28.6.09

CS Diário

Vou usar este espaço do blog para escrever sobre couchsurfers/surfistas que venho conhecendo, na ordem daqueles que ficaram em casa (na verdade nem me lembro mais da ordem exata):
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1) Nicholas, da Argentina. Nicholas veio lá do Paraguai, de onde disse ter tido diversas oprtunidades de conhecereste País, que, embora muitos dizem ser feio, mas que tem belezas incomparáveis e até mesmo cultura forte local. Fui até a rodoviária e fiquei esperando por ele. Não sabia ao certo como seria, então estava ao mesmo tempoancioso e nervoso. O ônibus atrasou um pouco, mas no final deu certo e ele chegou em Bonito. Fomos até minha casa,que na época estava incompleta em quase tudo. Meus pais iriam vir pela primeira vez para me ajudarem a compor a casa,então na verdade ele não teve muito conforto. Nicholas já havia viajado como surfer antes em outros países, então falavainglês muito bem e fluentemente. Era engraçado pois ele não conseguia entender Português e eu já não sou tão bom para entederespanhol, ainda mais em sotaque puxado da Argentina! Nicholas conseguiu emprego no Taboa, descolando uma graninha enquantoficou em casa. Durante a mesma época hospedei três franceses maluquinhos.
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2) Vivi, Jonathan Yon et Rémi! Os três franceses loucos que me mandaram e-mail um dia antes de chegarem. Lembro quena época havia dado meu número para que eles me ligassem. Quando fui checar meu e-mail no dia da chegada, eles estavam online ehaviam me mandado e-mail dizendo que estavam em Bonito, lá na praça central! Desci correndo e, durante esta descida, eles mesmome ligaram prara me chamarem. Como ainda não estava estudando, tinha as noites livres para fazer o que quisesse, então fui até apraça para recebê-los. Eu ainda não tinha a mínima noção de como iria hospedar 04 pessoas na minha pequena casa, mas enfim deutudo certo! Só para se ter uma noção, nesta época recebi ainda um colega de minha sala que estava procurando lugar paramorar. então na verdade éramos 6 pessoas morando junto por um certo tempo. Quando fui buscá-los até tomei um susto de início,pois eles tinham um gol (quadrado) cheio de trapos, escapamento barulhento e pareciam hipies! Sim, pois sinceramente o cheiroera de roupa usada por muito tempo sem lavar, além de que Yon usava ainda vinagre para repelir os mosquitos! Ou seja, juntarama combinação de cheiro ruim e cheio desagradável tudo de uma vez só! Mas foi engraçado. Jogamos WAR uma vez, que durouuma eternidade e no final ninguém ganhou, além de jogar os famosos jogos PRESIDENTE, com baralho, no qual o objetivo primordialé voce se livrar de todas suas cartas. Eu que nunca havia jogado me senti feliz por ter aprendido! Durante o tempo todo, Remi estavasempre energizado, parecia que tinha tomado 500 red bull de uma só vez e não conseguia parar por um instante! Eu achava engraçado,ele estava sempre escalando os muros, grades e até mesmo painéis no centro da cidade. Durante boa parte do tempo, nossa comunicaçãofoi somente em inglês. Nicolas falava com eles em inglês, e às vezes, quando começavam a filosofar, todo mundo partia pro idioma francêse aí não tinha mais volta! Não fui a nenhum tour com eles, mas tentamos entrar no Balneário com desconto. Não deu certo. No final, Nicholas e os franceses foram embora juntos. Deixaram saudades.
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3) Crazy Miriam! That girl was really crazy! Miriam, da Holanda (Netherlands) chegou também através de request, porém não conseguiencontrá-la no primeiro dia, então ela se hospedou no Hostel. Na mesma noite fui até o Hostel com a Carol para buscá-la para irmosao Etílico. Ao chegarmos lá, Miriam já estava completamente enturmada e tocando seu instrumento que ela chamava de Melodica, porémque eu nunca tinha visto ou ouvido falar antes. Se não fosse pelo cansaço, eu teria aproveitado mais aquela noite. Miriam estava completamente agitada, quase tocando junto com a banda. Por pouco ela não fez isso! Voltei com ela ao Hostel e combinamos que no outrodia ela viria a minha casa. E assim foi. Miriam cantou, dançou e tagalerou muito conosco! Falava demais! Mas era engraçado! Enquanto assistíamosa algo na televisão, ela fazia questão de tentar ler as legendas em Português de uma maneira rápida e que, pronunciada pela sua misturade inglês e holandês, saia muito engraçado! Fui com Miriam até a rodoviária esperar por seu ônibus. Foi a única [até agora] que fiz isso.No dia posterior de sua partida, fiquei triste e sentindo saudades. Com Miriam fui também ao Balneário Municipal, onde fizemos "amigos"e inventamos nosso esquema de falar uma língua que somente nós dois entenderíamos! Miriam foi muito querida e eu com certezaaproveitei muito o tempo que passei com ela! Fomos a uma pizzaria e, na volta, soquei involuntariamente minha cabeça numa caixapregada a um poste, na qual há um telefone usado pelos taxistas. Foi literalmente feio o trombo, e ninguém conseguia parar de rir.Na volta, Miriam passou pela janela de meu vizinho e achou que ele estava escutando música holandesa. O resultado foi que ela bateu a cabeça na janela dele. Saímos correndo e eu, também, não conseguia parar de rir. Acho que foi meu primeiro ataque de risos aqui em Bonito.
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4) Marcel, de São Paulo capital, escreveu pra mim dizendo que viria no carnaval mas que todos os hotéis e pousadas estavam fechando apenaspacotes e ele queria ficar por apenas um dia. O legal foi que, por motivos que não posso explicar agora, comunicamo-nos apenas emInglês também, de tal modo a falarmos algumas expressões idiomáticas em Port e até mesmo partirmos para o idioma quando não aguentávamosmais o maldito inglês! Marcel foi uma pessoa que sei que valeu a pena ter conhecido, pois pude compartilhar com ele vários assuntose ele, com seu jeito engraçado e sinestésico de ser, explicar-me coisas interessantes também. O fato é que era época de carnaval e eusó iria começar a trabalhar em março. Então Marcel trouxe um [maldito!] litro de Absolut para saírmos antes já esquentados! Red Bull eAbsolut, só de escrever já me deu azia... Foi uma combinação que no começo da noite parecia maravilhosa, mas que depois me subiucom tudo e no final da noite estava saindo [obviamente para fora] em postes e até mesmo ao lado de minha cama! Eu mal posso me lembrardo que aconteceu naquela noite, somente de que eu estava num grau de bebura que somente havia tido quando inventei de tomarBohemia long neck lá no Sucão ano passado! No outro dia eu mal conseguia levantar da cama, e Marcel também estava meio mal. Masele queria conhecer Bonito [e naquela época eu também não conhecia muita coisa!], então fomos até a agência para bookar algunstours: Bóia Cross [curou parte de minha ressaca] e Bonito Aventura! Estava calor demais naquela época, e fomos no intervalo dos dois tours ao Balneário. Foi tudo muito divertido e tive boas conversas com Marcel. No outro dia ele me deixou na rodoviária [estranho né?]pois eu também estava deixando Bonito naquela manhã para ir à casa de meus pais.
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A partir daqui eu já não me lembro ao certo quem veio e em qual ordem. Lembro-me de ter recebido dois requests quase ao mesmotempo: um de um cara francês e outro de um alemão que conheceu a Miriam lá em Olinda. Vamos falar do francês, já que elechegou antes:
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5) Guillaume Bats, da França! Quando recebi o email do Guillaume, fiquei confuso! Ele escreveu em Português legível e bem entendível,então achei que ele havia usado um webtranslator e por isso o respondi em Inglês! Mas respondi perguntando qual língua eu poderiaescrever para ele, pois estava confuso quanto ao uso de Português ou não. Mas isso não é relevante. Guillaume escreveue eu não consegui compreender se ele queria me conhecer e conhecer Bonito ou ficar em casa. Tanto é que ele preferiu ir para o Hostelna primeira noite e ficou de me ligar na segunda noite. Volto a falar de como nos encontramos quando for falar da Manuela, pois elaficou aqui conosco no mesmo período que o Guillaume. Este francês, que parecia quieto e completamente abrasileirado pela formacom que falava e até mesmo dançava FORRÓ (caracas....) foi realmente um dos melhores guests que já recebi aqui, sem quererdesmerecer os demais! Ele chegou junto com a Manu e ambos deixaram suas coisas ali. Acho que no primeiro dia eles saíram paracomer alguma coisa, não me lembro, mas acho que fui junto com eles até a barraquinha de espetinho. O engraçado é que, dessa vez,também usamos a comunicação em Português! Mas o Guillaume foi sensacional pelo seguinte fato: ensinou-me duas vezeslições importantes sobre a vida e em meu próprio idioma! Vai ter sorte assim em outro lugar! Aquela fábula de "quando somos novos/jovens/velhos e não temos dinheiro/tempo/saúde" foi simplesmente um dos melhores ensinamentos que já tive! Acho que ele disse issoapós ter ouvido eu reclamado que queria viajar mas que nunca tinha tempo e disposição! De qualquer forma, fiquei feliz ao saber depois, pela própria Manuela, de que o Guillaume estava estreiando seu couch aqui comigo! Por isso quis passar a ele a melhor impressão que poderiater passado em relação ao meu jeito simples de ser. Não sei se surtiu efeito. Em uma das noites fizemos uma seção de fotos com livrose acessórios de carnaval. Na outra fomos ao Taboa Bar, onde ele dançou e continuou a me ensinar mais lições de vida. Praticamenteuma das experiências mais gratificantes que tive até hoje! O Guillaume desfez em mim o mito pré-existente de que os franceses fediame não tomavam banho! Foi a segunda coisa que aprendi com ele. Ele nos deixou um presente, uma espécie de saquinho de pano com lavandaque você deixa dentro do armário para perfumar suas roupas. Lembro-me como se fosse ontem de suas palavras:"Vocês acham que nós franceses não tomamos banho e fedemos né? Pois eu trouxe da França uma coisa pra provar a você que issoestá errado! Você deixa no seu guarda-roupa e vai perfumar suas roupas". Impressionante, não?!O Guillaume meio que me lembrava completamente meus amigos do colégio, do Marista especialmente, pelo jeito de se comportar.Foi embora após dois dias em minha casa, mas eu não estava mais lá parame despedir. Passei o resto do dia pensativo e até mesmo triste.

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6) Manuela Cunha, de Portugal! Foi realmente uma pena o modo com que nos encontramos! Manu me mandou um request poucos dias antesde chegar aqui em Bonito. Naquela época eu estava a conhecer os passeios também, e por isso não tive certeza se estaria na cidade pararecebê-la ou não. Naquele dia de sua chegada eu havia ido a um tour, e ao chegar fui correndo à lan house para ver se ela havia me respondido.Passei em frente a ela, meu inconsciente percebeu que era ela mas ao mesmo tempo minha distração e pressa para checar meu e-mailme fizeram ignorar sua presença na lan house. Ela estava de saída e o motorista da van do Hostel havia acabado de chegar. Ela tambémhavia percebido que era eu. Liguei no Hostel na sequência e aí fomos comentar "ah, então era voce lá na lan house". Ela ficou por láduas noites. No outro dia saí a procurá-la feito louco, pois eu iria a um outro passeio e não tinha certeza de que horas exatamente euestaria de volta. Ao encontrá-la, reconheci que o rapaz que estava sentado ao seu lado era o mesmo rancês que havia ficado de meligar! Então acabamos nos encontrandoali mesmo no bar. Deixei com ela minha chave e parti pra casa a pensar. No outro dia, enquantoeu arrumava minha casa, esperava anciosamente pelos dois. A Manu havia vindo a minha casa já, porém eu estava no tour. Ela erasimplesmente muito LEGAL! Acho que não consigo encontrar outra palavra melhor para descrevê-la, pois a Manu foi o tipo de pessoaque eu conseguia sentar e me sentir querido por algum tempo estando ao seu lado. Aproveitei seu Português de Portugal e pedia ela para que checasse um texto meu que tinha de apresentar ao professor de TGA. Não sei se foi com a Manu ou com o Guillaumeque comentei sobre os bomboms da dona Margarida. Quando encontrei eles no Taboa, tinham comprado um pra mim! Ela foi comigo a uma de minhas aulas a noite, aula de TGT! Participou ativamente respondendo às perguntas do professor.A Manu foi embora um dia depois do Guillaume, não me lembro qual o horário, mas depois que ela foi bateu em mim também um sentimento de tristeza por ter "perdido" duas pessoas tão legais em tão pouco tempo.
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7) Diego Gil, da Espanha. O Diego já chegou meio que revoltado por Bonito ter os passeios mais caros de sua viagem. Fui encontrá-lo lá na farmácia perto da esquina da sorveteria. Ele já tinha até feito amizade com a moça de lá. Na subida, se me recordo bem,fomos falando em Português normalmente, porém não muito apressado, pois senão ele não entendia. Às vezes saia algum inglêsno meio de nossas conversas. Acho que de todos, Diego foi o que mais me fez perguntas sobre os tours em Bonito. Indiqueia ele aqueles que realmente valiam muito a pena. Foi comigo a um dia na aula a noite, e lá ficamos conversando em inglês sobrea aparência do pessoal daquela sala. Foi embora no ônibus que sai as 06 am.
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8) GUIDO! Crazy Guido, da Alemanha. Confesso que eu estava assustado por hospedar um alemão em minha casa, porém como elehavia conhecido a Miriam e a própria Miriam indicado minha casa, ele havia escrito o e-mail há muito tempo e chegou. Conforme descreveu,estaria no VICIO DA GULA com uma mochila enorme, botas de treckking e lendo um livro. Eu saí da aula e fui direto procurá-lo, com umacarta em mãos que havia escrito em alemão, obviamente, com a ajuda de um webtranslator para isso. Ao encontrá-lo, ele estava exatamentecomo havia descrito no e-mail! Só que parecia bem mais novo do que sua idade. Eu estava assustado pois Guido é professor de físicae fala alemão, duas coisas que eu acho que nunca entenderia! Já pensou se ele resolve me ensinar física em alemão? É pedir pra morrer! Mas, particularmente, Guido foi também o primeiro guest que me fez sentir confortável de conhecer só na primeira conversa! Chegueiapressado e já falando em Português, e ele dizendo "I can't understand you, I don't speak Portuguese" and I "I'm so sorry, I was hostingPortuguese speakers before you, so I guess that I got used to it". Após ler minha funny carta cheia de erros [do webtranslator], Guidodisse "Nossa, que ótimo! Agora já me sinto em casa!", e nós rimos. Durante o tempo que passou comigo, eu sentia-me impertinado o tempo todo [no bom sentido] com suas piadas engraçadas! Era só eu começar a querer contar uma história longa e ele fazia aquele malditobarulho de ronco para me fazer entender que a história já tinha se prolongado demais! Então com ele foi muito fácil desenvolver aindamais meus senso de humor, mesmo ele sendo alemão [alemães me dão um pouco de medo, sério]. Eu ria muito com Guido. Até que um dia...Resolvi inventar falar da Tailândia! Ele me disse que sabia preparar comida tailandesa, e então resolveu fazê-la para testar suas aptidões culinárias. E eu fui na onda... Resultado: macarrão com alho, cebola, pedaços enormes de pimenta, pedaços de casca de limãoe tudo mais que podia deixar o macarrão ardendo! Comi tudo com muito esforço e uns 5 litros d'água ao meu lado! Sobrevivi! No dia anterior eu havia feito um macarrão com creme de leite que adoro, por isso ele quis recompensar. Guido fez seus tours em Bonitoe fomos um dia ao balneário também. Fui de bike e ele de moto táxi. Sem brincadeira, foi o melhor dia de todos [desde quando mudeipra Bonito] e até aquele tempo, o melhor dia que já passei aqui na cidade. Encontramos um inglês e duas suíças e nadamos, jogamosvôlei, futebol de areia e comemos. A noite, eu havia chamado eles todos para virem em casa jogarem War. Guido foi embora no ônibus das 6ame também deixou muitas saudades. Passei o resto do dia triste e pensativo.
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9) Alexandra Pap, da Hungria. A Sandra também chegou falando Portugês! Mas, por precaução, e para eu não ter de falar muito pausado,pois já não gosto tanto, estávamos falando somente em inglês. Fui recebê-la na rodoviária. Ela veio no onibus que vem de Corumbá.Ao reconhecê-la, já fui logo abraçando e ajudando a carregar as coisas até em casa. A Sandrinha me lembrou os tempos dos francesesque chegaram a passar praticamente 01 mês em casa. Ela também estagnou aqui em Bonito. Fez alguns passeios durante este tempo,e no resto estava estudando português ou lendo alguma coisa. Fizemos comida juntos e também fomos ao balneário. Na volta do passeioencontramos minha outra guest, Nina Maria, que vou falar no tópico posterior. A Alexandra era realmente muito bonita, e fazia jus à famade que os húngaros são pessoas amáveis e bonitas. Na verdade, eu só tinha ouvido falar sobre, mas não me lembrava nem ao certo ondeficava a Hungria dentro da Europa. A Sandra teve alguns momentos engraçados, dos quais eu nunca me esqueço, como o dia em quedeia ela um fósforo ainda aceso e pedi para apagar. Ela pegou o fósforo, abriu a torneira e apagou o mesmo com água. Ela também foia mais espera na questão de visitar os tours em Bonito, pois conheceu um cara de uma outra agência e passou a pedir algumas cortesiaspara passeios identificando-se como agente de viagens de uma operadora húngara. Deu certo! Fizemos o passeio de Bóia Cross juntos. Levei ela a uma aula também, acho que foi de TGA. A Sandra cozinhou um macarrão com queijo, iogurte desnatado, açúcar e baconque ficou uma maravilha! Não me lembro qual horário que ela foi embora, mas também me despedi.Não sei porquê, mas acho que a partir da Sandra já tinha me acostumado e não passei mais dias tristes após a saída dos surfers.

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10) Nina Maria! Era uma sujeita baixinha, e sua backpack era maior que sua estatura! Encontrei Nina no caminho de volta a minha casa,e já fui a cumprimentando. Após me reconhecer, Nina também me cumprimentou. Suiça, falava inglês muito, muito rápido, sendo quealgumas vezes nem eu e nem mesmo a Sandra podíamos entender. Durante seu período em Bonito, tive pouco contato com Nina natroca de experiências. Mas foi interessante. Apresentei a ela algumas músicas brasileiras, para ela superar o trauma de "Ai Jesus" que veio escutando durante sua viagem, provavelmente de uma pobre missionária freneticamente cristã! Apologize era a músicaque ela mais gostava de ouvir. Nina fez um pão suiço com leite e legumes fritos maravilhoso! Tanto é que até hoje eu o copiodizendo que foi minha invenção! Hehehe! Foi embora num dia pela manhã, acordou para me perguntar onde era a rodoviária. Entãopude me despedir, pois também iria com o onibus das 6am.
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11) Risto Lahi, da Finlândia! Risto, como ele dizia, "É Cristo sem C" foi uma experiência muito boa de surf também! Ele havia escrito um email pra mim perguntando sobre os tours em Bonito, e já aproveitei para oferecer a ele minha casa para ficar enquanto estivesse por aqui. Quando chegou, já me ligou e pedi que viesse me encontrar, pois ainda não havia saído do trabalho. Risto foi um grande amigo,companheiro e contador de casos também! Eu não tinha noção de várias informações sobre seu País, mas acabei obtendo apóssua chegada! Durante sua estadia aqui, recebi outro surfer dos EUA, Ryan. Com os dois fui ao Balneário [para variar...] a pé e voltamosde carona. Foi com eles que tive o primeiro Happy Hpur em Bonito no Aquários Restaurante, bebendo cerveja às da tarde com um bando de gente que se conhecia por acaso! Em uma das noites fui com Risto no Taboa, onde ele encontrou um pessoal que já conhecia. Ele ficou desesperado por causa do horário que havia marcado, e eu disse "relaxaa, aqui é o Brasil". Lá no Bar conheci mais um montede gente legal daqui mesmo do Brasil, sendo que depois ele ainda teve coragem de brincar com a menina falando da sacola do Papai Noel. Risto foi o guest mais sociável que já tive, e isso mesmo ele morando num país tão friocomo o dele! Sempre aberto a conversas e gostava de contato pessoal com as pessoas para diminuir as barreiras e distâncias. Acho que ele foi o maior fã da famosa caipirinha de sakê que eu faço. Aliás, ele e o Ryan. Foi embora mas eu não fui com eles até a rodoviária. Ainda mantenho contato pelo facebook.
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12) Ryan, from San Fran, Califórniaaaaa, US. Aqui em Bonito não foi a primeira experiência que tive com native speaker de inglês, mas o Ryan meio que me deu uma noção de como funciona a bagaça. Falando mais rápido que um loucutor de rádio, às vezes era incompreensível ouví-lo e entender. Algumas vezes eu pegava de primeira, mas geralmente eu tinha que fazê-lo repetir e mais devagar para que eu pudesse acompanhar seu raciocínio. Mas o Ryan mesmo foi outro guest bacana, do qual tive poucas conversas. Passei realmente mais tempo com o Risto do que com ele, mas também, às vezes ele pegava no embalo da conversa e ía até não caber mais neurônio tradutor na minha cabeça! O Ryan também gostou da caipirinha que fiz, acho que cozinhei o tempo todo para os dois. Mas foi bacana. Experimentei o pão suíço. Troquei informações sobre US é até mesmo sobre a Bomba de Hiroshima [é, eu tinha assistido um documentário alguns dias antes sobre ela, então ainda tava fresquinho!]. Foi embora junt com o Risto de ônibus pra Campo Grande. Não ouvi mais falar dele.
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13) Minha outra native speaker, dessa vez from Canada! Vivian Kulaga foi a pessoa que passou a maior quantidade de tempo comigo desde que comecei co



14) Ismael e família.
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15) Maxime e Ariane
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16) Ursina.

17.6.09

Nem acredite mais!


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Tá ligado nessa história de que nem tudo é como parece? Acredite, não parece mesmo!
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Julgamentos precipitados, conclusões equivocadas. Talvez estas contrapartidas sejam as mais comuns no dia a dia daqueles que por natureza definam-se como seres humanos e humanamente capacitados. Não só por presente genético da criação divina, ou nem mesmo pela falta de sinapses e conexões nervosas, mas pelo simples fato de sermos, agirmos, induzirmos.
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Às vezes pode ser que seja verdadeiro, e em outras ocasiões não chega nem perto de conquistar alguma consideração para nós.
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Aliás, nem todos agem assim. Porém, aqueles que o fazem, consideram-se dignos da total capacitação de poderem cogitar os mais diferentes tipos de situações, aliás, precogitar, se é que isto existe.
Acredite, nem eu consigo mais.

5.6.09



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E o pior de tudo é que cortaram a energia da casa do Zézinho. Como vai acordar cedo agora, usar o microondas, assistir o noticiário pela manhã?
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Faz o que? Mais de 3 ou 4 meses que ele não vem pagando as contas como deveria. Zézinho sempre foi um cara relaxado, deixava tudo para última hora. Na escola, pior ainda: sentava no fundão, nunca ficava para assistir a última aula e, sempre que possível, lá estava ele, no lado de fora fumando com os amigos.
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Depois, quando completou 18 anos, resolveu servir ao exército. Era bucha todo dia: acordava às quatro da manhã, não tinha tempo nem de tomar um café decente, e só pensava em chegar em casa o quanto antes para descansar. "Você faz alguma coisa?", perguntavam. "Eu sirvo ao exército do Brasil", dizia em voz alta.
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Depois disso, começou a sonhar em querer mudar de cidade.
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E na cidade nova, não pagou as contas.

30.5.09

Confidencial, Maio de 2009


Sabe aquele sentimento de que estamos nos prendendo muito à monotonia? Então, recentemente...
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Vamos ao início. Cada dia é uma história nova! Sempre. Acho que assim não há outra maneira de se passar o tempo desaproveitando. Assim, quiçá, podemos melhor crer e viver com base na fantasia de que nosso espírito presente na terra se faz contente aos olhos alheios. Pura ótica da ilusão, como diriam meus amigos. Puro conceito exagerado, aos meus inimigos.
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O fato é que, de uns tempos para cá, acho que virei tudo aquilo que eu chamava de conceito e consciência de ponta cabeça, ao passo em que eu nem ao menos sei ao certo e exatamente com detalhes [e onde isso vai parar] o que eu era e deixei de ser.
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Mas não estou em crise substancial de existência para tentar provar, de alguma forma, que não sou mais crítico de minha própria personalidade ou que tenho ataques de raiva simultâneos. A questão é o fator gerador de tudo isso, que costumeiramente aprendi a chamar de inserção cultural estrangeira.
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Vida de happy hour, jogo de vôlei em seleções internacionais, torre de chopp? Não, isto não está certo. Aliás, nunca esteve! Café expresso às 5 da tarde, macarrão com queijo picotado e açúcar, sem contar o fato de eu estar comendo, às 9 da manhã em pleno sábado, a um pratão de salada com alface, pimentão, cebola, cenoura, beterraba, pepino e tomate?
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Acredito que essa inserção cultural gerou um impacto muito grande em minha vida. Eu planejava anteriormente uma viagem à Tailândia, sem muitos atrativos ainda em mente. Porém, devido ao grande euro-interact dos últimos tempos, já estou até mesmo mentalizando-me numa floresta de 30 lagos no meio da Finlândia.
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Louco? Nada. Agora eu faço turismo, sou turista, quero viajar!

Início da estação

Dude... Nem parecia que estava começando o inverno já em maio. Aquele friozinho só me fazia lembrar dela, e com certeza ela também se lembrava de mim. Na minha cabeça já circulavam imagens de como seria nosso próximo momento, juntos, e creio eu que na dela também não era tão diferente assim.
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Aquele frio só me fazia pensar em como conseguir viver sem ela. Tão duro, tão difícil. Mas a gente consegue. É tão ruim, tão solitário. Mas são momentos assim que nos fazem querer seguir sempre adiante.
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Retrocedemos a linha e a barreira comunicativa que havia entre nós. Por detrás de nossas figurações, instintos e soberanias, havia sempre aquela figura de carcaça que era o amor. Prestativo, convidativo para uma taça de vinho. Amor esse que nós nunca entendemos o porquê.
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Hoje, quando pensamos em como nos afastamos, o amor é visto como um pequeno caco de vidro ainda fincado no calcanhar. Não machuca mais, porém deixou sua marca presente até hoje. Às vezes volta a doer, sangrar por amor. Vai entender.

22.5.09

Maio 2009


11.5.09

Quando menos se espera, inicia-se uma nova era


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Concordamos em dizer que muito daquilo que gostamos de fazer, ora por obrigatoriedade de nosso instinto que permite e garante a sobrevivência, como alimentação, vestuário, locomoção e "aparagem", também pode se tornar o inverso de um gosto bom - indiferente, sólido e às vezes àspero.
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Fico imune em pensar que muitas destas atividades tornam-se fadigas, obsoletas, ressecadas com o passar do tempo. É mais fácil conduzir a vida em uma nova jornada rumo à restituição destes mesmos gostos ao invés da tentativa de querer mudá-los. A mudança em si não adianta em muitas vezes, sendo que sua razão primordial poara nós, seres humanos, é a de satisfar-nos temporariamente e induzir-nos a pensar de modo equivocado que estamos a par de nos acostumarmos com perante situação modificada.
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Pode até parecer confuso, mas na prática isto se solidifica de modo a nos trazer sérios problemas. Acostumados com determinada convivência em decorrência de nossas próprias escolhas, ou ainda de escolhas adjascentes mas que nos fazem bem da mesma forma, graves problemas começam a surgir após o momento em que desvirtuamo-nos desta mesma senda caminhada a vida inteira.
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Não traço apenas problemas ruins, como também aqueles dos quais poderiam não existir caso estivéssemos acostumados com tal situação desconhecida, forasteira. Costumo até achar engraçado que, para este último caso, o quão alto é o número de peças que a vida nos prega. Boas ou não, trazendo humilhantes situações e até mesmo resquícios daquele tempo em que, pueris, achávamos que o mundo e o ser humano eram bons por natureza, e que o mal morava sob a terra.
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Quimera! O raio de sol que queima sobre nossa pele nos faz sentir a verdadeira força peso daquilo que consideramos o arrasto de nossas vidas por este deserto. Tentamos prosseguir, mas nem sempre conseguimos. Mudar? Talvez. Avançar perante o nada? Olha, não sou eu quem direi se é o melhor passo a ser seguido.

1.5.09

Mais uma vez, encontro entre nós três


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Sentado sob o pé de manga assistindo o entardecer. Naquela noite em que adormeci vendo o sol se por, parecia que meu mundo estava mudado, mudando, metamorfose. Não sei ao certo o quão bom poderia ser para mim, apenas afirmo que minha sorte sempre foi tê-la ao meu lado.
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O meu caminhar que segue, com passos lentos pela escuridão do mundo, que alcança seu olhar menos compenetrado, doce, sutil, como a relva matinal com cheiro de terra molhada, um frio meigo que invade nosso espírito e me faz, inconscientemente, querer estar cada vez mais próximo, momentos a mais perto de você.
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Já que não considero-me tão competente para poder estar ao seu lado, sentar e compartilhar todos os meus anseios, desejos, frustrações, rogo-lhe por uma parte de de seu sentimento que, embora no passado tenha me causado muita dor, hoje em dia vejo-a como um pequeno rancor. Encubro em mim aquilo que quero e desejo-lhe em dobro, inesperadamente você me aparece como quem ainda quer amar, amando-me, não sei como.

26.4.09

Carioca esperta e responsável, feliz aniversário!

Essa minha carioca (ir)responsável, sabida, esperta (com aquele sotaque que só você sabe fazer), amiga de um velho barreiro e que tem uma cadelinha Pink punk rockstar! Você mesma, que ta completando mais um ano de vida (triste, eu sei...), mas que provou ao mundo e está provando a você mesma que as melhores mudanças são também as que marcam nossas vidas (positiva ou negativamente falando).
Dona de um jeito prático, objetivo e carismático de ser, que consegue derrubar até mesmo aquelas barreiras de isolamento mais profundas que um ser humano possa ter. Bebe? Claro que sim, se tiver uma latinha pra mim, multiplica pelo fator da matriz quadrada do vigésimo gole de Antártica e vai saber ao certo quantas ela toma quando está feliz!
Carolzinha, agora falando sério, das poucas coisas que me lembro em meus aniversários, a maio parte dela foram as boas vibrações passadas por meus amigos, bem como os melhores momentos, ser jogado na piscina, surpresas das quais eu nunca me esqueço e até mesmo ser arremessado como bola de boliche (ta, essa última eu inventei pra você dar risada!).
Porém, não há nada mais gratificante que possa ser comparado a um simples presente ou recordação de aniversário do que o próprio reconhecimento, por parte daqueles que estão a sua volta, do quão bem você faz às pessoas que a cercam, do quanto elas gostam de você e sua importância incalculável na continuidade do desenvolvimento sustentável do meio ambiente!
Dentre todas estas qualidades e virtudes, a que mais se destaca em você é a de ser uma pessoa querida, confiável, amiga companheira para qualquer hora e principalmente o seu próprio jeito de ser, que nunca ninguém ou algo estrondoso (não me pergunte o que é isso) poderá tirar de você!
E é somente assim, com todo este seu potencial (importado lá da Tijuca), é que consigo dizer, com toda sinceridade, que você foi um dos meus maiores presentes em 2009. Termos alguém com quem possamos conversar, fazer visita de médico ou treinar novos sucos de anana com limão, como ainda assistir filme de gente se matando em reality show (eu sei que eu esqueci o B da banana, era só pra ver se você tava esperta – com aquele sotaque que só você sabe fazer), comer pizza, conversar sobre projeto de aula de inglês ou simplesmente olhar pra sua cara no meio da aula, querendo dar risada de alguma atrocidade dita anteriormente, e rirmos juntos! Significa muito tudo isso pra mim!
Sinta-se à vontade tanto para me procurar,conversar, desabafar, debochar, dar conselhos, elogiar (why not?), bem como tudo aquilo que a gente sabe que amigo pode! Porque amizade vai muito além de eu ter você no meu Orkut, ela transpõe barreiras (clichê, eu sei) e ultrapassa os oceanos com a força que somente a confiança e o amor, juntos, conseguem deflagrar (ual, tudo isso você encontra em www.google.com.br) .
Qualquer coisa, saiba que você tem minha ajuda pro que der e vier! Conte comigo para quase todas as horas (menos quando você for fazer o número 2, eca!). Você sabe que terá sempre alguém ao seu lado!

21.4.09

Imensidão nem sempre se reflete igual [não!]

Claro!
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O Brasil, traduzido aos olhos de estrangeiros, turistas vindos de outros países e até mesmo aqueles que veem para morar por aqui, resume-se literalmente a uma diferença imensurável entre suas classes sociais, padrões de vida e acessibilidade aos produtos oferecidos no mercado.
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Com base em sua co-relação entre aspectos históricos e determinantes da formação cultural-social-política brasileira, muitos destes estrangeiros, ao estudarem a história do País de acordo com o ponto de vista de autores brasileiros e se depararem com o montante de informações não relevantes e muitas vezes divergentes daquelas com as quais estão íntimos, concluem que não há outro modo mais justo de se salientar tal diferença entre padrões sociais se não a própria explicação com a qual acabaram de ser introduzidos.
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O problema está em afirmar, muitas vezes, que tal fator é único, exclusivo, ponderador. Este equívoco se justifica na incerteza e até desconhecimento de muitos outros fatores também relevantes, determinantes e causadores, direta ou indiretamente, de tal situação. Sua colocação histórica pode ter sido a base pela qual cominou sua senda durante tais anos, porém sua permanência em tais circusntâncias está mudada e, muitas vezes, ainda não conhecida e bem interpretada pelo mercado afora.
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O preconceito de hoje acontece muitas vezes ao contrário. É único visualizar nas ruas algo contraditório aos padrões pelos quais fomos educados, acostumados e alertados durante toda nossa vida. Talvez seja até mesmo um fato histórico curioso: o processo de globalização está conseguindo, aos poucos, globalizar até mesmo os marginalizados. Digo isto porque conheco a importância da mesma, como também sua relação direta e proporcional com exclusão social: não são todos, ou pelo menos não eram todos, que tinham acesso à tais mordomias, trazidas e introduzidas até nós por meios que nos são favoráveis.
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É atualidade vermos que tal processo de inclusão tecnológica por meio da globalização está acontecendo nos países suburbanos. Suas classes desfavorecidas e de pouca rentabilidade também estão inclusas no processo, interferindo e mudando aos poucos o conceito de que são exclusas de tudos e todos ao seu redor. Quiçá isto tudo ajude o País a seguir em frente, e não retroceder todo o caminho andado.
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Até mesmo aqueles mais ousados preferem as atualidades. De tempo em tempo, e muitas vezes com enorme agilidade, as inovações tecnológicas deixam de serem inovações apenas e passam a cumprir papel de objetos obsoletos para quem acompanha as modernidades. É o caso, por exemplo, do disc man, cujo atrativo principal era a mobilidade "musical" de se poder levá-lo onde quiser. Estas tecnologias móveis ganharam a confiança do consumidor, e seu gosto aumentou. Depois disso, veio a febre do mp3, cuja atratividade estava em agrupar músicas compactadas como arquivos para poder ouvi-las sem precisar trocar o cd.
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Considero o exemplo do mp3 um dos melhores. Hoje, as classes mais elitizadas dão preferência pelos mais caros, modernos, com o maior número de inovações e tudo mais, enquanto, para alguns menos favorecidos, o mp3 está na moda. E tudo isso não tem outra explicação senão uma forma preconceituosa de dividirmos aquilo que estamos habituados a conhecer: é engraçado ver alguém assim com um aparelho de mp3 na rua e os fones de ouvido encobertos pela camiseta. Todos sabem que o aparelho dele não é moderno, e muitas vezes ele pode estar escutando apenas uma rádio no celular, ou, nas últimas circunstâncias, seu velho e inseparável disc man.
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Existe sim o tal do preconceito ainda, porém para estudá-lo é preciso transpor aos padrões atuais, que vão muito além de meros fatores histórico-sociais mal intepretados por estrangeiros. Dizer simplesmente que o Brasil é imenso e que sua imensidão determina o tamanho da diferença monetária entre habitantes de uma mesma região ou não é quase redundante. Interessante mesmo é possibilitar ao estrangeiro o entendimento superior de que estes fatores mudaram, as pessoas em si estão inseridas, de uma forma ou outra, no mesmo mundo globalizado, mesmo que estejam apenas ouvindo músicas enquanto aguardam o ônibus no terminal.

12.4.09

Bad day, bad luck


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Estive pensando: desde o dia em que me mudei para cá, uma onda de desgraças vêm afetando constantemente meu cotidiano, de uma forma com a qual nunca convivi antes. Principalmente no que se refere à fenômenos da natureza e eletricidade.
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Choques, chuvas em passeios, chuva no caminho da faculdade, sapos e baratas aparecendo em casa, itens como computador, microondas, mp5, carregador de celular e rádio relógio quebrados devido à alguma assombração eletromagnética da cidade, além de minha fechadura de casa quebrar, eu levar um tombo de bicicleta porque o banco da mesma simplesmente partiu-se ao meio, entre outras demonstrações de que algo está errado.
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Acho muito hilário a maneira como tudo isso se comporta em relação ao meu próprio sentimento solitário de que existe uma conspiração por trás de tudo isso. Como não acreditar que algo está sendo tramado?
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Simplesmente, em controvérsia a tudo o que foi dito, tive um dia desses [sábado] que considerei o melhor desde que cheguei aqui. Alemães, suecas, ingleses, franceses e brasileiro (singular, só tava eu lá) interagindo todos juntos em partidas muito comediantes de vôlei e futebol. Não tinha como não rir, não tinha como não se divertir.
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É, se por um lado acho tudo isso muito estranho, de tal modo a crer que algo está acontecendo realmente, por outro considero-me sortudo por ter vivido um dos dias mais incríveis que já vivi até hoje. Tks for that!

29.3.09

TOURISTIC ATTRACTIONS IN BONITO AND REGION

SNORKELLING AND TRACK

NATURAL AQUARIUM: The tour is located in the Ecological Park Baía Bonita. After knowing the Visitors Center, it offered a nice pool to practice the use of mask and snorkel before going to the river, pub restaurant, souvenirs store, mini-museum with fotos and skeleton of the regional fishes, mammal, birds and reptiles. The tour guide accompanied visitors begins a walk of 40 min at the forest, followed by snorkelling in Baía Bonita River, during 50 minutes accompanied of fish and appreciates the subaquatic vegetation. Before the end, it is possible to play in the zip wire and on floating elastic bed. You will see more animals, in the “Animal Track” , with many observatories in the trail allows us to see and take photos the regional and nearly extint animals, catingueiro deers, anacondas, caiman, tapir, anteater and others. During the snorkeling, there is a boat to help you. The equipments for flotation, wet suits, sport sandals, life jacket, mask and snorkel are included in the price. Distance 7km. Duration: Half day.

Flutuação (meio período) Adult: R$ 79,00 (HS e LS)

Trilha dos Animais (meio período) Adult: R$ 58,00 (HS e LS)

Flutuação e Trilha dos Animais (período integral) Adult: R$ 125,00 (HS) R$ 99,00 (LS)

Extra: Lunch R$ 16,00 to R$ 40,00

PRATA RIVER: After knowing the reception, it offer bathrooms, dressing rooms, store and snack bar, the visitors receives the equipments for snorkelling and, accompanied of the Tour Guide begins the trail of 2 km for the forest, with explanations of the fauna and flora. The snorkelling begins in Olho D`água spring, where you can see several species of fishes and subaquatic vegetation. There is restaurant and the lunch is served before or after the tour. The equipments for snorkelling – wet suits, sport sandals, life jacket, mask and snorkel are included in the price. Distance 56 km. Duration: Full day.

Flutuação Adult: R$ 114,00 (HS) R$ 88,00 (LS)

Extras: Lunch R$ 18,00 Horse Ride R$ 25,00 (HS e LS)

SUCURI RIVER: Located in São Geraldo Farmer, there are natural swimming pool, restaurant and souvenirs store. After receiving the flotation equipments, accompanied of the tour guide, the visitor begins the walk of 30 minutes, knowing Rio Sucuri spring water and appreciating the fauna and flora, with stops in observatories in the forest. Than it begins the snorkeling in the crystal clear waters with fishes and exuberant subaquatic vegetation. In this underwater world, piraputangas, curimbas and dourados (Gold Fish), fascinate visitors. The farm also offers delicious typical lunch, and optional bike-tour and horseback riding. The flotation equipments are included in the price. Distance 20 Km. Duration: Half Day.

Flutuação (half day) Adult: R$ 107,00 (HS) R$ 82,00 (LS)

Day use Flutuação and lunch + Horse ride or Bike tour (all day) Adult: R$ 152,00 (HS) R$ 128,00 (LS)

Day use Flutuação and lunch + Quadriciclo (all day) Adult: R$ 203,00 (HS) R$ 178,00 (LS)

BONITO ADVENTURE: After knowing the reception, the visitor begins the walk of 40 minutes the forest of Formoso River. Beginning the snorkeling of 2 km in Formoso River, it is possible to see fishes and subaquatic vegetation and small waterfalls, with exploration of the natural cavities submerged. It is allowed to swim and free dive. The equipments and the lunch are included in the price. Distance 7 Km. Duration: Half day.

Flutuação Adult: R$ 39,50 (HS e LS)

Flutuação and lunch Adult: R$ 49,50 (HS e LS)

SUNDRIES

TUBING: adventure in individual buoys, descends the rapids of Formoso River. Nice tour through 1500m of river. Distance 7 km. Duration: Half Day.

Adult: R$ 40,00 (HS e LS)

BOAT TOUR (smooth rafting): Tour in rubber boats capacity until 12 people, in a course of 6 Km in the Formoso River. During the tour, the boats go by three waterfalls and two rapids and there is a stop for bath. There is a possibility to see local birds and fauna. For all ages. Included lifejacket in the price. Distance: 12 km. Duration: Half day.

Bote: R$ 50,00 (HS) R$ 40,00 (LS)

YBIRÁ PÊ – (Cannopy): The Ybirá-Pê, that in Tupi-Guarani language it means “Road of the trees”, it provides to the apprentice the opportunity to observe the wild life in the perspective of the birds, in the cup of the trees. It is possible to observe bromélias, orchids, lianas and also several animals as toucans, monkeys and birds. The Ybirá-Pê it allows the practice of the “arborismo” in several crossings for steel cables installed in native trees as: Aroeira, Balm, Peroba and Ipê. The crossings arrive in platforms installed in the trees, varying the height from 10 to 20m. Monitors experts accompany the visitor during the whole course. At the end, you have the option swimming in the Formoso River. Distance 8 km. Duration: half day.

Adult: R$ 98,00 (HS e LS)

SCUBA DIVE

DISCOVERY FORMOSO RIVER: This is a dive for not credenciate people. A dive instructor providing all informations about de 30 minutes dive, you apreciate fishes and subaquatic vegetation. Distance 7 Km.

Adult: R$ 150,00 (HS e LS)

DISCOVERY PRATA RIVER: Diving trough the Prata River, where the water it´s clear, seeing a lot of fishes and subaquatic vegetation.

Adult: R$ 180,00 (HS e LS)

RAPEL

BOCA DA ONÇA: walking in a small trail accompanied of the instructor, of the rapel 90m down. The visitor appreciates the over view from Salobra River and then, walking until the higgest waterfall of the state, the Boca da Onça, with 156m, for swimming. OBS: before the day of the rapel, it´s necessary a training in a special structure in the city. Distance: 58 km.

Rapel and lunch: R$ 275,00 (HS e LS)

Rapel and tracking + lunch: R$ 275,00 (HS e LS)

ABISMO ANHUMAS: The tour is in a cave, where it´s possible to enter only with rapel. 72 meters underground, and then you enjoy the snorkelling, during 25 minutes, during the tour its possible to see submerged cones, with 16 meters height. In the dry part, they are very beatiful rocky formations. Distance 23 Km. Duration: half day.

Rapel and Flutuação: R$ 360,00 (HS e LS)

Rapel and Dive: R$ 530,00 (HS e LS)

CAVES


BLUE LAKE CAVE: After a walk of 300m in the forest and descent of 250m inside of the cave, it´s possible to see the blue lake. Obs: Obligatory the tennis shoes. Forbidden the entrance of chd less than 5 years old. Distance 20 Km. Duration: half day.

Adult: R$ 25,00 (HS e LS)

SÃO MIGUEL CAVE: walk of 300m for the forest, and after, one hour of walk inside the cave, appreciating your beautiful calcareous formations, estalagtites, stalagmites and other shapes, the reception offers snack bar and bathrooms. Distance 18 km. Duration: half day.

Adult: R$ 25,00 (HS e LS)

WATERFALLS

BOCA DA ONÇA: Walk of 4 km, accompanied of the tour guide, to observe the threes and birds. In the tour it`s possible to observe 11 waterfalls, with stops in 3 for swimming. In the tour it`s possible to see the highest waterfall in Mato Grosso do Sul State, with 156m height. Then, the visitor returns to the receptive for the lunch. The place offers swimming pools. Distance 58 KM Trilha e Cachoeiras.

Adult: R$ 110,00 (HS e LS)

RIO DO PEIXE: A walk on the “Água Viva Farm”, to observe the forest, and stops in 5 waterfalls in Rio do Peixe, for swimming in the morning. Then, break-time for lunch and rest, and then, walk with stops in more 2 waterfalls. Distance 35 km. Trilha e Cachoeiras c/ almoço:

Adult: R$75,00 (HS) R$ 67,00 (LS)

CEITA CORÊ FARM: in the headfarmer, there is a beautiful lake, with crystalline water, you can enjoy a boat tour and horseback riding (short tour). The activity is composed with a walk in a forest, stoping in 5 waterfalls for bath. In the return, lunch in the house farmer. Distance 36 Km. Duration: full day. Trilha e Cachoeiras c/ almoço:

Adult: R$ 88,00 (HS) R$ 68,00 (LS)

ESTÂNCIA MIMOSA: The reception it´s in a ranch house was kept in its original style, going only through some improvements to allow visitation by groups of tourists. The place has bathrooms and dressing rooms. The tour guide accompanies the visitor in an itinerary of 2.500m of very green. In the return, stop for swimming in several waterfalls and lunch served in the house farm. Distance: 23 km. Duration: half day. Trilha e Cachoeiras:

Adult: R$ 56,00 (HS) R$ 45,00 (LS)

Extra: Lunch: R$ 18,00 Horse Ride: R$ 25,00 (HS e LS)

PARQUE DAS CACHOEIRAS: The tour begin with a walk in the forest, to observe vegetation, birds and other animals. Stops in 6 waterfalls, to swimming, then lunch. Distance 18 km. Duration: half day. Trilha e Cachoeiras:

Adult: R$ 52,00 (HS)R$ 42,00 (LS)

JUST SWIMMING

BALNEÁRIO DO SOL: Located in the shore of Formoso River, where you can swim among Piraputangas, Gold Fish (Dourados), Curimbas, to take bath in small waterfalls and to play in the zip wire. The place offer volleyball and soccer field, snack bar and restaurant. Birds and monkeys can be seen and photographed. Distance 12km.

Adult: R$ 20,00 (HS e LS)

PUBLIC RIVER - FORMOSO: the Formoso River, to permit the vision of fishes with diferent colors and sizes. Parking lot, toilet, dress room, soccer and volleyball field and snack bar are available. Distance: 07 Km.

Adult: R$ 15,00 (HS) R$ 10,00 (LS)

PRAIA DA FIGUEIRA: A small beach, with good place for bath, and different depht. The place to offer toilet, dressing rooms, snack bar, restaurant and hammocks for your rest.

Adult: R$ 20,00 (HS e LS)

MACAW´S HOLE (birdwatching): Walk around the crater with 120 meters of depth and 500 meters of diameter, that it makes possible a panoramic vision of the interior, where the macaw and other birds always come back to the nest at the end of the day. * Due to proximity, you can enjoy the same day with along the Prata River.

Adult: R$ 25,00 (HS) R$ 20,00 (LS)

IMPORTANT INFORMATIONS

01 – HIGH SEASON WILL BE NECESSARY BOOKING WITH ANTECEDENCE, BECAUSE THE TOURS HAS VISITE CONTROL NUMBER.

02 – THE PRICES CAN GET UP, THATS WHY IT´S NECESSARY TO CHECK BEFORE.

03 – THE PRICES DON´T INCLUDE TRANSPORT FOR THE TOURS.

04 – LS = LOW SEASON ANS HS = HIGH SEASON

05 - HIGH SEASON 2008 = 01 a 31/01 - 20 a 24/02 - 18 a 21/04 - 11 a 26/07 - 05 a 07/07 – 10 a 17/10 - 31 a 02/11 – 19 a 31/12

25.2.09

As cores do dia que vem

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Ah, eu nem ligo mais quando me chamam pra fazer algo do qual eu nunca gostei.
Para mim, pouco importa se o lago é azul e o rio é verde,
se faz calor ou chove, se venta demais ou está seco,
simplesmente não me importo mais.
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O que aprendi recentemente é que não me importam mais quantos raios cairão num mesmo lugar a curto ou longo prazo. Do que realmente depende nossa sobrevivência é aquilo que costumamos chamar de tempo.
*
O tempo é o fator determinante e fundamental para que possamos realizar tudo aquilo que temos em mente. Ele comina nossas decisões e afeta, direta ou indiretamente, todas as nossas futuras decisões. Não é à toa que sempre estamos correndo em função dele.
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Por mais, como sei que seria em vão reclamar sobre isso, propus-me o desafio de pensar sobre o amanhã sem imaginar o tempo. O que me vem? Cores. As cores do dia de amanhã, sempre tons pastéis, do tipo laranja claro, branco e preto.
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Viver por cores é, senão, um grande desafio. Saber determinar tudo o que se faz não utilizando nosso amigo tempo seria absolutamente impossível, porém, nada pouco desafiador para que possamos viver em mais emoção.

Amanhecer com chuva

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Em um dia chuvoso, quando eu posso sentir seu coração batendo mais alto, quando eu finalmente posso observar sua beleza numa manhã. Posso também sentir meu próprio coração flutuando lentamente pela imensidão que é o paraíso da cor de seus límpidos olhos cristalinos.
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Instantaneamente, seu sorriso parece mudar, sua fala parece estar mais suave, como se fosse uma tormente de tranquilidade aterrisando em meu esconderijo. Eu nem esconder me escondo mais, pois pareço estar perdido numa selva de ilusões da qual você é a única pessoa que parece sempre me tirar.
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Então eu me perco envolvido entre suas próprias mentiras, das quais você parece nunca se livrar. Sinto-me entrelaçado no desejo de ter você de volta, mas a vontade de ficar com você para a eternidade dura muito mais que um simples sonho, despertado pelo barulho da chuva.
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Então eu acordo, lavo meu rosto e digo: ah, como é bom ainda estar solteiro. Sonho besta não?

13.2.09

February, february

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Nunca gostei de carnaval. Acho que sou obrigado a repetir esta frase uma vez por ano, sempre na mesma época. Engraçado é que, desta vez, vou ter de aprender a gostar.
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Não existe assunto que não se liguem os pontos conectivos de uma determinada frase. Falo de amor, você detesta. Ótimo, ache uma maneira melhor de mostrar-se interessado se falarmos, por exemplo, de algo que o liga a este sentimento: a cor vermelha.
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Durante séculos imortalizada como a cor mais passional, de sangues derramados, vinganças traçadas e olhos corrompidos pelas lágrimas, a cor vermelha nos lembra perfeitamente como agirmos perante nosso ego.
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Vermelho me lembra agito, que retorna ao assunto do carnaval. Vai ver é por esta razão que ficamos deste modo nessa época do ano.

30.1.09

Alheio

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Pardon, mas permitam-me escrever aqui novamente reflexos da vida contemporânea baseados em pensamentos sobre amizades. Uma vez me disseram algo como "sua vida vai ser recheada de pessoas rodeando para cima e para baixo, porém, você é o único responsável por considerá-las".
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Absurdo, mas estive pensando esses dias sobre como a gente se apega e desapega tão fácil a pessoas. Diferentemente de um cãozinho, vamos supor, cujo futuro dono já o vê como melhor amigo em seus sonhos, antes mesmo dele ir até à loja para comprá-lo.
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A raça humana é incrivelmente burra. Hora e outra, somos responsáveis por tudo aquilo que construimos e, em questão de segundos, destruimos nosso respaldo sentimental apenas abandonando aqueles que nos gostam. Ah, vida injusta, refúgio de não-solicitados, pendentes não almados, cujo destino é sofrer. Queria eu estar ali, presente, sentimentalmente, podendo ajudar.
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Essa tal de alehiosidade da vida. Faz-me rir, faz-me chorar. Às vezes penso no montante significativo de amizades construídas que poderiam ser para vida inteira... É, mas nesse sentido, é difícil para eu manter uma posição. Considero-me culpado pela maneira que meu comportamento me conduz perante aquilo que acho satisfatório. Se não quero, não vou atrás.
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E é justamente essa coisa de ir atrás de sentimentos alheios, alheios... que até nos faz parecer mesmo como cães. Mundo canino!
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28.1.09

Amplie, adiante! Avante.

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Such a mess. Eu já não observo tão severamente, como eu fazia, o comportamento humano de uma maneira preconceituosa. Acho que, de uns tempos para cá, aprendi muito com essa nov vida. Trata-se de algo que eles chamam ainda de transtorno cultural, adaptação. Mas eu prefiro denominar como tratamento singularizado.
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Agora, por exemplo, há um senhor afora caminhando desde as 5 da manhã. Comportamento natural, estran ho para mim. Mas que, conforme tenho dito vulgarmente, admitindo uma certa compaixão ao dizer que o estranho e diferente me compõe.
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Em especial, por exemplo, essa foto me traz muitas lembranças boas. E, absolutamente convicto disto, espero observá-la daqui alguns anos e poder dizer novamente que sim, ainda me traz as mesmas boas. Ou ainda, contemplá-la e poder dizer o quanto foi diferente tudo o que vivi de uns tempos para cá.
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Gente da França? Aqueles que eu achava fechados, nojentos, cheios de perfume? Ou a França revolucionista, com ataques e movimentos contra a opressao do governo? Uma França cheia de mistérios, todavia que, agora, mais do que nunca, se encontra ao meu ver de uma forma muito engraçada. A França do Rémi, da Virgine e do Jonathan, por exemplo, que ajudaram-me a enxergar com outros olhos esta visão de que a França era realmente muito, mas muito chata.
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E agora eu vou avante. Adiante, para mim, é apenas um caminho aberto. Às vezes preciso realmente uma, duas ou, como neste caso, três almas bondosas francesas para abrirem-lhe os olhos. Acho fantástico o modo como Rémi encara o mundo, partindo de uma visão equilibrista e da busca pela energia das pessoas. Não, infelizmente é algo característico dele e que eu jamais pensaria em aderir ao meu estilo algum dia. Porém, abriu-me visões segundas que eu jamais poderia imaginar.
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Ao mesmo tempo que 2009 segue sendo um ano de muitas transformações radicais, tamém é aquele ano em que pareço estar realizando parte de meus sonhos. Amplitude, isto, talvez até mais.

23.1.09

Passos de formiga, morfiga, ah, morciforíga

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Não que eu ache estúpido comentar aqui casos cotidianos. Abro resalvas quando vejo a necessidade extrema de comentá-los, principalmente nesta época do ano.
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HIDE. Já pensou numa série televisiva onde órgãos competentes do governo federal se entitulam de encobridores da verdade e correm atrás dos poucos inocentes que ainda circulam pelo país adentro escondidos? Eles estão em HIDE. É claro, não exoste, mas é a idéia de uma americana com quem conversei recentemente. Ela escreve em seu pequeno caderno de anotações reflexões sobre como viver e sobreviver de uma forma, desnecessária até, mas escondida. Ainda de acordo com ela, é importante observar que toda vez que o tal dos órgãos acham-na, ela muda de cidade. Estranho, louco, síndrome de artista?
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De qualquer forma, lembrei-me que recentemente assisti a um episódio muito curioso, no qual um bicho grande e estranho, tipo um louva-a-deus caminhava tranquilamente pela calçada quando foi atravessar a rua. Turistas ecologicamente responsáveis detiveram as passagens de carros instantaneamente, pois o bicho virou alvo de dúzias de fotos e recordações. Ao final da faixa, o tráfego foi novamente liberado.
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Consiste-se numa atitude muito maneira, mas extremamente cansativa. Às vezes nem sequer tenho tempo mais de fazer o que eu costumava fazer antigamente. De qualquer modo, acho importante compreender o sentido de minha vida na atualidade. Em constantes recordações do passado, coloco-me num patamar superior ao em que vivia em 2008, no qual o atual, sofrido, consciente e elevado, conduz-me rumo a um grau ainda mais cansativo da vivência: o da relação superior.
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Jesus. 2009 tem sido longo até agora, mas eu não reclamarei tão cedo. Num ano em que comemorei meu aniversário dando comida para um mendigo que eu acreditava ser Deus, acho que já estou de alma lavada por um bom tempo. Mas que fique bem claro: só fiz isso por amor e compaixão ao próximo. E tenho dito que isso é verdade(.)