8.12.08

Ah 2009!


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Quando falo sobre 2009, o ano da mudança, acho que me refiro ao complexo do qual minha vida nunca poderá escapar. Acostumei-me a ser do jeito que sou, ousado, desafiador, caça batalhas, e muitas vezes creio que seja até mesmo pelo meu ego preponderante orgulhoso e insensível que procuro correr de tudo e de todos. Sou assim, cresci assim, morrerei também assim.
Mas, de fato, quando falo em 2009, acho que nada melhor para destacar o ano senão o pantanal!
Concordo e afirmo ainda por cima que minha vida de mudanças não está no início ainda de se acabar. Pretendo ir muito mais além.

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Não quero ir tão longe quanto eu não imaginaria que iria. Quero apenas superar meus medos do mundo invisível. Acho que me refiro ao fato de sair da tal "bolha" da qual todos nós, em algum momento de nossas vidas, fazemos parte, voluntariamente ou não.

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Conhecer as belezas do mundo, suas perfeições, monumentos, lugares inimagináveis, desconhecidos, pouco estudados, não-habitados: tudo me chama a atenção. Sou incapaz de ficar e permanecer preso num mesmo lugar por muito tempo. Quero ir adiante, seguir em frente.

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Às vezes, por medo, afeição ou impossibilidade, deixamos para trás nossos sonhos, anseios, desejos e caminhos não traçados. Faz mal de sua vida quem isso comete. Acredite e não tenha medo, acho que essas são as palavras primordiais quando se busca um sonho tão longínquo. Ou ainda "tente outra vez",quando se vê claramente que não deu certo. Não ter medo de errar é o primeiro passo para sair do chão.

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Ah pantanal, quem me dera estar aí agora! Como eu sonhava com algo assim, como sempre desejei ir além da mera mesmice! Ah terra de poucos, sortudos, privilegiados. Somente em lugares assim podemos crer o quão forte é a presença Dele na Terra, sobretudo de Suas criações, traços exuberantes e amostras extraordinárias da natureza.

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Acho que não cabe a mim e nem a ninguém dizer agora se uma atitude como esta é precipitada, correta, errada. Cabe apenas a mim decidir o que tem de ser feito, sem medo e sem pressão externa. É assim que penso. Sou muito de agir por impulso, com certeza, porém, em certas etapas, não podemos mais desperdiçar changes, deixar de lado objetivos, tentar fazer por outros caminhos nossas metas. Devemos, pois, percorrer aquilo que nos foi predestinado, contudo, da maneira que nos fornecer mais prazer durante a vida: aproveitando!

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Onde quer que você vá, em qualquer parte do planeta, sempre encontrará motivos para crer o quão belo nosso mundo ainda é. Divino, encantador. Penso, às vezes, o quão sortudos são aqueles que puderam contar com recursos para conhecer melhor nosso planeta Terra. Privilegiados! Maso mundo não é de poucos, é, verdadeiramente, de todos nós!

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E que 2009 venha nas mesmas proporções, medidas, tamanhos de paciência, textura de problemas, enxurrada de soluções que nos outros anos, porém, com um toque ainda mais especial!
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16.11.08

Nós, civilizados e modernos

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Nós, homens modernos, que nos preocupamos diariamente com a alta taxa de gorduras trans inserida em nossos hábitos alimentares contemporâneos, sabemos muito bem a principal diferença entre adquirir gorduras em grande escala e não aproveitá-las como forma de ganho de massa muscular trabalhada, em relação à adquirir as mesmas tais gorduras como consequência da alta ingestão de carboidratos em nossa dieta alimentar. Todos nós sabemos isso.
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Da mesma forma que sabemos também que a parte do rabo de qualquer peixe é, senão, aquela que possui o menor número de gorduras acumuladas. Talvez, conclui-se por lógica, devido à concentrada atividade celular que o animal exerce nesta parte do corpo, em especial devido a sua locomoção em seu habitat natural.
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Mas, cá entre nós, homens modernos e completamente civilizados, a preocupação que dispomos com as partículas de nanotecnologia presentes na linha de cremes faciais do O Boticário tem crescido de forma assustadora! Não por causa dos produtos, mas sim devido aos seus resultados visíveis logo no primeiro dia de aplicação! Incrível, não?
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E, por falar em toda essa linha de produtos de alta tecnologia, logo logo estamos vendo, homens modernos, que o nosso amigo iPhone irá dominar o gosto mundial por aparelhos da linha Music Player. É iPod pra lá, iPhone pra cá, iNet pra esquerda, i'Mthebest pra direita, e assim vamos.
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Agora, o que eu acho mais engraçado de me enquadrar neste grupo da modernidade, não se reduz a nenhuma das particularidades descritas acima, mas sim pelo simples gosto por perfumes. Esses dias comentei com um amigo, que não diria grande ainda, mas que vi ter um estilo reduzido a estas características- quieto e reservado, comportamento social relevante, ótima postura e simpatia, sabe um pouco de tudo e, claro, gosta de perfumes.
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Este meu amigo, que logo depois descobri ser professor de física, garantiu-me que compra toda semana lançamentos de perfumes em um freeshop argentino perto da divisa. Fiquei impressionado, pois não havia achado ainda alguém que gostasse tanto de perfumes e que pudesse me dar dicas de quais comprar, e até mesmo onde achar! Agora, homens modernos que se preocupam com o cheiro são a maioria. Não convém mais dizer que isso é frescurinha, coisa de baitola.
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Homens modernos moram sozinhos, possuem aparelhos de última geração, carros importados, iPhone - lógico, fazem compras no exterior, degustam bons vinhos, saem de vez em quando em busca da mulher dos sonhos, bebem uma vez por semana com os amigos para se esquecerem dos problemas, até mesmo frequentam o cinema sozinhos, na esperança de encontrarem por lá uma suposta mulher moderna que também o faça.
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Enfim, todo esse papo surgiu após a conversa sobre uma revista que gosto muito, a Men's Health, da qual compartilhei com ele a matéria sobre perfumes. E disso fomos até à Bolívia para depois terminarmos em vinho que tem cheiro de bosta de vaca (do curso do Denir, da Fazendinha).

10.11.08

Os caminhos que percorrem novembro


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Meu espaço oculto neste mês vai tentar se auto ressucitar. Não sei como, mas muitas vezes quando tenho vontade de postar algo aqui, nem que seja um simples Oi, muitas vezes não consigo. "Não me daria ao luxo de dizer isto em voz alta", haha.
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Eu e minhas viagens, alucinações, pensamentos alheios. Aliás, para escrever, nada melhor que uma música que me faça pensar - e não dormir! Gosto muito de ouvir The Album Leaf, acho que neste ano finalmente encontrei a banda pela qual eu sempre procurei. Gosto do som deles, é relaxante, faz você pensar em mil coisas quando está deitado em sua cama escutando as músicas calmas e os mais diversos sons instrumentais. É simplesmente fas-ci-nan-te.
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Falando em fascinação, agora em novembro acho que estou mais humano novamente. Após tamanha crise que enfrentei ao longo deste ano, coube a mim novamente colher os frutos de uma longa jornada dedicada especialmente ao meu trabalho. Hoje recolho os frutos que plantei com meu sorriso.
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E, por acrecentar um pouco de sorriso à minha vida, ganhei novos amigos. Fiz amizades, não diria que para a vida inteira, mas amigos que quero bem, que sinto confiança e sou até mesmo dependente deles. Quem diria que eu, algum dia, iria me apegar tanto a pessoas completamente diferentes de mim. E quem diria que eu não me apegaria?
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Acho engraçado dizer que já estou em novembro. Nunca fui de comemorar o ano que está se acabando, justamente porque pararia qualquer momento bom para vivenciá-lo durante a eternidade. Pararia mesmo!
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Já vou resumindo 2008 como o ano do início da vida adulta. "Here we go!". É este o ano da conclusão do curso de inglês, das músicas fascinantes do The Album Leaf, das viajens aos fins-de-semana para minha home town, das pessoas que conheci pouco, mas considero muito importantes para mim. É o ano do saquê (e de suas respectivas caipirinhas sabores ...), da saudade, do remorso, da própria tristeza que me pegou em quase total parte também, como ainda o ano da retomada de uma diversificada lista de sonhos da qual eu extraía forças para continuar lutando e sobrevivendo.
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Mas 2008 ainda não acabou! E, agora no finalzinho, promete ser o ano do amor :D Amor este que pretendo alimentar, que desejo ver crescer, prosperar, dar filhinhos [ops, esquece essa parte haha]. Enfim, um ano muito consciente, que me fez enxergar as coisas como elas realmente são, que me fez batalhar para poder seguir em frente, que me obrigou a lidar com gente chata, mesquinha e completamente sem noção, que me fez sentir orgulho e até mesmo humilhação.
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Gosto de acrescentar sempre uma última frase sábia que sai de minha cabeça ao longo do texto. Hoje, a que saiu foi "Faço as coisas como elas devem ser feitas. Desvio um pouco do caminho, mas o percorro em linhas tortas que me fazem aprender a viver melhor".
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6.10.08

[ Crônicas Absurdas ] Maria Gripada



I n éd i t o


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Acordando às 3 da tarde, Maria correu para o banheiro sem que a mãe percebesse:
- Maria! Cadê você menina? A gente chega cansada do trabalho e ainda tem que ficar procurando essa criançada! Maria! Maria!
Enquanto a mãe berrava, Maria estava trancada no banheiro pensando na melhor desculpa que poderia arranjar. A mãe, na cozinha, ligava o liquidificador no máximo. Devia ser um daqueles shakes malucos, pensava Maria.
- Mãe! To aqui! É que eu não me sinto muito bem, estou no banheiro há horas!
E nada da mãe responder! O barulho do aparelho era muito alto.
Maria resolveu sair do banheiro, e a mãe foi logo aparecendo toda brava:
- Mas o que é isso menina? E esse rosto todo inchado?
- Ai mãe - camuflava-se, corando-se -, eu to gripada! Nem consegui sair da cama hoje!
- Como assim? Deixa eu ver isso direito menina - a mãe puxando-a pelo braço com a intenção de por a mão sobre a testa.
Febre, e parecia daquelas bem fortes. Maria achou estranho. Como assim febre, se nem sentindo alguma tontura ou dor ela estava?
- Mãe, e agora? - incentivava a mentira.
- Minha filha, vá até seu quarto que eu vou lhe fazer um chá.
Maria esperava em sua cama pelo chá. A mãe veio:
- Tome. A que horas devo servir uma porçãozinha de bolachas de água e sal para você, minha filha?
Bolacha de água e... sal? Que coisa de gente doente. Maria não queria nada disso! Ficar doente tinha perdido a graça:
- Mãezinha, não quero comer...
- Olha a injeção contra a gripe - mentia a mãe, intencionalmente.
- Não mãe, chega! EU confesso, acordei agora!
A mãe brigou com Maria, que ficou deitada na cama fingindo ler um livro. No outro dia, Maria acordou gripada.

Essência: uma questão de sobrevivência



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O que nos faz esquecer nossa própria essência senão o instinto de sobrevivência?
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Essa frase que montei hoje e imediatamente propus a umamigo para decifrá-la trata da questão da vida, dos valores e das amizades em geral. Nossa essência humana é, acima de tudo, egocêntrica, voltada para o indivíduo próprio e sua permanência na vida enquanto alma presente. Egocêntrica sim, porque somos obrigados a optar por valores que sabemos e até mesmo fingimos esquecê-los que nos remetem a atitudes e consequências feitas por nós mesmos.
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O instinto de nossa sobrevivência reluta no interior como se fosse a bandeira fincada emsolo inimigo. Sabemos que precisaremos sobreviver, ao que quer que venha por aí: catástrofes, contas bancárias, desastres naturais, atentados terroristas, sequestros relâmpagos e chuva de meteoros. Acabamos nos tornando tão suscetíveis a tais calamidades que, no decorrer das mesmas, nem sequer lembramos de perguntar se o outro está bem.
"Eu sei, mas na hora, infelizmente não tenho como ver se meu amigo tá legal sendo que eu posso ter tido quebrado a perna", disse meu amigo egocêntrico.
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Eu rebati a questão:
- Eu sei. É por isso que digo que seu instinto de sobrevivência fala mais alto. Só que ele é egoísta.
- Por que egoísta? Só por que eu to tentando me salvar e depois, se eu conseguir, ajudar aos outros? - indagou ele, indignado!
- Pois é justamente preocupando-se com o outro que você começa a mudar este teu pensamento mesquinho - rebati, parecendo ter posto um ponto finalno embate.
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Pense como se fosse uma corrente de pensamento. Se você se preocupa, um outro também se preocupará, e então você abrirá seus olhos e conseguirá enxergar outros 100 que já se preocupavamantes de você. Incrível, não?
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E aí eu retorno à questão da essência: qual seria realmente a essência humana no que diz respeito a sua ambição social? Seria o humano capaz de conviver plenamente em harmonia [= sem guerras, sem desavenças, sem justificativas para minorizar ou julgar outrem] com seus semelhantes? Basta ligar a Tv para ver que não.
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Agora, eu também não sou santo ou frei para me livrar dessa. Uma vez fizeram comigo o teste do naufrágeo. Respondi que, se ficasse 7 dias à deriva em um bote esperando pelo resgate, eu me daria de comida aos peixes. Peixe que é peixe morre pela boca!!! Não seria capaz de me martirizar ao ponto de ser lembrado futuramente pelos pedaços de minha própria carne, repito, meu corpo que foi mastigado pelos colegas que estavam junto comigo desacolhidos também. Um absurdo!
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E isso é egoísmo? Não. É apenas meu instinto de sobrevivência falando por mim. Antes minhas próprias idéias e meus singulares anseios do que virar comida pra humano comer. É crueldade demais.

The Day That I Die II

Só para continuar o pensamento postado abaixo, não sou nenhum sociopata que está planejando alguma coisa.
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Achei engraçado esses dias, enquanto eu tentava pregar um raio de um toldo de proteção nos ganchos fincados no solo. O vento era tão forte, mas tão forte, que lançava o próprio toldo contra mim, chegando até mesmo a me machucar.
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E, só por ironia, comentei no mesmo dia que eu não queria morrer de toldo.
causis mortis:
"toldo"

5.10.08

The Day That I Die

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Credo. Tive um sonho "obscuro" ontem. Sonhei que eu estava correndo de carro e que um veículo que vinha na contra-mão me fez rodopiar, até morrer.
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Em consulta ao dicionário de sonhos [eu sei, extremamente tosco e blablabla...], pude ver que um sonho como este significa A ou B. Em A, que estaria me preparando para minha própria morte. Já em B, um renascimento e libertação, ou seja, o oposto a morrer.
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Não que eu acredite nisso, mas muitos dos meus sonhos já foram premonições de fatos recentes. Sonhava com uma determinada situação três anos atrás e, de repente, lá estava eu vivendo-a de forma mais semelhante possível.
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Também não lhe peço que acredite no que estou dizendo. Porém, cá entre nós, e quando eu digo isso é porque estou quase falando baixinho, você nunca teve a sensação de que algo ruim lhe aconteceria em certo dia e, do nada [além.com.br], simplesmente acontece?
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Não! PelamordeDeus, não to dizendo que estou sentindo isso, mas, sei lá, sonhar com sua própria morte às vezes não lhe faz sentir-se bem. E eu realmente não consigo entender porque diabos fui acordar depois que eu morri! HEehe! Já pensou em ver o que acontece após o colapso fatal?!!!
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Enfim, sonhos e sonhos. Postei aqui só pra dizer que não morri por falta de aviso.

15.9.08

Que nem adulto


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Adoro tirar sarro quando uma criança tenta imitar um adulto. Ou simplesmente pega todas as manias que uma vida envelhecida deveria ter.
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Ocorreu-me nesses dias um fato como este. Estive em minha casa antiga observando o movimento da rua [tão movimentada] e do vaievém das pessoas. Sentia-me privilegiado por estar ali parado, pensando na vida. Era como se tudo estivesse girando e, compassadamente, as pessoas afastavam-se mais de mim.
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Parado, pensativo. Eis a figura que todo célebre figurador gosta de posar. Só não coloquei a mão no queixo porque já estaria sendo clichê demais. Enfim, sentado ali sozinho. Apareceram duas crianças, shorts de marca, camisetas regata, mp[3,4,5,6...], garrafinha d'água e toalhinha de rosto. Acessórios pouco inusitados. Caminhada de domingo à tarde. 3 da tarde, para ser exato.
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E ocorreu-me de pensar: mas que raios de imitação da vida adulta é esta? Crianças preocupadas com a alta taxa de colesterol, diabetitosas, cheias de recheio e massa pra vender. Crianças com estresse logo aos nove anos? "A professora faz a gente suar! Deixa todo mundo estressado", me disse uma pequena garota com seus lá 9 anos de idade.
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Crianças de nove anos, estressadas. Que novidade! Achava que o mundo estava caminhando rumo ao caos porque ninguém mais aguentava ver o quão insuportável está se tornando o nosso humano jeito de ser. Seres humanos, nascem pre-maturos, cujas mães foram vítimas de abuso sexual e não tiveram condições para criá-los decentemente.
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Crescem em reformatórios, desamparados de quaisquer cuidados médicos, sanitários e preocupações com o psico-social relativo. E, chegando aos nove anos, ficam estressados. Quanta calamidade para uma afirmação só!
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Mas eu entendo quando a pequena garota diz que está estressada. Para ela, estresse é a palavra da moda, quem não fala está por fora. Quando a professora faz a gente literalmente suar, ela não tem a intenção de nos estressar. Ela só quer fazer a gente aprender.
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"A gente tá aqui pra mata ou pra vive. Eu só to tirando uma pira com a cara dela. Tá achando ruim? Vamo parti pro soco", disse um "nóia" esses tempos atrás, em resposta aos pais preocupados de uma garotinha que está sofrento agressões verbais no ambiente escolar.
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É... Se a professora deixar a gente estressado, vamos imitar nossos adultos e fumar um "verde" pra ver se esse estresse vai embora.
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[Não que eu fume um verde, mas peloamordedeus...]

Dúvidas. E quantas!

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Digitei "dúvida" no google para ver o que aparecia. Não veio o que eu esperava, então resolvi explanar aqui tudo aquilo que tenho em mente mas não consigo fazer.
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Já pensei neste ano em trabalhar em cruzeiro internacional, viajar para New York, Honduras, Costa Rica, ganhar na Lotofácil, comprar um carro parcelado, tirar carteira de moto para completar com a de carro, mudar completamente de vida e de país, assistir a alguma creche pública ou instituição de caridade, promover gincanas recreativas, praticar mais esportes, viajar de novo mas para trabalhar no exterior, fazer faculdade à distância, abrir uma loja imaginarium, ir mais vezes à Igreja, gastar menos dinheiro e investir mais em ações da bolsa, ser mais franco e leal com as pessoas à minha volta, parar de relembrar os bons momentos da vida pois eles não voltarão, reestabelecer velhos contatos, e, recentemente, mudar por 4 semanas para a Bolívia.
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Daí fiquei indeciso mais uma vez no que eu escreveria a seguir, e resolvi ir dar uma olhada no site pérolas do orkut. Té maaaais :}

31.8.08

Peito de peru, valsa versus samba e o melhor da tribalia canibal


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Tudo isso só pra chamar a atenção.
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Tenho escrito aqui, recentemente, aquilo que me cerca a respeito de amizades, desencontros da vida e até mesmo pequenas situações cotidianas que vivo, presencio e dou muita risada.
Então, pra não perder o costume, vamos falar disso mais uma vez.
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Estive recentemente em contato com as mais absurdas adversidades humanas. Encontrei um pouco da realidade. Quem diria ser eu, bravo guerreiro dos invernos sóbreis dos quais sobrevivi para contar histórias e, por que não, recontá-las, quem diria ser eu o porta-voz dessa humilhante situação chamada atrofiamento mental. Da qual, infelizmente, também faço parte.
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Quando se fala em declínio, ida para baixo ou de pé e ré, acho o assunto chato. "Não vamos falar de involução quando a evolução está nos chamando". Talvez seja por isso que eu, até hoje, não me aborreça por exemplo se me disserem que o verde está virando quadrado azulado e com um tom metálico. Faço-me ser compreendido em pequenos olhares, gestículos e até mesmo palavras de pouca sabedoria, todavia que demonstram o quão diminuída está minha cegueira em relação aos desprazeres oferecidos por aí.
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E cegueira tem cura? Não sei se tem, mas já me aborreço ao pensar que possa ter. Que possa ter para o outro lado. A tomada de consciência tão comentada por Huxley. Não se toma consciência comunitária do dia para a noite com o propósito de evolução. E tudo isso continua como uma grande élice giratória produzindo energia o suficiente para alimentar a burrice de, no mínimo, quatro gerações posteriores. Burrice...
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Atrofiamento é legal, cool, claro! Se me derem uma arma, já nem sei o que faço. Mas por favor, não me venha falar das roupas da vizinha! Não sou nem eu quem lava as suas.

1 de setembro, 2008

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Detesto calor, contato humano agressivo. O calor me dá náuseas e fortes dores de cabeça. Já o frio só me traz boas recordações de momentos passados, vividos intensamente. O calor é a aversividade ao melhor que há nas estações. É o símbolo que representa desaproximação e fortes crises de agressividade da raça humana. Sério, detesto o calor.
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Você nunca sentiu um grande enjôo ao tentar dormir à noite e não conseguir respirar direito por causa do ar seco demais? Ou então quando sentou à noite na varanda, não agradeceu por aqueles minutinhos de ar mais fresco que o habitual do verão?
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Sempre que paro para pensar neste assunto, me dá ânsia. Vontade de alugar um climatizador plus com capacidade total de fazer gelar cidades inteiras, vidas em preto e branco, corações felizes demais. Felicidade alheia me deixa constrangido. E o pior é que as pessoas costumam se alegrar demais no verão. Concordo com o comprovado de que falta de sol é causa certa para doenças mentais como dpressão, entretanto, sol demais na cabeça também causa câncer de pele e até mesmo retardamento mental.
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Ou você discorda, por exemplo, que não são afetadas mentalmente as pessoas que passam bronzeador e vão à praia, em pleno horário de UV em dose extra para garantir um sabor sensual em sua pele, como forma de nela registrarem estes momentos ao invés, por exemplo, de se atualizarem sobre como a camada de ozônio está sendo destruída rapidamente?
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Interessante morar no Brasil. A conscientização aqui é afetada. Demora-se 5, 10, 60 anos para uma informação ser recebida, interpretada e colocada em prática pela população. Dengue, corrupção, aquecimento global. Veste-se a camisa verde e amarela, vamos lutar pela rebeldia selvagem. Em pró dela. Nada de algazarra.
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Setembro é o mês da primavera. É agora que o raio do calor começa a voltar com tudo. Se é que não já voltou.

15.6.08

Gone and going

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Why knots did need to grow? Why does the time pass so fast? Sometimes when I am too alone, leaning in things that never you would think. I think for instance about how many times leaves already walking through the street and not even I had the opportunity to find my friends. Leaning in how many days I already passed thinking about you without at least to notice that it would be the best for me.
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But I am not sorry. I am already going by a half bad phase, then I don't call when I come across difficult moments in that my thoughts take care of me. It's even easier to say than nowadays I am much more that already went yesterday. I ripened, I grew, I went developing with the time. Mine "me" today no longer it is more that same one that you could find there is some time behind.
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To grow is part of the human behavior, I think it is only a subject of knowing to accept this. With a more abstract temperament, I 'd gone back to the good things of the life. I'm not more as material as formerly. I believe now in the power that everything that comes from other sources can bring me.

13.5.08

Transformar é o primeiro passo

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Caracas! Como eu detesto rebeliões e motins em pequena escala, daqueles de fila de banco!
Ouvi um dado interessante dessa vez:
- Cerca de 60% da população brasileira mora na roça, então por que que tem essas filas gigantes né? - afirmou um senhor.
Só não dei risada na hora porque estava me controlando observando uma outra mulher presa na porta giratória.
*
Continuando a saga, como a Vanessinha diria, "depois deste fato inoculoso...", ainda tive o prazer de observar uma rajada de vento forte que estava levando todos os papéis de um panfleteiro avenida adentro.
*
Não vai haver muita concordância, mas preciso postar aqui também! Esses dias visitei um banheiro que fazia tudo por você: a descagra era automaticamente acionada após você terminar o serviço, o papel vinha até suas mãos, o sabonete e a água escorriam compassadamente ao passo em que a sensibilidade detectava suas mãos em frente. Fantástico! Daqui a alguns dias iremos ter o que abre o zíper da sua calça também.
*
Por fim, o título dessa vez se refere ao meu mais novo modo de ver as coisas. Vou transformando meu mundo para que eu possa viver melhor. Para quem não entendeu, é simples: o mais novo investidor está no campo. Arranjei uma nova forma de caminhar minha vida. E o primeiro passo é abrir uma conta em um banco.

5.5.08

Top 17 Maio 2008

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Com os nomes de músicas e bandas das 17 que mais ouço atualmente:

  1. A Modern Myth - 30 Seconds to Mars
  2. Shadow of The Day - Linkin Park
  3. Same Mstake - James Blunt
  4. Eastern Glow - The Album Leaf
  5. Outside - The Age of Information
  6. Shattered - Trading Yesterday
  7. Samim - Heather
  8. You - A Walk To Remember
  9. Desert Lands - Trading Yesterday
  10. My Immortal - Evanescence
  11. Hate That I Love You - Rihana ft Ne Yo
  12. Falling Out Love - The Age Of Information
  13. Radios In Heaven - Plain White T's
  14. Lost In December - David Hodges
  15. The Hardest Part - Coldplay
  16. The Perfect Fan
  17. Let Me Take You There - Plain White T's
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Vem comigo!

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Caracas! Já citei em algum texto meu aqui pra baixo o quanto eu detestava e desprezava a maldita da popularidade. Parece que agora ela está de volta mais uma vez.
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Caso simples, mas eu faço tempestade em copo d'água. Nem vale a pena mencionar aqui, mas vamos dar uma brechinha: tem a ver com os fãs do orkut - aqueles em que você põe ou não uma estrelinha só para a pessoa ficar contente.
*
Eu acho também que já mencionei aqui anteriormente [óbvio!] algo sobre como as transformações deste século estão afetando a mente humana. O mundo está de pernas pro ar e parece que ninguém se deu conta disso. Simplesmente não consigo aceitar o fato, por exemplo, de ver milhares de crianças - e quando eu digo crianças me refiro à mulecadinha mesmo, 10, 12 anos - com aparelhos iPhone, v3 e similares em suas mãos, oferecendo ao mundo uma imagem de pura satisfação por adquirirem um objeto que, talvez para elas não tenha valor instruído algum, mas que, se o mundo o sobrepõe de tal, agora esse simples aparelhinho vale uma fortuna - quer seja no psicológico, quer seja para ser mostrado.
*
E nossa, como elas mostram! Adoram desfilar por aí - shoppings, áreas de lazer, calçadas de avenidas importantes - com suas grifes, objetos de alto valor, celulares, notebooks, tênis importados, relógios de primeira linha, perfumes de alta qualidade e jóias de primeiro padrão. Como! É de impressionar o fato, por exemplo [exemplos estes que eu cito são verídicos, sou um pequeno observador], de você estar em uma padaria no centro da cidade e entrar, de repente, ELA, a menina, garota, criança de 13, 14 anos, desfilando em roupas da Carmim com sapatos altos, medalhões pendurados no pescoço, perfume que entope suas narinas quase asfixiando seu vizinho se você perfumar sua casa de tal modo, enfim, um luxo, um glamour que só com muita, mas muita coragem, para poder querer conviver com um bixho assim.
*
Cara, gente como essa está completamente fora do âmbito social. Não se encaixam nos moldes ideológicos impostos a uma classe predominante - a média. E frequentam então os lugares menos esperados como se fossem celebridades, cercadas de paparazzis e fãs, praticamente sufocadas por não poderem sair de suas casas como pessoas normais.
*
Realmente, não são normais. São paranóicos, com medos, desavenças, indiferenças, ambições, além de uma série de outros pecados que os tornam seres desprezíveis e alvos de especulações pejorativas sobre.
*
Fico realmente pé da vida quando isso acontece. Se fosse eu no passado, esbarraria com vontade. Às vezes até hoje ainda faço isso propositalmente:
- Ops, foi mal!
E saio.
*
Vem comigo, vamos refletir: o que realmente está acontecendo? Esses mini seres humanos conseguem se sobrepor em relação aos macacos quando o assunto é ridicularidade. Tiram fotos hoje com o único propósito de postar depois no orkut - fato social, assim todo mundo vê o que eu tenho e o que eu faço!
*
Para mim isso tudo é carência! Querem ser vistos, querem chamar a atenção. Isso mostra o quão sozinho está o mundo e o quão loucas as pessoas estão se tornando. E tenho dito.

21.4.08

Apesar de tudo, cada dia menos louco

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Andei pensando esses dias. O que realmente me comove a escrever nos exatos 47 minutos das 3 da matina é um fato muito singular, mas que vem me deixando bravo ultimamente. Vamos falar de gente procurando gente.
*
Como se fosse um quadro daqueles programas de TV, sensacionalistas, você acorda e se vê deitado em uma cama no qual poderá chamar apenas 4 de seus melhores amigos para salvarem sua vida. Quem você chamaria primeiro? Eles viriam sem saber a causa da ligação?
Certas perguntas a gente prefere nem saber a resposta, a ter de duvidar de amizades que certamente já desconfiamos que não nos valem tostões.
*
Cara. Você começa a pensar em tanta, mas tanta gente [círculo social amplo], que até pira o cabeção de conseguir selecionar pelo menos dois nomes que se salvem. Tudo tem ressalvas, explicações, motivos de descarte. E você começa a ficar desesperado, sem ter como reagir. Sua primeira atitude é pegar o telefone pela primeira vez e tentar sejáláquemfor para vir, por um sacrilégio total exigido pelo momento, para vir lhe salvar.
*
"Sua chamada está sendo direcionada para a caix...". Realmente, não deu. Coincidência ou não, melhor não quebrar a cara de novo, tentando alguém que disse, há muito tempo atrás, o quão significativa sua amizade era, além de infinita e para sempre [infinita de novo]. Ual! Vale a pena ligar para a casa de fulano, tirando o risco de não haver alguém para atender ou de a chamada ser repassada à gravações instantâneas.
*
- Fulano? Ele tá lá no Rio. Quer o celular dele?
- No Rio? Qual Rio tia?
- De Janeiro. Conhece?
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Apesar de tudo, o contato foi perdido. Não é culpa de ninguém. A cadeira ainda lhe prende. Restam duas alternativas. Uma delas é tentar ligar em vão para mais alguém; outra é simplesmente deitar, relaxar, pensar. Entregue-se, o medo e o pesadelo já tomaram conta. Renda-se, não existem meios de salvação para o que lhe está predestinado. Fuja de sua própria incerteza. Deixe que a paz dos pensamentos desconhecidos sobre você mesmo perpetuem como sementes sobre a terra. Faça-se a treva.
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E assim camnha nossa querida humanidade. Eu ainda me pergunto: quando foi que o mundo ficou tão louco desse jeito? Sim-ples-men-te os últimos dois anos foram os mais loucos até hoje por mim vividos. E não estou mentindo. Em apenas dois anos fui capaz de fazer tantas, mas tantas transformações em minha vida que acabei me transformando, e agora estou querendo recuperar o tempo perdido. Uma ova. Muitos já se foram. Não me surpreenderia dizerem-me que um amigo velho morreu, que outro está em São Paulo tentando ir para a Itália, que outros se casaram e já estão com filho no colo faz três meses, que meus amigos estão cada um indo para uma cidade diferente, para um Estado, para um País. E eu aqui, parado no tempo, achando e acreditando na velha infância, onde todos viveriam felizes e juntos para sempre, nunca perderiam o contato e jamais deixariam de dar ou receber notícias. Tudo pela velha amizade, quem diria...
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Quem nos dera sermos donos de nós mesmos. Repito: o tempo é que determina nossas vidas. Tudo está relacionado a ele: horários para cumprir, idades para celebrar, segundos para nascer, instantes de pura agonia.
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Detesto fazer parte deste círculo ao qual me refiro, o que foi seguindo seu caminho e se esquecendo das velhas amizades. Detesto. Mas não sou o único. Na verdade, todos somos assim, o que me faz sentir pior ainda. Nascemos e seguimos em um rumo no qual é absolutamente normal, embora eu despreze este fato, esquecer pessoas. Gente que vem e gente que vai. Eta mundo ridículo.
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Por mais que sejam poucas as amizades verdadeiras, tenho muitas delas das quais gostaria de manter contato. Não para manter o círculo social em dia, como diria determinada colunista em Caras, mas sim por tudo o que já vivemos juntos e que, querendo ou não, FAZ também parte de minha vida. Manter contato é saudável e faz muito bem para nossa saúde. Acredite[o] nisso.
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7.4.08

NaNaNaNaNa...

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Pra quem não sabe [e nem precisa saber, só leia se quiser][pois é, comecei mal meu texto já][mesmo assim, querendo ou não, minha intenção não era ofender], esse "NaNaNaNaNa..." é uma música muito bacana que merece ser apreciada. Digo isso porque gosto dela. Mas não escrevo aqui hoje para indicar músicas. Tenho um propósito maior. Antes de mais nada, quero avisar que as letras "i", "l" e "r" do meu teclado estão, constantemente, falhando e, como tou com um pouco de preguiça, vou adiar a revsão ortográfica, ok?
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Sou do tipo que fala a verdade para agradar, mente para felicitar e dstrbui sorrisos falsos em comunhão. Não me considero facínoras por causa disso. Sou o que sou, não nasci para satisfazer vidas alheias como se fosse uma máquina que faz , faz e faz mas nunca recebe sua recompensa. Às vezes fico até farto disso. Por uma questão e outra, junto todo o stress semanal para descntar em alguém ou em alguma coisa no meu fim de semana. É sempre assim. Acumula, acumula e acumula para depois descarregar. Ai de quem for minha vítma.
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Isso não se refere à atitudes desvairadas e muito menos a atos imorais. Trata-se de uma compensação: sirvo, hei de alguém servir-me necessariamente. Logo, isso vira um jogo de servidões no qual só vence aquele que se serve - porém, não serve para alguém. Entenderam? Fica mais fácil traduzir desta forma: atendo clientes, às vezes chatos e outrora legais a semana inteira. Logo, preciso descontar todo o stress acumulado com os clientes chatos em alguém que está servindo. Este alguém que está servindo vai haver de encontrar um outro servidor, que levará sua acumulação e, por fim, vamos um jogando-a para o outro. É assim.
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Afirmo que aqueles que não servem aos outros mas que se servem dos outros são os mais en-ca-pe-ta-dos e des-nor-te-a-dos, possivelmente denominados como a-ni-qui-la-do-res de servidões. Jesuis salve [e me perdoe já por dizer seu santo nome em vão], mas tem horas que só pelo clamor de todososantosjuntosunosnestacaminhada. Não existe paciência infinita. Acho que estou descarregando meu stress semanal aqui. Claro, todos precisamos estar novos e com carga completa para niciarmos uma nova semana - uma batalha contínua pela sobrevivência.
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Ainda assim, arranjei tempo para engordar. 3, 5, 7 quilos. Quem diria que eu, que conforme a brisa desviava meu percurso, tornei-me mais obeso. Tenho comido muitas refeições saturadas, oleosas, gordurosas e extremamente bem eaboradas. Isso que dá! Acho que tou ficando rechonchudo, mas isso ainda não é motivo de preocupação. Afinal, nunca me preocupei com essas paradinhas de peso mesmo!
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E, por mais que haja um precursor disso tudo - no caso, a fome -, creio na esperança de uma vida melhor. Acredito, e espero que assim aconteça, na felicidade após nossa missão. Predestinados a cumprir algum objetivo nestemundoloucoesemnoção, caminhamos em rumo do próximo obstáculo já sem muitas forças para vencer o terceiro. O que diria Thompson numa hora como essa?
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17.3.08

Um lugar chamado casa

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Seis e meia da manhã, ou madrugada, dependendo do horário em que se vai dormir. O sol ainda se espreguiçando para tentar nascer e acordar aqueles que menos precisam que isso aconteça. Aos poucos surgem em freqüências de ondas pequenos pios por aí, que depois se multiplicam como um formigueiro e suas formigas quando querem se defender. Não há nada melhor do que um clima ameno, com temperatura agradável, ideal para se esconder um pouco mais sob o edredon. O travesseiro, com penas de ganso, marreco, galo, galinha ou sei lá o que, está tão quente quanto o resto do corpo. Algumas vezes ele pode ser encontrado entre as pernas, tão preso que só se solta se o pescoço começa a doer muito. O cheiro de café - sim, alguma alma sã já está de pé preparando-o - invade a casa toda. O despertador toca James Blunt e eu tenho de acordar.
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Parece meio confuso dizer que o cheiro invade meu quarto se ainda estou dormindo, não é? Tem a ver com aquela paradinha de que quando se acorda os cinco sentidos vão, compassadamente, sendo despertados também. Mas o que me aconteceu esses tempos pode provar que, para quem pensou que eu estava errado ao dizer que o cheiro invadia meu quarto e que eu poderia senti-lo mesmo estando adormecido, sim, pode provar que eu estava certo.
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Dormia tranquilamente como um anjo, paradoxo da vida real. Sentia-me um tanto quanto felicitado por ter acordado uma hora antes e ver que, necessariamente, eu estava com o sono "adiantado". É, isso acontece nas vezes em que já dormimos tudo o que tínhamos que dormir mas que, por uma questão de excesso de tempo, dormimos mais - o mundo moderno denominou essa perda de tempo como "preguiça".
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Dormia eu [como dizia um...] em minha cama, com meu travesseiro, sonhando sabe-se lá o que, quando senti em meu sonho [sim, eu posso me lembrar] um cheiro de café, o que me levou obrigatoriamente a compor no campo imaginário de minha mente uma mesa farta, completa, repleta daquelas coisas que se come em um café da manhã. Fiquei horrorizado quando levantei e me deparei com a mesa quase igua àquela que eu vira antes.
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Logo eu, que acordava às vezes e a mesa já estava arrumada para o almoço. Justo eu. Caracas, fazia tanto tempo que eu não acordava para o café da manhã. Já hava me esquecido o quão bom isso é.
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12.3.08

O conteúdo continua misto, só os acervos que não

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Talvez assim de primeira impressão esta frase pareça mais confusa que galinha em época de cria e lua cheia. Trata-se, na verdade, daquilo que eu costumo chamar como "não faz sentido mesmo", então não dê a mínima importância. É que hoje eu acordei com o pressentimento de que meu dia seria inundado por uma série de acontecimentos catastróficos que o fariam detestável e cujo sofrimento próprio seria lendário até o inferno!
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Ual. Que nada. É que hoje tá chovendo e eu me sinto assim. Eu ainda tenho de ir comprar couve para o pancakes, sendo que nada nesse mundo além de sua fome me faria ir visitar a sessão de hortifrutas no supermercado.
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Tive a leve impressão esses dias de que passo boa parte de meu tempo apenas cogitando. Uma pequena quantia dele pode estar relacionada à assistir séries de TV, o que me deixa extremamente confuso na hora do sono. Tenho sonhado, constantemente, com a minha pessoa envolvida nesses casos televisisvos do tipo O.C.
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Acho que hoje não vou fazer nada de interessante além de ir lá agora. Talvez eu passe em uma das lojas para comprar um cd, faz tempo que eu não troco de músicas. No mais, vou comer tranqueiras e me deliciar com a segunda temporada!
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9.3.08

E continuam as sendas

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Por que raios toda vez que quero postar aqui tenho de fazer uma lista enorme com os assuntos? Dessa vez vu escrevendo os casos conforme eu me lembre deles. O primeiro é o de uma senhora ladra de copos de água. O segundo é o de uma menina fresca que já está me enchendo o saco. E o terceiro eu devo me lembrar até o final deste post.
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Pois bem. Estava eu [como diria um grande amigo meu...] indo de ônibus para minha hometown. Dia quente, quatro e meia da tarde. Eu havia decidido ir meio que na louca, após perceber que não faria nada aqui nessa cidade deprimente. Fui. Entrei no ônibus e ali instalei meu pequeno "piquenique" ambulante. Aliás, fui o primeiro a entrar. Adoro chegar antes e sair primeiro. Posso atéme definir como apressado. É,viver em função do tempo é literalmente fod*. Foi quando uma senhora entrou no ônibus, mais apressada do que eu. Um fato curioso para eu notar, uma vez que a gente acaba reparando mesmo naqueles que nos são idênticos também. Essa tal senhora se instalou a sete poltronas a frente - sim, me dei ao trabalho de contá-las. Instalada, veio com uma bolsa correndo até a minha poltrona. Achei que ela iria falar comigo. Que nada. Eu estava sentado em frente ao frigobar, onde a empresa costuma guardar copos d'água como cortesia para seus clientes. Ela se colocou em frente ao tal refrigeratório e passou a pegar copinho por copinho, ocupando todo o oco de sua bolsa exageradamente enorme. Foi o que foi. Bruto, eu afirmaria. Até fiquei surpreso, uma por não saber da existência dos mesmos, e outra por pensar que ela era uma beduína retirada aqui no Brasil. Onde já se viu?! Quanta falta de consideração, que tamanho desprezo. Nem sequer se importou com os outros que ali poderiam sentir sede durante a viagem, fingiu não estar percebendo meus olhares de desaprovação e que costumam ser muito persuasivos.
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Legal é que de repente, no meio da viagem, um senhor foi até o mesmo local para pegar água e, como não achou, acabou xingando até a mãe do piloto. Hahaha.
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O segundo caso é meio besta, mas vale a pena observar este relato. Antigamente, quando as aulas de inglês eram legais e a gente assistia à vários vídeo[zinhos] falando sobre os números, sobre as gírias e sobre os animais, era muito comum uma mania bem tosca e retardada: "ew". Vamos dizer que sua tradução literal signifique "eca". Aqui em Toscoram, aliás, onde eu estou agora, durante uma das aulas de inglês, estavamos nós conversando sobre "conversar", quando uma menina disse:
- EEw, esse povo que anda de ônibus. Não sei onde esse povo arruma tanto assunto pra conversar.
Pronto. Foi o motivo para eu dar risada a semana inteira. Carara, acho que quem me conhece já sabe o que eu penso sobre este tipo de pensamento, repleto de preconceitos e tudo mais. Então nem vale a pena perder meu tempo aqui descorrendo sobre ele.
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6.2.08

Admire


[ Crédito de fotografia: Willan Yudi. Local da foto: não revelado]

5.2.08

Planos, metas, sonhos, objetivos

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Talvez estas palavras escritas acima sejam as que mais influenciam meu cotidiano atualmente. Quer seja na forma como são ditas, quer fiquem em minha mente perambulando como pequenas pedras que se juntam para construir uma vida.
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Nunca pensei que morar sozinho fosse ser fácil. Nem tão difícil. Achei que seria novidade, afinal de contas, já resisti boa parte de minha vida sozinho mesmo, então não seria um esforço em vão. Todavia, às vezes me considero resistente demais para suportar muitos fatos. Conclui esses dias que são meus sonhos e metas que me mantém onde estou e não me deixam sair correndo feito louco.
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Sonhos? Todo mundo tem. Pergunte a qualquer um: qual seu maior sonho? Geralmente, de primera resposta, obterá algo relativo a mega sena, dinheiro ou ser feliz. Nunca tive um "maior sonho", mas sim aqueles pequenos que moldaram a senda para eu estar onde estou. Pequenos sonhos constroem uma vida? Depende. Digo que se trata de algo relativo, a gente responde com o tempo. Até hoje, todos os meus pequenos sonhos me tornaram feliz para eu continuar vivendo. Não se vive em meio à tristeza ou solidão, mas sim diante daquilo que lhe mantém em pé [food, water] e que lhe dê oportunidade de seguir em frente [$$$].
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Eu tenho vários. Todos pequenos, mas que sempre posso me imaginar realizando todos eles. Um dos mais recentes é acampar. Nunca acampei. Fazer uma fogueira, pegar um violão, sair um dia sem destino, com ou sem companhia, e sumir. Outro, para janeiro de 2008, é embarcar rumo à América Central e aproveitar as melhores praias de Honduras. Sonho meu. E um terceiro... Trata-se de adquirir um carro.
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Isso a gente vai moldando com o tempo. Espera o inverno chegar pra você ver como minha mente vai longe. Só espera! Hehe!
E que o inverno então chegue logo.

A mão amiga reprimida

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Oferecer ajuda é sempre bom, certo? Você vê que alguém está em dificuldades, vai lá, oferece, e no final das contas acaba se sentindo bem. Sempre dá certo!
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"Que nada. A filantropia só é bem-vinda e aceita como ajuda humanitária quando o coletivo se torna presente. Significa dizer então que você sozinho pode fazer pouca mudança, talvez nem mesmo a necessária para mudar a vida de alguém. Porém, duas ou mais pessoas têm o poder total para transformar e agir. É a tal da mão amiga necessária".
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Tal qual uma das conversas com a minha pessoa foi-se num dia de muito apego humanitário de minha aurea. Estava eu [como diria um grande rival meu] certo dia desses lendo O Guardião de Memórias quando o telefone tocou. Eram quase quatro horas da manhã. Atendi:
- Oi senhor Willian. Desculpe incomodá-lo uma hora dessas, mas o alarme disparou e eu mandei o vigia ir averiguar. Há um poodle e um pincher [nem sei se é assim que se escreve] dentro do banheiro do restaurante. Eles são seus?
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Desci. Quatro, cinco da manhã. Dois cachorros de raça. Uma beleza. Unidos uma hora daquelas, não tinha pra ninguém. Nem o vigia da empresa do alarme estava por lá pra me ajudar. Fui eu com carão de sono, pijama e um pedaço de pau, em meio à penumbra daquele dia, espantar os tais. Corri, taquei pedra, fiz de tudo. E eles, depois de muita persistência, resolveram partir.
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Num dia próximo a esta data, observei um cartaz pedindo retorno caso encontrassem dois cães: poodle e pincher desaparecidos. Nem sequer tive a audácia de pegar meu celular. Apenas anotei o número. Um dia desses ligo às 4 da manhã também para acordar quem quer que os tenha perdido [adoráveis inferninhos].

4.2.08

Quando o olho cega

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Sabe... De uns tempos pra cá, eu já não falo mais em corrupção. Tô por fora, literalmente, do âmbito em que se encontra meu País. Posso até dizer algo sobre a morte do butequeiro ali da esquina, mas ouso-me a tentar lembrar qual foi a última vez em que apertei o botão para ligar a televisão. Como será que a crise americana afetará o Brasil? Quais serão as medidas necessárias para equilibrar em meu orçamento a alta taxa de juros correspondente a este mês?
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Questões essas que me veem à mente o tempo todo. E tudo pelo único e simples fato de que agora, mais do que nunca, passei a entender um pouco mais como tudoisso[.com.br] funciona. É estranho relatar casos de dívidas em meu cotidiano, sempre procuei [tentei, camelei, me esforcei] pagar as contas em dia, nunca atrasando nenhuma delas. Hipocrisia minha afirmar que adoro faze isso, mas tata-se de um bem necessário. Entetanto, nas últimas semanas, convivi diariamente com um caso semelhante, no qual o sujeito gastava paticamente o triplo daquilo que lhe era concedido mensalmente. E pensei: vai morrer em dívidas.
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Pode até acontecer de ele nunca se importar tanto com as mesmas de forma parecida como a que eu me importo. Talvez ele nunca chegue a pensar que tais pendências existam. É a tal da felicidade momentânea: sou feliz com o que tenho e procuro algo a desejar. Se obtenho aquilo que quero, sou feliz e tenho sucesso. Caso contrário, deixo para meus netos aquilo que não pude pagar.
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Eu penso: viver sozinho vale mesmo a pena? Até que ponto vão meus medos e qual a distância máxima que consigo percorrer com isso? Trata-se daquilo que eu, costumeiramente, chamava de independência progressiva. Ainda tenho a quem recorrer se um dia desses me sentir tão infeliz. Porém, dia a dia, vou me libetando disso. Faço investimentos, aplico fundos em poupança, procuro não gastar muito. E o que me esta é lucro.
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Esses dias, quando voltei à California [hometown], senti-me deslocado, sem minhas raízes por perto. Pensei estar ficando louco, mas sentia um cheiro de parasita hospedado onde não está convidado. E quis voltar. É... A vida adulta chegou e não posso mais largar.