21.10.07

Eu também sou brasileiro

E como brasileiro, aprendi a correr atrás logo cedo

A acordar para não perder a hora

A chegar atrasado às vezes por causa da chuva

E tentar não decepcionar as pessoas por causa do meu dia

Sou brasileiro, sofro com o trânsito e as enchentes

Assisto todo os dias nos jornais cenas bárbaras de violência em meu País

Mas nem por isso deixei de amá-lo ou negar minha nacionalidade

Aprendi desde cedo a correr atrás do ônibus

A não dar bobeira por aí na rua

A me virar para conseguir o que quero, quase sempre dando um jeitinho

Sou mais um típico cidadão desse País

E, como tal, caminhei muito para chegar onde estou

E sei que a batalha não está nem começando

Não tenho tudo o que quero, mas se eu quiser, existe possibilidade para isso

Meu patrão passa o dia inteiro me infernizando

Minha mulher só consegue reclamar

Meu cachorro só me dá trabalho

E eu ainda tenho muitas outras coisas para cuidar

Sou sofrido, aprendi me machucando

E hoje tento me distrair

Bebo nas festas, assisto filmes, saio com os amigos

Ouço músicas estrangeiras, digo que amo viajar

Mesmo que seja apenas uma vez por ano

Aprendi a me virar, sempre consertando uma coisa ali, outra lá

Vou levando, afinal, ninguém é de ferro

Acho engraçado os discursos da classe média

Não consigo definir pra qual partido político eu ajudo

Muito menos se a coleta seletiva de meu bairro está agindo corretamente

Acho que não sei quem foi o cara cujo nome foi emprestado à avenida em que moro

Já ouvi falar de Collor, mas não me peça para explicar

Passo horas na internet, uma das melhores distrações

Sim, sou brasileiro, e como todos também gosto de um churrasquinho domingo à tarde

Pego as bolhas de ar no plástico e estouro todas, uma por vez

Leio poucas revistas, jornais quase nunca

Geralmente compro livros no sebo, mas passo sempre na livraria para conferir os lançamentos

Compro pão integral pois todos dizem que faz bem à saúde

Se descubro que meu amigo está com dificuldades, até tiro um sarrinho antes de ajudar

Aprendi que se estiver chovendo, o melhor programa é locar um filme

Se existe uma fila onde estou, já me dirijo automaticamente para ela

Tem blitz lá na frente, tenho que dar um jeito de desviar

E porque não deixar cair uma nota de 50 quando o policial me parar?

Claro que sou brasileiro, aprendi a me virar

Aprendi a dar meus pulos

E correr atrás do prejuízo

Se todo mundo se ajudar, ninguém precisa sair prejudicado

Sou brasileiro, gosto de ajudar, gosto de ajudar.

13.10.07

Pensamentos de uma sexta-feira de outubro

Saio de casa e o céu muda de cor. É tempo de fechar as janelas, tirar as coisas que estão fora da casa e colocá-las para dentro, e claro, fechar as portas também! Vem o vendaval, cai o aguaceiro. E isso porque fui dormir num dos dias mais quentes da história, acordando em um que, com o sol pela manhã, eu cogitava planos de ir ao clube.
*
Percebi que ao meu lado meus vizinhos não estão mais. Foram viajar. Então pego o rádio, já que está o maior barulho por causa da chuva, e começo a cantar. Passam-se cinco músicas e enjôo. Desligo o som, pego um pedaço de melancia. Vou lá fora, a chuva deu uma trégua e eu quero calcular seus estragos em meu jardim. Aliás, meu não. Jardim de minha mãe, cujas plantas agradecem dias assim.
*
Que dia chato! A chuva tinha que vir sim, mas não podia estragar a minha sexta. Pego o carro, saio para ir trabalhar. Quando chego lá, descubro que não sou necessário naquele dia. Volto então, devagarzinho, pois a rua está cheia de árvores [sim, as árvores ficam na calçada, então a rua não seria o lugar delas]. Desvio de uma, desvio de outra. Vou seguindo.
*
Passo em frente à casa dela. Mal sabia eu que uma amiga minha repetiria esse mesmo gesto que eu logo mais à noite. Fico observando, tentando ver se ela está em casa. Ouço Damien Jurado cantando uma frase "does your husband know I call you sweet?". Vou seguindo. É, hoje me parece que ela tirou o dia para ir rezar. Que linda minha menina. Tão meiga e já sabe o que quer. Tão atraente e parece que me ama. Mando uma mensagem, ela responde. Descubro então que ela se foi, para outra cidade. Mas volta na segunda. Até lá tenho de conter a saudade.
*
Combino com uma amiga de ir jogar sinuca. Mas dessa vez, para variar o ambiente, fomos para uma outra casa de jogos. Saímos de lá, eu já um pouco nervoso por causa de pequenos atritos, e fomos a um outro barzinho. É, tiramos a noite para dar tudo errado mais uma vez. Mesmo assim, eu ainda estava feliz.
*
Chego em casa. Não há mais chuva. O céu ainda escuro e eu fazendo planos de ir comer pastel. Mando outra mensagem para ela. Vou à feira. Não há barraca de pastel. Volto seguindo devagarzinho, desviando de animais, galhos e árvores. Que dia mais confuso! Mas quanta falta ela me faz. Quando voltar, serei o primeiro a ir dar-lhe os parabéns, tentar matar a saudade. Aproveitar, quiçá, o pouco tempo que pode nos restar. É o tempo de eu ir dormir e ver que meu dia se completou.

11.10.07

Pensamentos de uma quinta-feira de outubro

Eu não sei de nada além do que já sei. Cartas utópicas já não me seduzem mais. Pensamentos corrosivos não me conquistam como antes. Seu olhar agora parece brutal. Olho para o espelho na esperança de te ver, mas o que encontro, Narciso, é nada mais do que minha feia aparecia natural. Pobre de mim, vigiado pelas estrelas, andando sob o luar. Não há quase nada que me chama a atenção nessa noite quente de primavera.
*
E pensar que quando te conheci nem sequer sabia da sua beleza. Nem muito menos imaginava tanta preciosidade. Eu, que coleciono pérolas achadas na areia num dia de manhã, pensei em guardar você perto de mim. Mas que bobagem a minha. Nenhuma coleção se faz quando se tem a mais bela de todas, quando se acha uma de maior destaque entre as outras. Hoje à noite vamos tentar fazer diferente.
*
Quando digo que escolhi a mais bela jóia, pareço muito iludido. Ilusão imaginar que isso acabaria bem. Não consigo parar de pensar em quanto tempo joguei fora, quantas atitudes minhas, bravas, guerreiras e até inusitadas para meu estilo, quanto tempo...
*
Hoje à noite eu irei dançar sozinho. Deixe-me dançar sozinho no salão.

10.10.07

O corpo fala


To aqui nesse parênteses dentro da minha série de pensamentos de outubro para dizer que esse livro é realmente muito bom. Não só pela maneira instintiva que trata os aspectos do nosso dia, mas também pelas caricaturas fascinantes de Roland Tompakow que ajudam você a entender melhor como simples sinais são pontos de partidas para análises daquilo que se passa na mente de uma outra pessoa. Recomendado!

Pensamentos de uma quarta-feira de outubro

Saio de casa com sundown. Do lado de fora, parece o inferno: quase 35 graus Celsius, e tudo o que me vem à mente é uma sombra e um sorvete [no clube, na praia, no quintal de casa]. Eu, que estou acostumado ainda com a vida de pegar ônibus às vezes para cumprir com minhas obrigações, nem sequer ligo tanto para carros. Eu não acostumei a usar minha carteira ainda [também né, um dia com ela é pouca coisa!]. O máximo que fiz durante ontem e hoje com relação a carros foi trocar os carros aqui de casa de lugar e ajudar meu pai rapidão colocando o carro noutro lugar. Pois bem, diga-se de passagem que isso não tinha absolutamente nada a ver com o que eu ia falar aqui hoje. Voltemos ao assunto então.
*
O fato é que eu saí de casa hoje para fazer a cirurgia do meu dente molar do siso. Minha dentista tinha me tranqüilizado muito alertando antes da cirurgia que nada iria doer, nada. O fato é que, antes de eu chegar lá, algo bastante curioso me aconteceu, e isso tem a ver com o mini-ônibus em que eu estava. Após entrar e ter pago a passagem, observei que em uma das poltronas havia uma enorme poça de café, derramada eventualmente por algum desleixado que deixou seu copinho sobre a mesma. Como fatos do tipo ônibus com poltronas pixadas e sujas já são normais em nossa sociedade, nem dei tanta importância, até porque eu estava com um problema maior em mente – o maldito siso!
*
Foi aí que o motorista surgiu e, como num relapso, irritou-se ao ver a pocilga que atraía moscas em seu micro-ônibus. Ele disse:
- Nossa, tem gente que não tem consciência mesmo né? – e limpou o café com um pano branco, mas branco que até dava dó.
Eu na hora apenas afirmei com a cabeça, pois não sou do tipo de iniciar rebeliões e manifestações na base do pensamento popular. Daquele tipo que a gente encontra aos montes por aí dentro dos ônibus, revoltados sabe Deus com o quê, xingando administrações públicas e metendo a boca no mundo. Eu não concordo com esse tipo de pensamento, por isso na hora apenas balancei a cabeça num sinal positivo que concordava com o que ele dizia, simplesmente com a intenção de cortá-lo para não levar o caso adiante.
*
Foi aí que o mais engraçado e completamente sem nexo em relação a fala dele aconteceu. Ele pegou o copinho e a colherzinha que estavam sobre a dita cuja e, como num colapso de memória seletiva que permitiu-lhe esquecer suas falas sobre “consciência” e blá,blá,blá, pegou o lixo e jogou na rua. Eu, que ainda estava com o maldito siso em mente, na hora parei e mantive meu pensamento nas atitudes do velho senhor ecologicamente “consciente”. Ri, discretamente, enquanto ele fumava um cigarro do lado de fora. E depois fiquei pensando.
*
Por que raios as pessoas adoram falar mal das coisas se nem sequer se importam com suas atitudes individuais? Tentei pensar no caso de hoje mesmo, e vi que a solução não seria ele jogar o lixo na rua, obviamente, pois estaria apenas repetindo a mesma atitude que algum “inconsciente” cometeu antes.
*
Já disse: não gosto desses discursos de esquerda partidos de evidências pouco conceituais. Se existe um fato, informe-se. Essa é a primeira parte. Saiba tudo sobre seus direitos, deveres, sobre consciência comunitária, ecológica e prestativa, saiba sobre sua vida! Não me venha sentar perto de mim e começar a dizer que o prefeito esqueceu de plantar árvores aqui porque ta muito sol, que os gafanhotos estão morrendo e que as pragas naturais ressurgiram, que o mosquito da dengue é o novo mal da prefeitura, que as estradas do País são uma merda e que tapar buracos não resolve nada. Caracas, cadê os argumentos para isso? Basta simplesmente olhar e começar a xingar?
*
Digo que fico irritado quando alguém vem xingar alguma coisa perto de mim porque sei o quanto é difícil de agradar a todo mundo. Ninguém nunca conseguirá tal fato. O primeiro passo para você ser consciente e sair metendo a boca no mundo é muito além de apenas observar. Você deve investigar, se é essa a melhor palavra. Corra atrás do problema, faça análises, colha dados, e enfim você verá que existe sim um eventual problema, mas que somente seu esforço foi capaz de dar a você a dignidade de criticá-lo. O segundo passo é cobrar. Agora sim é a sua vez de perguntar para os responsáveis, indagar poderes, tentar ver o que está e o que não está sendo feito. E, por fim, apresente soluções. Essa é, sem dúvida, a melhor parte. Indique, ajude, faça sua parte.
*
E, cá entre nós, meu dente do siso que não está mais entre nós [!] ta doendo um bucado. Por isso amanhã volto a escrever mais.

Pensamentos de uma terça-feira de outubro

Não que a minha janela tenha uma vista boa e adequada, mas sempre costumo abri-la durante a noite para pensar. Já que não se pode voar por causa da gravidade, uso uma tática que mantém meus pensamentos tão longe, mas tão longe, que parece que tudo congela. É o que eu chamo de “momento de circusnpecção”, aquele em que paro, fixo o olhar em algo que não esteja em movimento, penso “como seria se...” e então viajo até alguém me chamar a atenção ou ficar balançando a mão em minha frente.
*
Geralmente, quando isso acontece, costumo pensar em coisas absolutamente inviáveis, inexistentes, ou então reflito sobre tudo o que já aconteceu e o que pode vir em frente. Nossa, já cheguei a pensar que caí na ilha de Lost, que já corri de seqüestradores e até mesmo em cima do palco tocando piano solo. Parece bobagem, mas quando você imagina o que quiser, você literalmente voa. E olha que voar faz bem.
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Algumas pessoas que me parar e perguntam o que estou fazendo quando o que estou fazendo é pensar ficam extremamente decepcionadas com minha resposta: ora bolas, estou pensando. Desenvolvi um estilo próprio que me permite pensar muitas vezes antes de cometer atitudes. Caso contrário, toda minha vida seria circundada de atitudes impróprias e tombos, muitos tombos. Bom, eu também não sou perfeito e costumo errar algumas vezes. Admito que estou errado quando vejo que não pensei em tudo ou que minha mente falhou na hora de me lembrar sobre determinado detalhe.
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Podem achar que sou frio e calculista, mas não costumo aparecer de última hora, fazer as coisas pela metade ou pedir para ficar pra depois de amanhã. Não. Quando me pedem algo, sempre procuro fazê-lo o quanto antes. E sempre que posso marco horários. Não é à toa que minha agenda tem compromissos para daqui a dois, três meses [não tantos, mas gosto de marcar tudo o que me acontece]. Posso até chamar isso de organização. Ser organizado, saber cumprir horários e ter local definido para ir é o meu estilo. Não sou do tipo que chega atrasado, deixa tudo de lado e nunca sabe para onde está caminhando. Deus me ajude a não encontrar uma pessoa assim.
*
De qualquer forma, tudo a que me refiro como pensamento nada mais é do que aquilo que o faz viver. Todos nós vivemos de pensamentos. Se não pensássemos, não existiríamos e, consequentemente, não seríamos capazes de cumprir com as obrigações de nossas vidas. Assim, tudo me permite concluir que as pessoas que não cumprem seus compromissos com perfeição e sintonia não pensam como aquelas que o fazem bem. E é por isso que até hoje me chamam de grosso. Mas uma coisa é certa: adoro dizer a verdade!

8.10.07

Pensamentos de uma segunda-feira de outubro

Bom, hoje vou dizer que irei me prolongar neste discurso um pouco besta mas realista. Não quero representar aqui falsos interesses e perspectivas, mas minhas reais conclusões a respeito de certas etapas de nossas vidas que mudam muito o nosso caráter e acabam nos transformando em seres, algumas vezes pérfidos, em outros momentos humanos. Como reagir? O que fazer? Se cair, como se levantar e prosseguir?
*
É, são etapas de nossas vidas que precisam ser vencidas. O primeiro passo é compreender a mensagem, não deixá-la solta pelo ar. É preciso entender que viver não se passa apenas em um canal, mas em vários outros. E como não deixar de lado certas decisões, atitudes, opiniões? Como, por exemplo, ter de optar entre gastar pouco e ser feliz ou gastar muito para não ter mais nada? E como não sofrer?
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Talvez tenha sido um momento bastante difícil para uma família vivenciar a dor de uma perda que um membro faz. Talvez essas palavras me tornem hipócrita, mas sinto isso como se já tivesse vivenciado. É quase a mesma dor de perder alguém que se ama, que se gosta, que se cuida e tem valor, alguém que o faz se sentir especial. E como superar tudo isso? Não é só jogar nas costas o que está acontecendo e tocar para frente?
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Um dia pensei e vi que nunca acharei respostas para as perguntas acima. Momentos passionais como este me fazem repensar a respeito de certos caminhos em minha vida que venho seguindo desde quando eu era criança e que hoje me fazem ser muito “durão”. Não concordo. Certas atitudes minhas me acompanham sim há muito tempo, mas são elas que me fazem ser do jeito que sou e me tornaram quem sou. Não importa há quanto tempo faço algo. Se sinto que é hora de mudar, mudo. E não me confunda o significado da palavra mudar com o significado de evoluir.
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Bem, em nossas vidas muitos são os planos traçados e muitos os tombos levados. Durante um bom tempo você acaba aprendendo literalmente apanhando. Seja por ter feito algo errado, por ter pensado de forma diferente ou não ter escutado o outro. Se é algo que aprendi ao longo dos anos é que tudo é uma questão de práxis. Daqui a 10, 20 anos quem sabe, terei evoluído ao ponto de dizer para meus filhos que sim, fui um cara que deixou de lado muitos amigos, falsos-amigos, enfim, pessoas que já viveram ao meu lado. Mas saberei dizer para eles o que foi que aprendi de lição: importem-se apenas com aqueles que vos amam. E deixais o resto de lado.
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Quem sabe essa não tenha sido a maneira mais dura de eu entender quantas pessoas com falsos interesses vieram atrás de mim me pedir ou suplicar alguma coisa. O que fazer, como proceder? Algo que ainda não aprendi é a negação. Eu não consigo e não sou capaz de negar ajuda a uma pessoa que sei que tem mais dificuldades que eu e que depende de mim. Se meu pensamento fosse egoísta e capcioso ao ponto de eu querer me gabar, não estaria hoje rodeado de cinco ou seis amigos que sei que posso confiar.
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É como levar um grande tombo numa passarela, na frente de milhares de pessoas. É só não se importar. Levante-se, tente outra vez. Não vamos nos desesperar! Nos dias mais difíceis de sua vida, pense em coisas boas, em como seria bom se [...] e como isso ajudaria você a superar sua situação atual. Faça planos, não tenha medo de sonhar. Eu ainda tenho vários planos que não fui capaz de concluir até os dias atuais, mas também já realizei uma porção deles e hoje me considero satisfeito por causa disso.
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Ok, não acredita né? O mais recente de todos foi o documento que considero ter sido o mais difícil de todos para se obter em toda minha vida: a carteira de motorista. Foram dias de angústia, sonhos com balizas, ódios mortais de examinadores, enfim, toda uma corrente negativa e uma carga depressiva que me fazia crer que só em 2050 eu tiraria este bendito documento. Meu primeiro passo foi pegar o carro um dia escondido. Dei umas boas treinadas e fiquei fazendo manobras nas ruas aqui perto de casa. Meu segundo foi crer que eu teria aquele documento em mãos e que o mesmo só me traria boas recordações. Às vezes até chego a acreditar que, por intervenção divina, não me foi dado antes por precaução, premonição. Acreditando que eu obteria o documento em meu terceiro teste prático, formei uma corrente mas tão positiva, mas tão positiva, que somente esta me deixou extremamente calmo no dia do exame. E daí eu passei
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Caraca, como se levantar de um tombo? Esta deve ser a pergunta que está circundando sua mente. Trata-se de algo bem simples, na verdade, um grande gesto: dê risada. Ria para não chorar, sorria para não sofrer. Esse é o melhor caminho. Confie em mim. Eu, que passei minha vida inteira rindo, sorrindo [e que hoje tenho até os bigodes de chinês por causa disso], posso afirmar com convicção que esse é sim o melhor caminho. Trata-se da saída para quem não agüenta mais tentar outras soluções.
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Muitas pessoas indicam caminhos alternativos: terapia, remédios, animais, plantas, trabalho voluntário, ocupações excessivas, músicas, comidas, sexo, livros, compras e até viagens em cruzeiros. Para que tudo isso se a cura de algo tão simples está em sua mente? Vamos lá! Trata-se apenas de você querer levantar! Se você consegue ser capaz de compreender a força do pensamento, é muito capaz também de evoluir e perceber que não existe melhor reforço para sua vida do que seu próprio modo de pensar.
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Chego até a indicar para quem procura minha ajuda uma vida diferente. Teve uma época em minha vida em que uma amiga minha chegou para mim e disse que estava passando tão mal por causa do casamento de seus pais, desestruturado, mas tão mal que parecia que ela ia fugir. Eu propus a ela uma pequena ajuda, pois os recursos para eu ajudá-la naquela época não eram os mesmos que os de hoje. Propus a semana da diversão.
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Segunda-feira fomos tomar café num hotel da cidade antes de ir para a aula. Terça foi a vez de irmos ao clube e passar o dia por lá. Quarta jogamos vídeo-game até não podermos mais. Quinta estudamos para uma prova. Sexta saímos para jogar boliche e ir ao cinema. Sábado fomos à igreja dela e depois jogamos tabuleiro com alguns amigos dela. E no domingo ela ficou de me escrever tudo o que ela havia achado. Eis o que ela me escreveu, numa carta que guardo até hoje.
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“Yudi, não posso conter minha emoção e alegria de estar ao seu lado. Você torna as pessoas mais felizes, você tem um poder especial que Deus lhe concedeu. Sempre use seu poder para mudar a tudo e a todos, pois acho que isso você consegue fazer muito bem. Não vou negar que ainda sinto uma pontinha de tristeza... quando vejo que não sua capaz de mudar o que meus pais querem. Mas mesmo assim fico muito agradecida por toda sua ajuda. Você é especial!”
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Bom, basta repetir que mudar nossa maneira de pensar e passar a sorrir é o melhor remédio.

5.10.07

[ Youtube ] Doida do apito em Maringá

2 = 5 ???

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0 = 0

certo?
então

2-2 = 5-5

logo, coloco o 2 e o 5 em evidência, o que fica?

2 (1-1) = 5 (1-1)

corto os parênteses e o que me sobra?

2 = 5

como?

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Existe contestação sim. Caso você queira saber a resposta, manda recado no meu orkut que eu respondo.

Receita do mês é de matar a sede!

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E claro, muito nutritiva também! Segundo o livro "Você - Manual do Proprietário", essa vitamina que irei passar é boa para o sistema imunológico, já que ajuda, com a vitamina C da laranja, junto dos antioxidantes e os flavanóides, na defesa de nosso organismo.
[também não entendi muita coisa mas tá valendo! haha]

Vitamina de Laranja e Amoras

Você vai precisar de:

  • 1 xícara de leite de soja natural ou sabor baunilha
  • 1 banana média madura
  • 1 xícara de amoras congeladas (pode ser, no lugar das amoras, framboesa ou morango)
  • 1 colher de sopa de suco de laranja concentrado congelado ou meio copo de suco de laranja natural com um cubo de gelo
Agora é simples: só colocar tudo no liquidificador e esperar ficar homogêneo!

Porção para duas pessoas com 253 calorias.

Fonte: Você - Manual do Proprietário

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Link do Mês é da banda The Age Of Information



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A nova banda de David Hodges após o término do Trading Yesterday. e o site do
Visite o Site Oficial e o MySpace.

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Clique para baixar Knoweldge e Soma.

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O link do mês fica então com a comunidade da banda no orkut.

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Vamos matar a popularidade


(www.marfisa.org/articoli/img/319.jpg)
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Cá entre nós, essa história de popularidade é pura bosta!
Medi-la, então, é pior ainda!
Para mim não existe popularidade maior do que aquela que é implantada em sua cabeça.
Para quem consegue entender a frase, esse é o recado!
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Pois bem, diga-se de passagem que muitas pessoas estão preocupadas com a tal da pop. E passam a querer medi-la na medida em que se sentem mais sozinhas e inutilizadas.
Perguntam-se, com frequência, quantas pessoas poderiam estar com seus nomes na agenda, passam a contar quantas visitam recebem em média por mês, passam a frequentar organizações, igrejas e associações, guardam quaisquer lembranças de amigos, parentes e conhecidos em datas especiais, enfim, fazem de tudo para continuarem a ficar com a maldita popularidade na cabeça.
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Digo isso porque esses dias visitei a casa de meu amigo e vi como é que a tal popularidade ocorre. A mãe dele, vaidosa, com seus lá 40 anos ou pouco mais, tinha dois celulares e o telefone de sua casa não parava de tocar, além é claro de ela estar conectada ao msn também. E assim ela media sua poplaridade virtual, num círculo grotesco de contagem de recados, lembranças, mensagens de e-mail, cartões, mensagens de celular e convites para a "balada". Eu fiquei pensando e observando. Não sabia o que dizer em frente a algo tão diferente e desnaturalizado.
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Digo desnaturalizado porque sim, a natureza do homem é de um ser social, o qual não pode viver como um monge isolado de sua sociedade. Se ele nasceu em uma civilização, é crucial que se acostume a viver sem a mesma. Todavia, nem toda sua vida deve ser de natureza sociável. Viver 100% sociável é a mesma coisa que você não viver sua vida. Entendem?
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E eu acho extremamente ridículo o que as pessoas fazem para conseguir status e popularidade. Esses dias vi um cara chorar em público devido à morte de uma pessoa que não lhe era muito próxima. Mas ele chorou. Fiquei pensando: quantos pontos de popularidade [cara sensível, se importa com a morte dos outros] ele pode ganhar fazendo aquilo? Se essa popularidade existisse mesmo na realidade, ele estaria ganhando pontos negativos, porque isso deve ser considerado ato de apelação.
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Sabe o que um amigo meu me ensinou um dia, ainda numa época em que eu me importava com essa merda de popularidade? Que minha vida sou eu quem faço, e não se pode depender de outras pessoas para isso. Eu lhe disse "ninguém me liga para sair há mais de uma semana!". E ele me respondeu: não fique esperando alguém te ligar. Quantas pessoas estão aí como você, esperando por um telefonema? Vai lá e liga você! Aí é que eu fui me tocar que ele estava certo. E, desde então, tenho construído um círculo de amizades pelas quais me importo não porque elas lembram de mim ou não, mas sim porque consigo lembrar delas.

4.10.07

Jogo do Susto

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

[ Social ] Noite do Gengiskan


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Sabe aquela coisa de ficar marcando, marcando e marcando, mas nunca dá certo?
Hoje quase que não dava também, mas daí acabamos decidindo de última hora
a fazer carninhas na chapa com o arroz tradicional e muito gostoso da Nathasha,
além de uma coca bem quente para dar uns arrotos nervosos! Falaí Paula!
E no final, depois de uno e de risadas com os tombos, ainda deu tempo de gravar uns sustos!
Certas amizades a gente tem que levar pra vida inteira!
Beijo pra vocês!

Por que 70 reais?


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Eu não entendo. Para o Detran, só vale a mão-de-obra. Por que então as auto escolas por aí cobram R$ 57,30 por exame?
É muita sacanagem!

E o blog tá indo!


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Por enquanto, até a data de ontem, o número de leitores só vem aumentando.
Foi um pulo de 20 para 75!

3.10.07

Cansado de esperar? Reclame!

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Tem dias em que a gente quer matar todo mundo que nos deixa esperando. Fala sério! Domingo começou a semana com a espera na fila para entrar no desfile. E isso porque, mesmo com a fila, todo mundo "cortava" todo mundo na frente.
Segunda foi a espera na fila do banco, mais de 30 minutos em pé, palhaçada mesmo! O que os bancos alegam, segundo minha constatação própria com um gerente regional de produção de uma rede nacional de bancos, é que os próprios clientes são os responsáveis pelas filas, já que preferem vir pagar as contas nos bancos por causa do contato físico e visual com o atendente a utilizar outras opções, como pagamentos em casas lotéricas, farmácias e padarias, além do débito automático com instrutor para isso fornecido pelo próprio banco.
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Se você não se convenceu com o argumento acima, é só dar um pulinho nos bancos para ver quanta gente desinformada tem! Se você tiver um boleto com código de barras, pague ali nos caixas que ficam do lado de fora. Você nem precisa entrar pela porta detectora! É simples e ainda tem ajuda. Caso contrário, leve seu iPod, um livro e 500kg de paciência para esperar na fila nos dias mais movimentados.
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Terça foi a espera prolongada que eu mesmo sofri devido ao teste do Detran. Nem dormir eu consegui, já que deitava na cama e ficava tentando pensar em outras coisas que não fossem: baliza, placas preferenciais, marchas e retornos. Mas por sorte e por intervenção divina, além é claro de eu conhecer O SEGREDO [haha, nem me diga nesse livro tão cedo, pois embora tenha me ajudado, considero um desperdício R$39,90 por auto-ajuda que joga a culpa no universo].
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Hoje lá fui eu pagar mais contas novamente. Dessa vez numa casa lotérica e numa loja. Jesus, quase uma hora eu gastei para gestos tão simples. E, como meus pais não trabalham com débito na conta corrente do banco, ficamos ainda nessa atitude retrógrada de enfrentar filas.
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O que eu acho mais engraçado é que esse é um costume que, eventualmente, vem dos povos indígenas, que faziam brincadeiras e apresentações todos enfileirados. Mas o mais hilário é que, se existe um lugar com fila, uma pessoa chega, logo ela se dirige para a fila. É muito automático, e acontece quase que espontaneamente. Mas se eu enfrentar mais fila hoje quando for sair à noite, aí vou surtar de vez.
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Se você ficar cansado de esperar, ou então o tempo em uma fila de um banco se prolongar, em dias normais, por mais de 20 minutos, reclame! Faça sua parte e chame a fiscalização do Procon no telefone 3901-1970.

[ Youtube ] Vídeos Engraçados

Vamos aos vídeos hilários que achei nesta semana:










Depois de tanto sofrimento...


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Agora sim eu to pronto pra invadir as ruas de Maringá!

HDSASIUHDIUSADHSAOIUDAIUSHIDAHIA

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1.10.07

Jacqueline Wismeck arrasa em concurso


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É, a Jacque mandou bem pra xuxu!
Se me permitem abrir um breve parênteses, existem certas coisas que nem o dinheiro consegue comprar.
Algumas delas: amigos, carisma, simplicidade, elegância, beleza e, acima de tudo, caráter.
O que ficou provado ontem à noite é que a nossa cara surtada Jacqueline Wismeck tem potencial de sobra para exibir por aí. E com certeza aqueles jurados de ontem não conseguiram enxergar quanta preciosidade essa loira tem!
Se teve algo que ficou provado lá ontem é que não importa estar entre as oito finalistas ou com uma coroa de nada. Mas sim que as maiores virtudes e os mais belos presentes são todos os seus amigos que foram lá prestigiar o seu show!
E, cá entre nós, mandou muito bem!
Por isso é que eu digo que essa Jacque é meio surtada. Mas mesmo assim é também uma grande pessoa!
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Para visualizar o perfil de Jacqueline Wismeck, clique aqui!

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Esses foram os dois vídeos gravados por lá ontem, mostrando que a nossa cara surtada sabe tanto desfilar quanto falar bem em público!





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E amanhã...


Lá vamos nós outra vez! Já to quase perdendo as contas!

BOA SORTE!!!

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Olha que engraçado!

http://www.myheritage.com/collage

Não me parece tão contente

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Saio do ônibus como de costume, vou caminhando em passos rápidos até chegar em casa. Sempre foi assim. Dia ou outro dou uma breve passadinha na padaria para comprar alguma coisa doce e esperar o tempo passar.
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Às vezes, quando chego em casa ainda de madrugada, saio no jardim tentando desvairar e esfriar a cabeça. Penso em como seria se o mundo fosse de outro jeito, se eu pudesse colocar todos meus planos em prática. Aí volto quando percebo que o dia está chegando.
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De vez em quando penso em ir para bem longe. Não importa onde seja, contanto que eu me sinta bem. Posso enjoar muito fácil de um lugar, como também me acostumar num instante com outro. É questão de práxis que resolvo em meu dia-a-dia. Se tiver um lugar para parar, sentar e refletir durante a noite, está bom demais para mim.
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Sonho em ter uma sacada cuja visão seja um outro e qualquer prédio na frente. Eu gastaria horas e horas ali, observando milhares de vidas e mais vidas sendo vividas. Eu até compraria um binóculos! Acho incrível a capacidade que as pessoas têm de esconder seus reais sentimentos. Posso observar através dos olhos e ver que ninguém está feliz. Como conseguem? Ainda descubro como!
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Vou andando pela madrugada fria e escura da cidade. Resolvi voltar à pé com meu amigo hoje, que mora perto da minha casa. Nenhum café aberto ou algo similar. Vamos andando e conversando. Acho que o papo que todo mundo mais gosta é falar sobre a vida alheia. Quando chego em casa, paro para refletir sobre meu dia e planejar o seguinte. É sempre assim que acontece. Às vezes chego a sentar em frente à minha cama e jogar todos os pensamentos ruins para fora, como se fosse uma espécie de tecla delete. Sempre dá certo e, ademais, começo meu dia muito melhor.
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Pego a bicicleta às 6 e 30 da manhã, vou pedalando até a feira. Lá eu não encontro conhecido algum. Sento-me no banco da barraca de pastel, como um cidadão qualquer, misturado entre tantos outros que ali acordaram cedo. Parecem que estão felizes e contentes, mas sei o quão difícil é acordar a essas horas da matina. Isso porque boa parte acorda muito mais cedo. Ali sinto-me como se estivesse exausto de tudo e de todos. A vida me parece bem mais simples do que eu penso ser. É como se aquele pastel e aquela sodinha levassem embora todo meu cansaço. Isso se chama stress social.
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Tirei meu dia para ir ao clube hoje. Embora pareça mais um dia normal, para mim é mais um momento de curtir sozinho o que eu ainda posso viver. Cheguei cedo e, por enquanto, não há mais ninguém. Durmo e acordo de novo quase na hora do almoço. Olho para meu lado e não vejo ninguém. Sei que muitas pessoas têm compromissos durante o dia. Nesse dia eu também tinha, mas resolvi largar tudo de lado. Depois do almoço, volto, entro na água, descanço. É o tempo de eu observar ao meu redor e ver quantas outras pessoas estavam fazendo o mesmo que eu. Acreditei se tratar do clube da solidão. O som que estava tocando no clube travou. A mulher ao meu lado levantou, irritada, e me perguntou como é que podia uma coisa daquelas!
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Saio de uma festa quase às 5 da manhã. É quase a distância de dois quarteirões de casa, então volto andando. Ventinho gelado, brisa que eu queria todos os dias. Sento-me no meio fio e começo a pensar em mnha vida. Sozinho, naquele instante, é como se não houvesse perigo, como se não existisse algo além de mim. Chego até a trocar palavras comigo mesmo, na esperança de que ninguém me ouça, ninguém me escute. Um carro que estava estacionado na rua dá partida. É tempo de eu me levantar, colocar a mão na cara e sair morrendo de vergonha.
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Hoje acordei com vontade de sair daqui. Ontem foi o cúmulo: eu querendo dormir cedo, às 7 da noite, para tentar regular meu sono, e um amigo me liga. Logo, uma amiga aparece em casa para pedir ajuda e, depois, um outro amigo que eu não via há mais de um ano aparece para colocar a conversa em dia.
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Tirei o dia de hoje para meu stress urbano. Ando pelas ruas, observo as pessoas, gosto de pegar panfletos. Às vezes paro para observar as vitrines que me chamam a atenção. E, como quem não quer nada, vou seguindo andando por aí. Paro em uma casa lotérica, compro umas raspinhas e, no final, acabo perdendo meu cincão!
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Não que eu não goste de pessoas, mas todos uma hora ficam sozinhos. Esses são meus momentos do dia que tenho para mim, para pensar, para pôr em dia a conversa comigo mesmo. Às vezes acho que sou meu melhor amigo, e continuo preferindo pensar dese jeito.
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