.
*
Indeed, much more than just a rainny day, I guess what we all are claiming now is a little bit of fresh air, some cold air or even lower degrees. Not to mention that I even found myself having a cold shower two days ago.
*
And we lost all the magic that winter brings within. Now all we gotta do is wait for that to happen. Once upon a time, there was a cold winter coming by this time of the year, and we all used to share sometimes together, reading books, having some hot chocolate or even just sparing time talking about stupid things and taking the edge off.
*
My guess now? Those days will never come back. Ever.
Damn global warming.
*
For me it's YOU and no one else :D

16.6.10

What wud u change?

*
E eis que fiz uma entrevista esses dias por telefone para um futuro acampamento. E me ligaram. A entrevista seria em inglês. Estava preparado para as perguntas mais óbvias do tipo "How old are you?" ou ainda "What do you like to do in your free time?". Things like that.
*
E me ocorre mais ou menos o seguinte diálogo:
*
- Hello Mr. Willian. I'm Vanda and work for *** organization of the camp. I'm going to ask you a few questions about life and bussiness. Are you ready?
- Yes I am. Let’s get started.
- Ok, first question: what could you possible change in the world if you had the chance to be in charge of it?
*
Slow down. Take it easy. Para uma primeira pergunta, não seria mais conveniente algo do tipo “Qual seu nome?”. Haha. Dei risada de mim mesmo. Havia até preparado algumas frases de efeito no translator caso me faltasse algo naquele instante. E turns out que eu disse algo mais ou menos assim:
- I’d change anything that I see it’s wrong. Anything. I’d stop crime, feed the homeless and even take care of needy children who are…
- Ok Mr. Willian. That’s enough.
*
Second question. It happens to be your chance to unmake what you’ve done before. Mr. Willian, what do you think that it’s the best solution for a child grow up in society nowadays?
- Would you give me one second? I need to think first.
*
E então? Se malemá eu sei a resposta em português, o que dirá inventar algo na hora para dizer em outra língua que não a sua?
E foi assim que se sucedeu:
- Well, I personally believe that this child should avoid all kind of violence and television broadcast Tv shows which are not so good for him or her.
*
E depois eu parei e pensei, e vi que estava virando uma grande bola de neve. Felizmente o teste era pra ver o nível de aptidão, conversação, fluência, uso de tempos verbais e léxico. Me dei em tudo. Pelo menos é o que eu acho.
*

28.3.10

Aspectos da modernidade de 2010



Crédito de imagem: http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/115535_Papel-de-Parede-Apartamento-moderno_1280x800.jpg
*
Toda vez que olho para uma imagem como essa me vem a cabeça uma série de pensamentos sobre a modernidade. Of course you can. O último que veio a tona, esses tempos, é o fato de que às vezes me sinto vivendo numa ilha.
*



7.3.10

Entrevista de emprego [atual]

*
1. Fale sobre si.
Bom, eu me chamo Willian, não tenho pets, no smoking, bebo moderadamente, sou anti-sociável e adoro assistir filme e comer porcarias à noite.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
A curto prazo terminar a faculdade. A longo prazo é provável que eu faça algum investimento pessoal.

3. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
A de ir morar sozinho em outro estado. A mais difícil em termos de me acostumar, porém uma das mais fáceis em termos de "decisão a ser tomada" com hora marcada.

4. O que você faz no seu tempo livre?
Geralmente assisto filmes e como porcaria, fuço um pouco na internet, ouço música e durmo.

5. Quais são as suas maiores qualidades?
Sou sincero, honesto, responsável, organizado e independente.

6. E pontos negativos/defeitos?
Não me dou bem com qualquer tipo de pessoa que me desagrade por minha própria intuição, às vezes analiso demais os comportamentos corporais das pessoas, o que me influencia a forjar opiniões sobre elas, e, além de tudo, não costumo gostar de lugares cheios.

Você é você mesmo

*
Não sei se algum dia alguém lerá uma coisa dessas; talvez nem eu mesmo leia. Mas enfim, vou postar por encargo de consciência, pelo simples fato de fazer trazê-lo a tona.
*
Já faz algum tempo que tenho notado que a necessidade de mudança repentina em mim nasceu junto comigo, impregnada em minha carne. Acho que não costumo ser muito subjetivo em meus posts e nem dar muitos detalhes sobre minha vida, mas eis que se faz justo e presente compartilhar com quem me acompanhou até aqui agora um breve descriptivo de minha trajetória durante esses anos. So here we go:
*
No final de 2003 eu já estava com uma idéia na cabeça: mudar de colégio. Acho que foi uma das maiores aventuras que fiz por conta própria. Pegava ônibus todo dia cedo, as vezes ia de bike, enfim, bons tempos que me marcaram e deixaram a certeza de que o 1º passo é o mais difícil, porém dias melhores sempre acompanham as mudanças que nos cercam.
*
No final de 2005 e início de 2006 eu estava prestes a cursar UEPG, mudar de cidade e fazer tudo sozinho. Mas não consegui ir muito além e desisti do meu sonho logo cedo, pela metade. Coincidentemente um passo errado, mas que resultou em alguns bons frutos.
*
Em meados de 2007 eu já sabia que não queria mais estudar jornalismo. Tranquei a faculdade e botei na cabeça a idéia de virar “autônomo” por um certo tempo. Foi aí que minha half vida de morar literalmente sozinho começou. O processo de desapego ao quarto, à casa da família e, obviamente, aos meus familiares havia apenas começado. Mudei para Umuarama logo e de lá passei a viver sem muito conforto, um grande choque.
*
No final de 2008 botei na cabeça a idéia de mudar de ares, de cidade e estudar novamente. Quase cheguei a cursar uma particular novamente, quando me veio à tona a idéia de estudar em Bonito –MS.
*
E, desde então, e pelos menos até agora, Março de 2010, aqui estou instalado. Neste lugar que muitos acreditam ser o paraíso que Deus deixou na terra, mas que me trouxe uma série de novas experiências [boas e ruins] que eu jamais havia experimentado antes.
Bonito se tornou minha casa, pois aqui conheci pessoas agradáveis, amigáveis, comecei uma vida mais independente ainda e completamente sem ajuda de ninguém, da qual eu apenas me orgulho cada vez mais.
*

Aspectos da modernidade


*
O ser humano cria e recria. Inventa e desinventa. Ajusta e remodela peças antigas. Faz de tudo para conversar o espírito original, banho-se um pouco de, digamos lá, modernidade. Os novos ares que pairam sobre nossas cabeças agora são, que o digam, modernos, arrojados, inovadores e inovados. Não me diga que seu consciente ainda não sedeu conta de todas estas transformações, pois são visíveis até para um astronauta fora de nossa atmosfera insaciável de invenções.
*
O ser humano é assim, e é por natureza: inovador, criador, inventor. Inventa até demais. E todas nossas cabeças, sob a força da gravidade que nos cerca e nos comprime, começam a pairar no ar, com a certeza de que nada mais sabemos a não ser que, a cada dia, o mundo cria a si mesmo uma nova identidade.
*
Já fomos medievais, modernos, agora somos contemporâneos? E ai de pensar se, por acaso, algum dia quiséssemos forjar um novo termo clichê para nos denominarmos. Seríamos a sociedade pós terrorismo? Pós catástrofes? Pós natureza?
*
Fico a admirar o quão longe nossas cabeças vão, mesmo que a falta de ar não seja um motivo convincente para desistirmos logo no início. Inventamos grama artificial, animais de mentira e uma natureza morta que, pra lá de enfeitar cemitérios, dá um colorido mórbido às ruas. É de se pensar e cogitar sobre nossa real façanha no planeta terrestre.
*
E como é duro pensar desta forma. Estamos caminhando numa jornada sem fim, rumo ao progresso, ao desenvolvimento, rumo à evolução do pensamento humano e de sua própria indulgência e conhecimento individual.
*
Ah se houvesse um espelho em casa. Espelhos me ajudam a refletir. Me ajudam a entender o mundo de uma maneira simples: apenas observando o retrato de quem eu sou. Se me considero uma pessoa evoluída, estou em acompanhamento com o mundo atual. Caso contrário, simplesmente parei, congelei no tempo e de lá pareço que não vou sair tão cedo.
*
Onde foi que eu errei? Passos da modernidade me chamam rumo a um desenvolvimento do qual não quero fazer parte. Resisto. Não sei se, ao final, conseguirei. Mas de um aspecto tenho certeza: fiz minha parte.
*

4.3.10

Guestlist

2010
Alban (France)
Olivier (France)
Josie and David (UK)
Georgia Ramos (Brazil)
Alvaro (Chile)
Jeremy n Dani (New Zealand)
Pedro (Brazil)

2009
Daniel (Colombia)
Jean (Belgium)
Wojtek n Asia (Poland)
Amit (US)
Felix and Tina (Germany)
Stacia and Stephany (US)
Laura and Jane (Germany)
Jessica Schultz (US)
Claudia and Ralf (Germany)
Mayte (Spain)
Barbara Rojas (Chile)
Yan Pablo (France)
Janja and Tania (Slovenia)
Fernanda Beuren (Brazil/Argentina)
Marco Aurelio and Fernanda (Brazil)
Alexandre and Anne (France)
Sheila (Spain)
Vinicius (Brazil)
Julien (Switzerland)
Nicolas Krauss "Mackenzie" (US)
Ursina (Switzerland)
Ariane and Max (France)
Vivian (Canada)
Ismael (Brazil)
Risto (Finland)
Ryan (US)
Alexandra (Hungary)
Nina Maria (Switzerland)
Guido (Germany)
Diego (Spain)
Guillaume (France)
Manuela (Portugal)
Marcel (Brazil)
Nicolas (Argentina)
Miriam (Netherlands)
Remi, Vivi et Jonathan (France)

1.2.10

formspring.me

Ask me and maybe I'll answer it... http://formspring.me/willianyudi

28.1.10

Ah 2010!

*
Ah 2010!

Achoque cansei de atualizar isso aqui de novo.

Volto em 2011.

Willian
*