29.4.07

[ Maio ] Spoiler sobre o que vem por aí no mês que vem!

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Fico lisonjeado em apresentar o pré-conteúdo do mês seguinte - maio.

Como estamos entrando no friozinho, os textos terão enfoque bastante dinâmico e relevante nessa área.

Além disso, os famosos spoilers sobre a nova unidade do Kabuki Snooker Bar e suas respectivas fotos também continuarão saindo. Quer ficar por dentro e saber onde vai ser? Acompanhe aqui!

No Matéria Prima, eu e Victor Hugo iremos continuar publicando aqui nossos textos produzidos para este jornal online. Da parte do Victor, acredito eu que serão publicados sua crítica de mídia e sua crônica. Vocês podem esperar de mim um texto de moda (falando sobre artigos como sapatos, bolsas e cintos feitos de couro de peixe!) e um texto do Cidadão Maringá - aquele anônimo que irá ganhar seus minutos de fama!

Com as Crônicas Absurdas, voltadas também para o tema "frio", irei publicar situações inusitadas e pouco esperadas em nosso dia-a-dia mas que, de uma forma ou de outra, acabam compondo o cenário ideal para satirizar nossa forma mascarada de viver.

Na sessão de opinião, aqueles textos onde reflito minha forma de pensamento materializada em vivências ao meu redor, continuarei publicando textos para procurar a verdade - sempre. Pensando a respeito das relações humanas e de como o homem interage injustamente com o local onde vive, irei publicar aqui opiniões muito contrastantes com as do censo comum.

Inaugurarei aqui também a sessão gastronomia, onde publicarei as receitas que fiz e que, conforme meu amigo Renan me disse ainda há pouco, compõem uma verdadeira terapia que te faz se sentir muito bem.
A coluna entrevistando também entra no ar neste mês de maio. Preparem-se para as perguntas mais descontraídas e fora, quase totalmente, do senso jornalístico que vocês conhecem!
Querem matérias sobre pessoas? Irei fazer mais, para revelar que mita gente que batalha por aí merece ainda muita recompensa!

Ou então saber mais sobre a vida de Willian Yudi? Acompanhe aqui também e divirta-se com cada cena que, realmente, "só eu pra te contar!"

É, mês de maio tá frio sim, mas os textos vão compor o cenário ideal para se esquentar e dar boas risadas! Tomara!

28.4.07

Homens- Bomba: o que leva uma pessoa a se explodir?

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Logo logo estarei divulgando este texto. Aguardem!

27.4.07

Exemplo de perseverança vem da Argentina



Além de voltar à sua terra natal, Tomás Quintili conseguiu superar a barreira da distância e da saudade do Brasil

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Chegando em Maringá em 1996, Tomás Quintili acreditava que estava na cidade contra sua vontade. Vindo diretamente de Buenos Aires, permaneceu no Brasil até 2007 e hoje encontra-se em seu país natal novamente.
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Quintili diz acreditar que sua volta à Argetina é a chance para tentar seguir sua vida por lá. "Como alguns sabem, eu estava cursando comércio exterior no Cesumar. É uma área incrível, sou apaixonado por esta área e é meu sonho fazer carreira nisto. Infelizmente, Maringá é uma cidade que, a meu ver, não me reserva um bom futuro na área profissional hoje. Por causa disto, decidi voltar para Buenos Aires e tentar ter sucesso por lá", argumenta.
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Para aqueles que conseguiram conhecê-lo, dizem que sua fata será sentida em peso. Porém, Quintili consegue criar uma esfera de mistério ao dizer frases como "o meu até mais ou meu até em breve..." ou ainda "espero que nos reencontremos em um futuro próximo".
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Para ele, as amizades construídas aqui no Brasil são uma das formas de maior influência por lá. O agentino considera ter feito amigos para a vida inteira, além de admitir que tem um carinho muito grande pelo Brasil e por Maringá. "Aqui estão as pessoas mais especiais da minha vida, seria impossível não gostar até porque é uma cidade maravilhosa e um país que não existe igual", disse.
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Quintili ainda comenta que a vida é feita de sacrifícios, e que sua escolha representa muito bem isso. "Não é fácil esta minha mudança", disse. Mudar não é fácil, visto que você sai de um mundo para entrar em outro.
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[Matéria Prima] Música digital derruba vendas de CDs

O MP3 e o fácil acesso a downloads por meio de serviços na internet provocam declínio no mercado fonográfico


Foram baixados 420 milhões de faixas singles em 2005 em todo o mundo. A quantidade de usuários de serviços de assinaturas aumentou de 1,5 milhão para 2,8 milhões no ano passado e os catálogos de músicas on-line duplicaram para mais de 2 milhões de faixas nos principais serviços. Dados como esses, divulgados pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) mostram a crescente busca pelos consumidores de músicas a uma nova forma de comércio, a música digital.
A digitalização da música vem varrendo o planeta numa velocidade alarmante, porém, não acreditava-se em sua propagação imediata no Brasil. Mero engano. Ainda de acordo com a ABPD, no último semestre de 2006 foram trocados entre os internautas 1,1 bilhão de músicas pela rede, resultando no desespero das gravadoras diante da queda na vendas de CDs, que do ano passado a março deste ano venderam menos de 40 milhões no País.
Um dos causadores desse grande “problema”, tem seu nome composto de apenas duas letras e um número, o MP3. Esse pequeno aparelho traz comodidade e economia. Armazena diversas faixas com apenas o trabalho de organizá-las no computador, não obriga ao usuário comprar o CD de determinado artista, além de ser prático para o transporte. Segundo a Editora Abril, o preço do aparelho é 42% inferior à compra de 3,2 CDs por mês num período de três mêses.
A queda na qualidade das produções é outro fator para o declínio no mercado fonográfico. Atualmente é raro encontrar um CD em que todas as músicas tenham qualidade e agradem ao ouvinte. Dessa forma, a compra do produto completo para se apreciar apenas uma ou duas faixas, não se faz necessária. É possível baixar o que se deseja pela internet.
De acordo com o artigo 184 do Código Penal, quando não existe o intuito de obter lucro, a cópia ou downloads de músicas não são considerados violação dos direitos autorais. Portanto, para ambos os lados, o conservador e o revolucionário, não sofrerem num futuro próximo, é preciso trabalhar unidos. Gravadoras e serviços on-line fornecendo ao cliente o que ele busca. Caso contrário, para aquele que não se atualizar, como cantaria certo ministro da Cultura, aquele abraço.

Você ainda lembra dos enigmas?

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Lembra da matéria Eu ainda tenho algumas dúvidas?
Pois é! Todas as perguntas podem ser respondidoa pelo site http://guiadoscuriosos.ig.com.br/, que sempre está publicando informações bem interessantes para todo mundo que, de uma forma ou de outra, é adepto da curiosidade!

Resolvi não reproduzir as respostas aqui pra ganhar tempo! Mas se você quer saber se existe comida azul, aí vai:

Na natureza, pelo menos, não. A Royal já lançou uma linha de gelatinas na cor azul. Mas entre seus ingredientes havia frutas de coloração tendendo para o roxo, como certos tipos de uva e de amora. Além do inexistente predomínio dessa pigmentação entre frutas e legumes comestíveis, também na culinária o azul é excentricidade. No norte de São Paulo, é comum encontrar o "Azul Marinho" - trata-se de um peixe ensopado com banana verde, que de fato fica azulado por causa da ação do tanino da fruta. Como o azul é uma cor ausente nos cardápios tradicionais, não tem o chamado apetite appeal - ou seja, não desperta o apetite das pessoas. Trecho retirado do site http://guiadoscuriosos.ig.com.br/.

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Na busca por felicidade ou prazer, é bom saber diferenciar os dois!

(foto de minha autoria mesmo)
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Sempre que paro para pensar em o que realmente torna as pessoas felizes, fico me atendo à duas palavras essenciais: felicidade e prazer. Embora o termo felicidade seja muito relativo, pode acabar se misturando com prazer – conceitos que devem ser definitivamente destituídos um do outro.

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O que afirmo é “se a pessoa possui um prazer em fazer algo determinado, ela também acaba obtendo a felicidade”. Porém, ao meu ver, o que diferencia os dois é aquilo que costumamos chamar de continuidade.

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Felicidade é algo contínuo, que não se adquire do dia pra noite. É um conceito que você só deve utilizar quando estiver muito mais contente internamente (o melhor termo que achei foi esse) do que quando um fator ou outro o emborrecer mas, mesmo assim, você continuar “feliz”.

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Falo de felicidade como um conjunto, algo que se constitui com o tempo e que só podemos afirmá-lo a partir do momento em que nossa consciência assim sentir-se: feliz. Ou seja, trata-se de um processo de continuidade.

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Diferentemente de prazer. Algo que é produzido instantaneamente, que nos garante respostas imediatas e que faz nós nos sentirmos bem – é o que eu chamo de processo de pequena duração.

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Agora, é óbvio que não dá para conceituar um e esquecer o outro. Materializando um pouco os conceitos de cada um, sou capaz de argumentar que a felicidade se encontra no dia-a-dia, nas pessoas contando seus casos umas às outras enquanto caminham no parque, do menino passeando com seu cachorro ou de uma simples volta para tomar um sorvete. Ela se fundamenta em nosso cotidiano, é algo que permanece e que se faz presente.

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Já o prazer, ainda trabalhando-se em questões materiais, constitui-se no individual, no singular. Eu sou capaz de sentir prazer, mas o prazer que sinto é meu. É claro que muitos podem afirmar haver um prazer coletivo, porém, quando isso acontece, ainda assim há a predominância da individualidade. Ou você vai me dizer que aquilo que sentiu quando viu Fani Pacheco no Paparazzo foi o mesmo para todo mundo?
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Não quero ser modesto ao afirmar que nossa noção de coletividade já foi por água abaixo. Não existe mais isso hoje em dia. E digo com total conformidade. Mas o que mais me irrita é o fato de que vários egoístas ainda insistem em afirmar que juntos somos melhores.

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Mentira! Juntos somos um verdadeiro inferno. Imagine colocar 14 pessoas numa casa ... Hum, se bem que já fizeram isso. Mas então imagine conviver com pessoas que você não gosta? Trata-se de coletividade? Não, é algo extremamente individual. Portanto, meu conceito de prazer aqui se aplica quase que exclusivamente aos indivíduos.

[ Matéria Prima ] Os mortos já não descansam mais em paz




Vivo numa sociedade que todos dizem ser moderna e contemporânea, porém, considero-a primitiva demais



“Uma disputa entre facções criminosas pelo controle de pontos-de-venda de drogas espalhou pânico na zona norte do Rio de Janeiro, com pelo menos 13 criminosos mortos, 11 presos e três pessoas atingidas por balas perdidas - uma delas dentro de um ônibus. Tiroteios se espalharam por várias ruas do Catumbi e ocorreram, inclusive, em um cemitério, aterrorizaram dezenas de pessoas que velavam seus parentes.” Folha de S. Paulo – 18/04/2007

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Às vezes eu acho bom não enxergar o mundo. Deve ser horrível acordar todos os dias e verificar cenas de homicídios e atos terroristas nos jornais. Vivo numa sociedade que dizem ser contemporânea e moderna, porém, considero-a primitiva demais.

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Estou a caminho do velório de meu amigo, que morreu ontem, vítima de uma bala perdida, enquanto voltava ao trabalho. Eu só consigo ouvir os gritos da população, que se reprime em meio a tudo isso. Minha cidade está de luto, completamente perdida em suas ações. Vou caminhando em passos lentos, o mundo hoje está escuro demais.

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À minha frente sinto que quase ninguém mais anda por aí, sozinho e desprotegido. As crianças já não dão seu colorido às ruas da cidade – medo de seqüestro, proteção dos pais. Sinto cheiro de pólvora no ar, o que me faz crer que uma quadrilha está em plena fuga dos policiais após ter assaltado o banco ali da esquina. Vou andando, não há nada que eu possa fazer.

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Penso em como me tornei tão invulnerável em relação a esse caos, estou indefeso e sem mecanismos para reagir. Já não enxergo mais nada. Vou seguindo minha direção, ao passo que um casal discute aos berros na calçada e um canto insuportável de buzinas me faz sentir que o trânsito é o verdadeiro inferno da modernidade.

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E, quando finalmente chego ao velório, todos estão aterrorizados, pedindo a Deus por proteção. Até lá os tiroteios haviam chegado. Nem os mortos descansam mais em paz – não conseguem ter a dignidade de serem enterrados de forma justa, diferentemente daquela em que viviam nesse mundo tomado pelo caos. Minha sociedade está em óbito, perdeu seus valores sociais.

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É em meio a tudo isso é que eu me considero estar a salvo, livre de presenciar tamanhas opressões e atrocidades. Nasci cego, não tenho visão para enxergar todas essas cenas bárbaras que ocorrem em minha sociedade. Mas eu sinto, sinto que ela está morta e sem coragem de enfrentar tamanha violência. E é por isso que eu digo que o mundo de hoje está de luto, vestindo o preto que se contenta em calar a humanidade.

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26.4.07

Conheça a coleção de textos inacabados do autor

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É, fui fuçando aqui em minhas pastas de textos e vi que vários deles eu comecei mas não cheguei a terminar - e nem sequer lembro o motivo disso!
Aí vão todos os exemplares:
  1. Pra não falar que eu esqueci de você
    Pra não falar que eu esqueci de você
    Vamos inovar! O mundo está tão triste, você fica aí, sentado?
    Vamos dialogar! As pessoas estão tão solitárias, você fica aí, parado?
    O que podemos mudar? Quase tudo está errado!
  2. Sonhos e premonições sobre amizade
    Hoje resolvi falar sobre sonhos e premonições que, maciçamente, fazem parte do nosso cotidiano. Angústias e desesperos que nunca acontecem exatamente conforme estávamos prevendo.
  3. Utilidades, praticidades
    Há quem diga que o preço da gasolina aumentou. Há quem prove que a inflação está despencando. O mercado se mobiliza e evolui a cada dia. Temos a impressão de que o planeta caminha rumo ao suicídio. Estamos nos matando, matar virou uma arte. Atirar e manter a mira, deveres que todo quase cidadão, fiel aos seus compromissos ideológicos, deve saber decorados.
  4. 10 regras de COMO SE DAR BEM COM Willian Yudi
    Nunca tente marcar um compromisso com o Yudi pela internet. De cada 10 pessoas que fazem isso antecipadamente, 9 tomam um balão. É provável que você saia perdendo, visto que ele, na maioria das vezes, acaba esquecendo que marcou algo para fazer com outra pessoa. Marque um dia antes ou então procure, na medida do possível, encontrá-lo ao vivo para combinar melhor.
  5. Paraíso e boca-livre [ Crônicas Absurdas ]
    Dizem que boca-livre é a melhor coisa que existe. Não há como resistir: doces, petits, quitutes, broinhas e croassants, todos parecem chamar e pedirem para que sejam degustados. E claro, de graça.
    Daniel um dia estava de volta à sua casa quando viu que seu vizinho chato da frente estava dando o maior festão dos arromba e Oxalá que ninguém se afogue em tanta cerveja. Ele viu também que, na frente da casa, estava ali de prontidão um segurança, exatamente contratado para evitar que penetras invadissem o local. Com sua bela mente criativa, resolveu invadir a festa. Mas como todo bom plano sempre tem uma falha, apenas esqueceu-se de lembrar: o vizinho chato era pai de seu melhor amigo, e justamente este tal melhor amigo é que aniversariava no dia. Daniel apareceu sem presente, maltrapilho e fedido.
    Passaram-se minutos, segundos, milésimos, até que a festa voltou ao normal e ninguém mais ligou para a presença de Daniel ali.
  6. Luciane Iori
    Hoje, quinta-feira, 24 de novembro de 2005, eu deveria estar estudando mas não consigo mais. Aliás, ninguém consegue mais. Chega um tempo em que não queremos mais saber das coisas, estamos todos estressados e sem ânimo para mais nada, parece que tudo perde o sentido, que as pessoas estão nos deixando, enfim, as velhas crises de alunos de terceiro ano. TODOS estão passando por isso, e é extremamente insignificante eu dizer que já camelei muito nessa vida, porque nem idade suficiente eu tenho para organizar meus pensamentos ainda... Parece que neste ano muito de sua vida é deixado de lado, como se não fosse importante, e o que realmente prevalece é o desafio do vestibular. Êta bicho chato sô!
  7. WILLIAN YUDI ASSISTE A “O SOL DE CADA MANHÔ E NÃO GOSTA
    Foi por uma indicação de uma amiga que Willian Yudi resolveu assistir ao filme “O SOL DE CADA MANHÔ e acabou não gostando.
  8. É PERFUME OU ALVEJANTE?
    Um caso curioso aconteceu com Willian Yudi durante uma certa semana atrás. Ele foi indagado por sua vizinha sobre algo muito curioso. Após se arrumar para ir à faculdade, Yudi passou perfume. Sua vizinha chegou em sua casa e lhe perguntou, sem a menor intenção de ofendê-lo:
    - Nossa, que cheiro bom! É produto de limpeza?
  9. [ sem título ]
    Hoje é dia 17 de novembro de 2005, e eu deveria estar estudando matemática, mas infelizmente não agüento mais escrever, minha mão estava começando a ter convulsões e se debatendo sobre a folha, era algo muito esquisito mas que, enfim, mostrou-me que não vale a pena ficar escrevendo feito um doido nas vésperas de prova, até porque eu sei tudo então não preciso nem estudar!!!
  10. [ sem título ]
    Maringá, ainda infelizmente... Dia 28 de julho de 2005... quem me dera dizer Floripa, dia 28 de... Mas vamos lá!
  11. [ sem título ]
    É a velha frase dos “eles odeiam me amar e eu amo odiá-los”. Odeie, ame. Pratique esportes, faça exercícios, limpe seu banheiro, não perca brincos na privada, alugue filmes, peide, arrote, limpe bem a bunda, passe perfume antes da aula, nade, use protetor solar, leia jornal.
  12. [ sem título ]
    Sábado eu nem me lembro...ah lembrei, eu fui à noite numa chácara com meus pais festar. Tinha muita mas muita gente, era tipo festa de gala mas acabaram misturando com festa no APÊ mesmo. Sabe, tinha desde videokê até sala vip pra baile funk. Confesso que nesse dia quase tive um acesso inesgotável de risadas. Eu entrava naquela sala e via aquele povo riquinho dançando FUNK (?!!), sabe, todos desengonçados, umas velhas que nunca dançaram na vida empinando a bunda, como se fosse algo extremamente belo. Era o capeta em pessoa, cruzes!

Amplie ainda mais seu vocabulário!

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Caraca! Depois de ouvir o Rei do Elogio no youtube, resolvi compor aqui uma lista vocabuamentar de elogiaciação para mostrar também que eu mereço respeito tecnológico!

Aí vai:
  • Almoço esplêndido? Batatafríticamente demais!
  • Lanche da tarde com pôr-do-sol? Solseindoamente falando: inesquecível!
  • Música que não lhe sai da cabeça? Tocafíticamente recordiosa!
  • Lembranças da praia e saudades de lá? Sundowístic! (um ar inglês hehe)
  • E, pra finalizar, com a contribuição do Murilo Batisti: Tá com sono? Travesseiramente falando, tá na hora de ir dormir.

* Atuaizando só por atualizar, meu time de textos volta em breve!

19.4.07

As cores que compõem o mundo

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Às vezes fico imaginando como seria sair pintando tudo o que está por aí. Pintar os postes, deixar a árvore branca e a rua azul.
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Porém, a única cor que me vem à cabeça é o vermelho. O vermelho representa paixão, amor, sensualidade. É também a cor do natal, designando força e energia. Vermelho socialista, vermelho do morango.
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E por que raios essa cor não me sai da cabeça? Simples: porque vermelho é a cor do sangue. Claro que, de uma forma ou de outra, tudo acaba nele. Quando os socialistas são mortos, o chão fica colorido de vermelho. Quando o morango é espremido, um suco de cor avermelhada é produzido. Quando acaba o natal, o vermelho sai de moda. Enfim: uma das cores que mais está presente em nosso cotidiano.
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E está presente também de uma forma má, cruel e extremamente desumana. Por quantas vezes vemos, nas notícias diárias que passam por aí, as tamanhas atrocidades que ocorrem com nossos semelhantes? Você ainda consegue se lembrar de quantos corpos foram encontrados desde o último atentado? Vermelho, vermelho...
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Ainda penso que a melhor saída é colorir. Nada se resolve por violência, exceto a procriação dela mesma. Tudo o que se tem são cores: amarelo para dar alegria ao dia, azul para dizer que está na hora, branco para acalmar os olhos. E pensar que branco é a cor da paz – claro, pois é a cor mais fácil de ser manchada! Qualquer pingo de vermelho e pronto, tudo vira notícia. Nem parece que aquele espírito de ano novo permanece conosco durante todos os dias. E é inaceitável que esta condição ao qual estamos submetidos continue da forma como está.
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Pense você, sentado num barzinho, quando de repente um carro em alta velocidade passa arrastando o corpo de um menino! Colorindo as ruas da cidade? Ou simplesmente matando a nossa noção de coletividade? A cor do coletivo é preto, pois preto representa o luto. E é exatamente assim que todos nós deveríamos estar vestidos, pois nada mais há de se esperar nesse mundo cheio de anormalidades.
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Às vezes fico pensando como seria se nada mais tivesse cor, se tudo fosse sólido. Talvez assim todo mundo enxergasse igual, talvez assim omitiríamos boa parte das diferenças.
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16.4.07

Empresária do ano faz sucesso em Maringá



Além de abrir vários empreendimentos na região, Giuliana Brenda é uma menina dedicada e de respeito

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Fala sério: você já abriu sonhou em ter seu próprio negócio? A resposta para Giuliana Brenda Pinel, 66, é sim. Já passaram por suas mãos vários estabelecimentos, como fábrica de bombons, empresa de materiais para construção, padarias, mercados Carrefour, clubes e até escolinhas de futebol para crianças.
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Em entrevista exclusiva, a mega-empreendedora deu conselhos para quem sonha em seguir carreira abrindo sua própria empresa. “Eu nunca sei o que eu vou abrir. Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa”, disse.
Pinel revelou que a imprensa sempre vem batendo forte em sua vida, adiantando quase sempre o que ela está para abrir. “É só esperar a próxima mensagem errada e logo todos ficarão sabendo”.
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Sobre os motivos que levaram seus comércios anteriores a fecharem, Pinel esclarece tudo na maior tranqüilidade. “Minha padaria fechou porque todo mundo reclamava que a cocada só saía às 11 horas. Já o clube fechou e deu o lugar a um salão de dança dos anos 60. É incrível”, explicou.
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E atenção! Se você sonha em conhecer esta menina, tome cuidado, pois ela às vezes solta uns palavrões que Deus me livre! “Filho da puta, pau no cú”, é o que ela diz para quem, por exemplo, pergunta os sabores dos bombons que sua antiga fábrica vendia.
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Acerca de tudo isso, Pinel ganhou o título de Empresária do Ano de 2006, por estar sempre ajudando a região do norte do Paraná a desenvolver sua própria sustentabilidade. Obrigado Pinel!

15.4.07

E lá vai ela de novo

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Só te desejo boa sorte, boa viagem e que dê tudo certo dessa vez!
Te amo!
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12.4.07

Eu ainda tenho algumas dúvidas


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Procurar a verdade.


Esta frase, escrita no cabeçalho da página, tornou-se um elemento chave para eu fazer a minha publicação de hoje.


Vou apresentar aqui algumas perguntas de conhecimentos gerais.

Aqueles que souberem as respostas, por favor, scrap it no meu orkut!


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  • É verdade que no Hemisfério Sul a água desce pelo ralo sempre no sentido anti-horário e no hemisfério norte acontece o inverso?
  • Se o coelho não bota ovos, por que ele é o símbolo da Páscoa?

  • Se o homem evoluiu dos macacos, por que ainda existem macacos?

  • Por que abelha fica rondando refrigerante diet?

  • Por que não existe comida para gato sabor rato?

  • Beber líquido durante as refeições engorda?

  • Comer formiga faz bem aos olhos?

  • Faz mal comer manga e tomar leite ao mesmo tempo?

  • Ler no escuro e ver TV de perto estraga a vista?

  • Levar um susto cura soluço?

  • Existem comidas azuis?

  • Por que bebemos refrigerante de guaraná, mas não encontramos a fruta guaraná para vender?

  • Por que o milho verde tem este nome se é amarelo?

  • Por que Brutus não come espinafre para vencer o Popeye?

  • Se os Flinstones viviam no período Neolítico, por que eles comemoravam o Natal?

  • Por que se toma uísque gelado e não se pode colocar a garrafa na geladeira?

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UAL! São várias perguntas cujas respostas divulgarei amanhã baseando meu texto na Superinteressante.

Se você já sabe e quer ter sua resposta divulgada aqui, scrap it!
Por hoje é só!
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[ Matéria Prima ] Igreja quer jovens com formação cultural

Sem tirar entretenimento, arquidiocese pretende formar jovens religiosos com comprometimento social e catequético

A Arquidiocese de Maringá completou 50 anos de sua criação. Com o objetivo de ser presença ativa entre os jovens e torná-los responsáveis pela construção da igreja, a arquidiocese planeja os próximos anos de trabalho. Para isso, está adquirindo tecnologias e mídias, como a internet, além da realização de novos eventos, para obter resultado maior e imediato.

Nas décadas de 1970 e 1980 a participação dos jovens na Igreja Católica dava-se por meio das pastorais da juventude e comunidades eclesiais de base, de onde surgiam lideranças políticas. Os interesses nos meios sociais eram maiores, porém, o lado espiritual deixava a desejar. Padre Israel Zago, pároco na cidade há 19 anos, afirma que esses interesses mudaram, dando lugar ao prazer pela diversão sem cultura. “Os jovens precisam sentir adrenalina para gostarem das atividades, levam ao ‘pé da letra’ a palavra movimento”, declara.

Eventos como o Hallel, festa cristã promovida pelo Projeto Mais Vida, que no último ano reuniu cerca de 140 mil pessoas nos seus dois dias de duração, cresceu e hoje tornou-se ponto de motivação para muitos. Seu principal atrativo, os shows, agem como instrumentos de conversão e sensibilização, tirando os jovens da inércia e até de alguns vícios.

Apesar do resgate promovido por esses “encontrões”, como são chamados, a necessidade do engajamento político, social e catequético que existia antigamente, volta a ser uma preocupação. Segundo monsenhor Antonio de Pádua Almeida, porta-voz do Arcebispo Dom Anuar Battisti, a juventude deve participar na vida de espiritualidade, louvor, tentando adquirir uma cultura religiosa adequada para sanar seus problemas. “Não devem rezar sem saber nada, o interessante é a existência de uma dimensão de comprometimento social no espaço onde eles estiverem presentes, que testemunhem sua fé resultando numa atuação transformante da sociedade.”

Sobre os meios de comunicação, em especial a internet, monsenhor Almeida assume ser ainda um ponto fraco para a igreja, porém, novos sites e a reformulação dos já existentes estão sendo feitos. A intenção é chegar principalmente aos universitários, levando informações e conteúdos que os interessem, ajudando-os nesse momento de busca profissional e adesão da consciência moral e ética.

11.4.07

[ Kabuki ] Fotos da nova unidade são divulgadas

Aí estão mais três fotos da nova unidade do Kabuki Snooker Bar, cujo endereço não foi divulgado ainda. Dá pra ver que está num ritmo bastante acelerado!







[ Matéria Prima ] Lista dos mais vendidos é puro marketing

(Diferenças entre duas listas de best-sellers da mesma semana)
(Crédito: Revista Veja – 21/03/2007 – p. 97 e Revista Época – 19/03/2007 – p.129)

Além de não confiáveis, essas publicações possuem várias incoerências e divergem muito em suas abordagens


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Ainda que a leitura não seja a principal característica do brasileiro, o mercado da venda de livros está crescendo muito no País. E já cresceu tanto que hoje inúmeras revistas divulgam quais as obras que mais estamos comprando. Entretanto, além de utilizarem dados diferentes, baseados em estatísticas das principais livrarias das capitais de alguns Estados brasileiros, essas publicações nada mais são do que estratégia mercadológica, utilizada para ajudar a vender livros. Intitulada na revista “Veja” como “Os Mais Vendidos”, fica evidente que sua única preocupação é o mercado de consumo.

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Revista “Época”, 19 de março de 2007. O livro Mentes com Medo, de Ana Beatriz Silva, segue em terceiro lugar na lista dos mais vendidos, na coluna de não-ficção. Porém, dois dias depois, a revista “Veja” divulgou o mesmo livro em décimo lugar e, ademais, na sessão de auto-ajuda e esoterismo. Incoerência? Muita, ainda mais para dois periódicos de circulação nacional.

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Ainda utilizando a mesma edição de “Veja”, confere-se na lista dos best-sellers que o livro O Livreiro de Cabul está no segundo lugar em não-ficção. Opa, espera aí! Ali está o mesmo livro no segundo lugar em ficção, divulgado na revista “IstoÉGente” do dia 19 desse mesmo mês!

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Fica evidente que, além de não-confiáveis, essas listas influenciam o comportamento do público consumidor quando o mesmo não possui conhecimento algum sobre qual livro comprar em uma livraria. As pessoas acabam, muitas vezes, baseando suas compras nessas listas. O que vem depois é o arrependimento por não terem lido mais do que cinco páginas do livro adquirido.

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A mídia está misturando publicidade e jornalismo quando publica os best-sellers. Esses inventários são extremamente relativos e acabam homogeneizando os gostos de leitura para todo o País. Um livro muitas vezes está no primeiro lugar da lista mas não é uma obra recomendada para leitura. Nossa escolha deve ser feita a partir do nosso próprio gosto e de nossa pesquisa. Não se trata de ignorar os livros mais vendidos, mas de enxergar a quantidade de marketing subjacente nesse processo.

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Carolina Gigliotti contesta frio citado por Willian Yudi

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Divulgada no dia nove desse mês, "Friozinho chega sem bater na porta" foi motivo de contestação para Carolina Gigliotti, aluna do segundo ano de psicologia do Cesumar (Centro Universitário de Maringá).
Segundo a estudante, "São Pedro não pode nem respirar que esse povo Maringaense sente frio assim onde não tem".
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Acho que a cara internauta se esqueceu de ler (ou então, caso tenha lido, não prestou muita atenção) o parágrafo seguinte, onde eu me refiro a uma espécie de frio passageiro, já que ainda estamos no outono.
Acompanhe:
"O outono é sempre a melhor estação! Que bom que nos foi oferecido um tempo para mudar. É quando o frio vem sem bater na porta e, depois de uns dias, vai embora. Aí vem aquele solzinho para esquentar. Mas o frio volta, e volta logo."
*
Fica mais do que evidente, Carolina, que o frio a que me refiro é aquele passageiro, que chega como quem não quer nada e, logo depois, sai de mansinho. Exemplo atual foi o calor de ontem, por exemplo, quando a média na cidade chegou a 27 graus.
*
Quero dizer que responderei à todos os comentários, divergentes ou não das minhas opiniões, com o maior senso jornalístico! E obrigado pela observação, cara internauta.
*

Yudi faz macarronada de arrasar

*

Cheirinho de alho dourado, cebola repicada.
Para quem nunca havia feito um prato de comida [complexo] na vida, este fato
tornou-se extremamente único em 19 anos de existência.
Não é como descascar batatas ou fritar alguns nuggets, vai muito além.
É um processo complexo de fazer o macarrão, escoá-lo, preparar o molho de tomate
com salsichas e, enfim, lavar toda a louça depois.

*

Ual, macarronada com gosto assim nunca mais! E isso porque era a primeira,
feita com a ajuda da internet e da colaboração especial de
Vanessa Amadi Barros Rauen, dizendo-me o que
eu tinha que fazer [passo a passo] para que o molho ficasse uma beleza!
"Coloca um pouco de água, depois um pouco de molho. É assim", explicou ela por MSN.
E o barato da coisa é que deu tudo certo: nunca um prato meu ficou com gosto bom. Era sempre salgado ou neutro. Acertei agora!

*

A ajuda do caldo de galinha Knorr também foi fundamental, complementando
o gosto do molho com um toque especial.

*

Coisas ruins dessa experiência:
1) Lavar a louça e tirar os pedços de macarrão que ficaram grudados na panela.
2) Não aguentar comer tudo porque já era meia-noite quando fui começar a comer.
3) Não ter ninguém para dizer se estava bom ou ruim.

Mas enfim, minha primeira macarronada [garanto eu] foi de arrasar!

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9.4.07

[ Crônicas Absurdas ] O encontro na padaria

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(foto de minha autoria)

Vizinhas quando estão em casa fingem não se conhecerem. Elas guardam medo uma da outra, pensam que uma escuta as brigas da outra e vice-versa. Ocorreu de duas vizinhas com esses traços se encontrarem numa padaria:

- Oi vizinha! Como você está tão – pausa – limpa hoje.
- Como disse?
- Eu disse BONITA, por quê? Você ouviu limpa?
- Não hehe, na verdade eu também iria dizer que você está um arraso hoje. Onde você vai?
- AH, hoje eu e meu marido vamos a um jantar de gala super, mas super chique!
- Nossa, que clichezão.
- O quê?
- Quis dizer, chilcetão. Olhe só como esse chiclets é enorme. Nem parece que foi fabricado no Brasil.
- Nem parece mesmo. Vai comprá-lo?
- Não, vim aqui para comprar alguns pães. Lá em casa hoje teremos muitos convidados para uma véspera de Ceia de Natal.
- Nossa, que emocionante. Estou até vendo que então hoje a coisa vai ser de arrombar! Ai vizinha, guarde um pedaço do seu quitute para mim, estarei louca para prová-lo amanhã.
- Tudo bem amiga, guardo sim.
- A próxima – berrou a atendente.
- Bom amiga, é a minha vez. Acho que irei comprar uns 20 pães para poder saciar a fome de todos os meus convidados, sabe como é, são muitos e eu me perco nas contas.
- Tchau vizinha!
À noite as duas se avistaram mais uma vez. Uma ficou em casa, não iria a jantar algum. Outra jantou pão com mortadela.
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Friozinho chega sem bater na porta

(foto de minha autoria)
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E para quem estava esperando que o frio viesse só lá nas férias de julho, olha ele aí, descarado como sempre: o frio já chegou no outono em Maringá.

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Parece fácil dizer que nós, seres humanos de primeira linha, suportamos frio e calor no mesmo ano. Na verdade, o que o homem passa é um processo de adaptação. Se está frio, ele cria mecanismos (blusas, agasalhos, campanhas de inverno, chá quente, sopas e aquecedores) para sobreviver. Se está calor, ele se livra de tudo isso.

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Não é contraditório viver assim, mudando? Antes de ontem, dia 7 de abril, eu ainda estava tomando sorvete. Agora, por cargas d’água e eu não sei de onde, um frio imenso surgiu e eu já estou condenando minhas atitudes de verão.

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O outono é sempre a melhor estação! Que bom que nos foi oferecido um tempo para mudar. É quando o frio vem sem bater na porta e, depois de uns dias, vai embora. Aí vem aquele solzinho para esquentar. Mas o frio volta, e volta logo.

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Eu já disse que gosto mais de frio? É o tempo onde as pessoas se unem, talvez por procurarem calor humano. No frio todos ficamos mais juntinhos. E como isso é gostoso!

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7.4.07

[ Crônicas Absurdas ] Retrato por uma janela

(foto de minha autoria: um retrato por uma janela)

[ Crônicas Absurdas é um projeto com os contos mais loucos que eu já escrevi.
E olha que são vários! ]

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- Lá fora o mundo é tão abstrato.
- Defina abstrato amigo.
- Algo não muito bom, que não se sente quando prevalece um sentimento maior.
-Quer dizer que você não sente nada lá fora?
- Quero dizer que quando saio por essas ruas dá uma vontade de voltar à minha casa e pegar uma metralhadora.
- Você deve ser revoltado, é isso. Com o tempo você se acostuma.
- E já não era pra ter me acostumado?
- Eu que te pergunto.
- Sabe, acho que nunca há um conformismo constante.
- Ninguém nunca está feliz?
- É... Procuro olhar nos olhos daqueles que me parecem felizes. E não encontro graça. Parece que essas pessoas estão, sei lá, meio que fingindo, blefando.
- Você quer dizer que uma pessoa feliz deve ter momentos tristes então.
- Exatamente. Olhe para aquela pessoa lá em baixo. Ela caminha nessas ruas estreitas e escuras com medo. Não está feliz. Aqui dessa janela posso ver toda a tristeza da cidade.
- Olha, acho que você está confundindo as coisas. Não quero dizer que seu pensamento esteja cem por cento errado, ele está confuso. Uma pessoa que caminha lá em baixo está simplesmente caminhando, o não quer dizer que ela esteja triste.
- Ninguém nunca me compreende. O que quero dizer é que esse mundo de hoje está se tornando tão mais fechado. Sabe, antigamente, era a melhor coisa sair e se divertir sem medo de ser feliz. Hoje, pelo contrário, saímos sempre com alguma preocupação, porque realmente não há conformismo constante.
- Quer dizer que se eu me acostumo com algo, nunca estarei feliz?
- Não, quero dizer que se você se acostuma com algo, com o tempo irá achar que ele perdeu a graça.
- Mas esse tal de algo tem que ser sempre engraçado?
- Você entendeu. Digo algo, pode ser uma coisa legal ou não, mas que ele já não é mais o mesmo após um tempo.
- Então você já se enjoou de mim?
- Pode ser. De algumas coisas em você eu já.
- Tudo bem, sempre estamos mudando para ver se o mundo nos aceita, não é? A mesma pessoa que caminhava lá em baixo agora pode estar feliz porque encontrou uma nova diversão em seu caminho.
- Sabe...
- Não, não sei.
- Viver às vezes é tão enjoativo.
- É, pode ser. Mas de que vale a pena viver se nós não nos enjoamos? De que vale a pena um brinquedo se ele nunca estraga?
- É, parece que você captou a minha mensagem.
- Não, você que ainda não acordou para a vida.

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[ Matéria Prima ] Perdemos o direito à vida e à segurança



Aumento da violência e crimes bárbaros nos fazem cogitar o caos em que o Brasil está inserido atualmente



(foto de minha autoria)


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Quanto vale realmente a nossa vida na sociedade atual? Ainda temos valor num país onde cenas diárias de desrespeito ao ser humano e de desvalorização do homem enquanto ser social se repetem diante de nós?
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Ainda recentemente, o Núcleo de Estudos da Violência da USP divulgou o Terceiro Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, concluindo que não houve no País um único Estado sem registros de graves violações aos direitos humanos entre 2002 e 2005.
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A credibilidade brasileira está em baixa e muitas vezes culpamos nossas políticas públicas por isso. Trata-se de uma constatação óbvia. Devemos enxergar que o problema vai além, e passa por questões de desestruturação familiar e condições mínimas de sobrevivência. O que está em jogo é o valor que se dá a um ser humano, por exemplo, que vive próximo a esgotos, sem saneamento básico, sem energia elétrica, sem segurança pública e sem acesso à Justiça. Não damos mais importância ao próximo, fingimos não ver aquilo que o outro passa e sente. Era egocêntrica, repleta de individualismos.
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Chegamos ao ponto de assistirmos cenas de homicídios planejadas por crianças, como em Matelândia – região de Foz do Iguaçu-, onde uma menina de apenas 14 anos planejou a morte de um empresário, morto com 11 tiros no final de fevereiro. Tudo só confirma o que o relatório nos traz: os números estão aumentando, a sociedade está um caos e nós perdemos o direito à vida. São casos de mortes, seqüestros relâmpagos, assaltos, tiroteios, balas perdidas, chacinas e torturas: retratos da desestabilização do convívio social.
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Não devemos colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa. Precisamos agir. E o primeiro passo para isso é a participação de toda a sociedade, cobrando soluções, se organizando em redes de apoio e desenvolvimento social. Não se trata de substituir o Estado, mas de garantir assistência.
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E mesmo considerando-se todas estas circunstâncias, nossa Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 3º, assegura que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Direito à vida sim, mesmo que hoje em dia o ser humano possa valer não mais que 5 pedras de craque.
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Matéria Prima é um jornal online alimentado pelo segundo e pelo terceiro ano de jornalismo do Cesumar. Os textos que eu produzirei para lá serão divulgados aqui com a chamada "[ Matéria Prima ]" antes do título.
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Educação é primordial em bons relacionamentos

( meu irmão e minha vó: um exemplo de respeito e educação que ultrapassa gerações)
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Às vezes eu me pergunto como se dão aqueles relacionamentos em que um não respeita o outro. É o clássico modelo da livre concorrência, repleto de falsidades e de gente enganando gente. Caraca, eu penso comigo como isso ainda pode existir. E não digo da boca pra fora, mas simplesmente porque o ser humano é uma coisa extremamente lastimável: ao mesmo tempo em que te venera, ta lhe roubando a dignidade pelas costas.

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Dois exemplos do mesmo dia em diferentes situações.

1)
- Cara, acho que você cobrou errado aqui, porque jogamos sete fichas e aqui não estão sendo cobradas nenhuma delas.
Ele mesmo me disse depois: “sou um cliente honesto, juro, não gosto de passar a perna em ninguém”.

2)
- Ei, me dá uma água – e me mostra dois reais em sua mão.
Eu pergunto-lhe, já com a intenção de pegar o dinheiro:
- É para cobrar a água aqui?
E ele me responde com debocho:
- Mas é claro!

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Mensagem do dia: as relações humanas só se dão via o respeito do espaço de cada um.
Muitos de nós acreditam que a melhor forma para isso acontecer é suspendê-las, cortá-las e evitar ao máximo interagir com seus semelhantes.
Não concordo.

Devemos viver de acordo com nossos interesses, mas contanto que isto não afete de qualquer modo quem está ao nosso lado.
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[ Kabuki ] Nova unidade continua em andamento / Escada é emborrachada

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Galera, pra quem ainda não sabe, o Kabuki Snooker Bar contará com uma segunda unidade (endereço ainda não divulgado).
Mesmo assim, dá pra conferir na foto ao lado que as expectativas são muito grandes, além de proporcionais ao tamanho desta obra.
"Será quase igual ao Kabuki Snooker Bar da avenida Tiradentes, o que vai mudar é o enderço", afirma Mário Eizo, sócio-proprietário do bar.
As pessoas já estão curiosas para saber onde está localizada esta construção, mas, conforme eu disse, isso é um baita de um spoiler que eu só estarei divulgando em primeira-mão assim que for permitido. Por enquanto, vamos aguçar a curiosidade!
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Após o montante de pedidos e as inúmeras cenas de pessoas caindo na escada da frente do Kabuki, ela foi emborrachada, com a intenção de evitar que tais casos não venham a se repetir futuramente.

É, sem tombos, sem hematomas e sem traumas psicológicos.
A escada agora não será mais problema!

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6.4.07

Poema Alma Piedosa tem fama garantida

(foto de dentro do carro, na ida para São Paulo)
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autêntico, original, criativo
esperto, organizado, quase um livro
ao mesmo tempo quer ser astrônomo e rei da matemática
já desvendou mistérios do ocidente, pragmáticas

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encanta aos outros com seu olhar e sua beleza
desperta corações com sua destreza
um emblema, símbolo, liderança
chato, bobo, uma criança

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filmes e manguaça o dia inteiro
para aquele que nunca foi um baladeiro
dedicado, culto, egoísta
alienado, piruíba, chantagista

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já jogou bingo noites e dias
mas os brindes nunca eram regalias
grande majestade piedosa
quem seria esta alma caridosa???



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5.4.07

Qual é a cor do amor?

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Hoje me perguntaram qual era a cor do amor.
Resolvi não falar de vermelho, porque, conforme eu penso, vermelho lembra sangue.
Também não quis falar de rosa, nem de branco e nem amarelo: essas cores nos remetem à símbolos como flores, pombas e Brasil.
Então, que diabos é a cor do amor?
A cor do amor é aquela que melhor representa esse sentimento. Atração, carinho e sensualidade: a cor do amor é a luz baixa.

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OK, luz baixa é cor? Não sei, mas foi esse o único termo que consegui lembrar para designar aquela sensação de suavidade que esta luz nos traz. Suavidade sim, além de calma e claro, o amor.

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A mãe faz o sucesso do microondas


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Esses dias a mãe estava com muito calor e resolveu comprar um pote de sorvete, daqueles de dois litros, para refrescar o clima na casa. Só que o sorvete estava tão duro, mas tão duro, que ela não teve opções depois de olhar para seu belo microondas e o microondas responder com sua porta aberta.

O filho, pensativo e duvidoso, perguntou à mãe o que estava acontecendo:
- Por que você vai colocar esse pote de sorvete no microondas?
- É para queimar as calorias!

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Mensagens subliminares aparecem na foto do OSCAR 2007

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(clique na foto para ampliá-la)
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Tá... Por que eu chamo tanto a atenção
em relação à esta foto?
Por que raios ela ganhou o OSCAR 2007 [ dos Monopoza's ]
na categoria Melhor Ator Coadjuvante
em Foto Própria?
Simples: porque ela não é montagem e foi
tirada assim, por um acaso,
sem a intenção de aparecerem
estes seres e coisas subjacentes nela!
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[ Kabuki ] Spoiler curto mata alguma curiosidade

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[ claro, tem spoiler bem curto mas legal ]

Pra galera que curte jogar sinuca e sempre está lá no bar,
fiquem ligados:
divulgarei logo logo o que metade da
cidade está curiosa pra saber
( sobre o surgimento ou não de mais um Kabuki Snooker Bar! )

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3.4.07

Hey brother, google it!

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Aprendi a entrevistar especialistas doutores pós-graduados e com todas essas outras regalias diplomais. O que me deixou bastante intrigado foi o fato de eu não saber que os cursos de pós-graduação (qualquer um) não contam como hora extra-curricular. Aliás, saber eu até sabia, mas na hora, com toda a inocência, lancei a pergunta e levei bomba pra casa! Mas tá aprendida a lição!

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Santa ignorância! Como viver assim?
Jornalistas ou não, temos a função de estar em dia com tudo o que nos cerca.

“Sei falar sobre o primeiro ministro da Inglaterra, mas não conheço quem é o secretário de educação do nosso Estado. Pra quê? Existe google nessa vida. Google it!”

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Se google it fosse tão fácil e eficiente assim, ele deveria nos acompanhar diariamente.

“Opa, péra lá! Você falou em quê? Sociedade medieval? Só um poquinho! Vou acessar a internet e ver o que é isso!”.
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A missão do Google é oferecer a melhor opção de busca na Internet tornando as informações mundiais acessíveis e úteis. O Google, desenvolvedor do maior mecanismo de busca do mundo, oferece o caminho mais rápido e fácil de encontrar informações na web. Com acesso a mais de 1,3 bilhão de páginas, o Google oferece resultados relevantes para usuários de todo o mundo, normalmente em menos de meio segundo. Hoje, o Google responde a mais de 100 milhões de consultas por dia.
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Não, você não está me dizendo que tudo está indo por água a baixo! Não pode! Como assim inventaram esse google pra facilitar a nossa vida?

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Mudar é essencial!



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Bom, não vou escrever algo sobre violência porque, por mais que eu apenas diga, não convivo diretamente com ela. Também pensei em escrever algo relacionado ao CAOS (Civilização Atinge o Óbito Social), mas, tendo em vista que esse assunto também já está banalizado, só me restou a terceira opção: falar de mudanças.

Mudar significa transformar, alterar, seja lá o que for, para que o produto inicial se torne diferente, obtendo-se algo novo. Mudando, nós temos que nos adaptar a um novo ambiente, criar novos mecanismos para que tudo ocorra da melhor maneira possível.

Assim sendo, não seria viável afirmar que nós estamos vivendo um processo de mudança? O ser humano da atualidade está, mais do que nunca, completamente perdido, sem os mecanismos de defesa que garantem sua sobrevivência. Basta olhar para o lado e ver como hoje tudo está em transição. Não uso mais cadeiras de madeira porque os cupins atacam ela, mas a Maria esposa do José tem as mesmas cadeiras desde quando ela casou! Meu carro é do modelo 2008, mas ainda vejo relíquias como o Santana e o Fiat Uno andando pela cidade!

É, eu me refiro às coisas do século passado como antigas, mas há quem diga que eu estou errado. Só no exemplo do carro, conseguimos encontrar explicação suficiente para sustentar a tese de que hoje o mundo está em completa transição. Pense assim: hoje você tem o modelo do carro Gol 2007, que foi lançado em 2006, sendo que, nesse ano de 2007, o modelo 2008 está à venda nas concessionárias! Então o seu carro modelo 2007 já é considerado velho? Para a nossa sociedade em transição, a resposta é sim!

Eu não agüento mais modelos novos! Parece que a cada dia surge um novo tipo de aparelho celular com um novo plano e um novo recurso digital! Conseqüência do capitalismo? Que nada. Prefiro acreditar que é a porta de entrada para uma nova era, onde cada um vai ser diferente do outro. Um verdadeiro processo de mudança. Anteriormente, havia um padrão. Eram as mesmas coisas e, vez e outra, a cor variava para os meninos e para as meninas. Essa era pode ser chamada de padronizada, homogeneizada. Porém, hoje, todo mundo quer ser diferente e ganhar destaque entre os demais.

E atenção: quem não se acostumou a essa nova tendência, tome muito cuidado! Ser da era passada é tarefa extremamente delicada e exige muito esforço pessoal. Se a moda é implante de queixo, as madames logo lotam as clínicas de cirurgia plástica porque a fulana esposa do rico empresário multinacional fez implante e se adequou à nova era.

E quem diria... Implante de queixo! Caminhamos rumo a uma nova sociedade, cada vez mais perdida em suas novas tendências, cada vez menos coesiva em suas atitudes. Um processo de mudança, uma adaptação a um novo meio social.




(foto de minha autoria mesmo)


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Jogo do susto faz suas vítimas

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[ claro, tem SPOILER se você ainda não clicou no link do mês ]


O que você acha de tomar um sustinho enquanto está concentrado em seu computador?

Basta clicar no link do mês (
e jogar com muita concentração e cuidado
para não encostar nas bordas.

E claro, para se vingar, esteja com uma câmera em mãos e indique
o jogo para que mora aí na sua casa!
Logo logo você estará rindo e gravando cenas como esta!

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2.4.07

Às vezes...


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Às vezes não é fácil ser original
também não é fácil ser criativo
O que é fácil hoje em dia é deixar pra lá
Às vezes costumamos simplesmente
esquecer
deixar de lado, passar batido
Às vezes eu me pego pensando em você
Às vezes, por mais que chova ou faça sol,
não costumamos dar a atenção que é precisa
Às vezes eu não consigo mais dizer
tente outra vez, vamos tocando em frente!
Pensar não faz parte do nosso cotidiano
Parece que é fundamental que nós não pensemos
Eu não consigo mais viver como antes
Deixar para lá, esquecer isso
O que será que estão esperando de mim?
Não agüento mais te esperar
Às vezes eu me pego pensando em você, quero te amar

Por isso, escrevi algo para você:

às vezes no sil
êncio da minha solidão
existe algo que ainda me faz pensar em você
e quando eu menos espero,
sua imagem me vem à tona

como um tiro - em linha reta
e me faz viver
queria eu
que sua existência fosse eterna

e que eu pudesse ter aproveitado ao máximo
enquanto você ainda estava ao meu lado

É, inicio aqui o meu blog num caráter 2007.
Sem mais nada a dizer hoje.

(foto de minha autoria mesmo)
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