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Sempre que paro para pensar em o que realmente torna as pessoas felizes, fico me atendo à duas palavras essenciais: felicidade e prazer. Embora o termo felicidade seja muito relativo, pode acabar se misturando com prazer – conceitos que devem ser definitivamente destituídos um do outro.
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O que afirmo é “se a pessoa possui um prazer em fazer algo determinado, ela também acaba obtendo a felicidade”. Porém, ao meu ver, o que diferencia os dois é aquilo que costumamos chamar de continuidade.
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Felicidade é algo contínuo, que não se adquire do dia pra noite. É um conceito que você só deve utilizar quando estiver muito mais contente internamente (o melhor termo que achei foi esse) do que quando um fator ou outro o emborrecer mas, mesmo assim, você continuar “feliz”.
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Falo de felicidade como um conjunto, algo que se constitui com o tempo e que só podemos afirmá-lo a partir do momento em que nossa consciência assim sentir-se: feliz. Ou seja, trata-se de um processo de continuidade.
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Diferentemente de prazer. Algo que é produzido instantaneamente, que nos garante respostas imediatas e que faz nós nos sentirmos bem – é o que eu chamo de processo de pequena duração.
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Agora, é óbvio que não dá para conceituar um e esquecer o outro. Materializando um pouco os conceitos de cada um, sou capaz de argumentar que a felicidade se encontra no dia-a-dia, nas pessoas contando seus casos umas às outras enquanto caminham no parque, do menino passeando com seu cachorro ou de uma simples volta para tomar um sorvete. Ela se fundamenta em nosso cotidiano, é algo que permanece e que se faz presente.
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Já o prazer, ainda trabalhando-se em questões materiais, constitui-se no individual, no singular. Eu sou capaz de sentir prazer, mas o prazer que sinto é meu. É claro que muitos podem afirmar haver um prazer coletivo, porém, quando isso acontece, ainda assim há a predominância da individualidade. Ou você vai me dizer que aquilo que sentiu quando viu Fani Pacheco no Paparazzo foi o mesmo para todo mundo?
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Não quero ser modesto ao afirmar que nossa noção de coletividade já foi por água abaixo. Não existe mais isso hoje em dia. E digo com total conformidade. Mas o que mais me irrita é o fato de que vários egoístas ainda insistem em afirmar que juntos somos melhores.
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Mentira! Juntos somos um verdadeiro inferno. Imagine colocar 14 pessoas numa casa ... Hum, se bem que já fizeram isso. Mas então imagine conviver com pessoas que você não gosta? Trata-se de coletividade? Não, é algo extremamente individual. Portanto, meu conceito de prazer aqui se aplica quase que exclusivamente aos indivíduos.
Sempre que paro para pensar em o que realmente torna as pessoas felizes, fico me atendo à duas palavras essenciais: felicidade e prazer. Embora o termo felicidade seja muito relativo, pode acabar se misturando com prazer – conceitos que devem ser definitivamente destituídos um do outro.
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O que afirmo é “se a pessoa possui um prazer em fazer algo determinado, ela também acaba obtendo a felicidade”. Porém, ao meu ver, o que diferencia os dois é aquilo que costumamos chamar de continuidade.
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Felicidade é algo contínuo, que não se adquire do dia pra noite. É um conceito que você só deve utilizar quando estiver muito mais contente internamente (o melhor termo que achei foi esse) do que quando um fator ou outro o emborrecer mas, mesmo assim, você continuar “feliz”.
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Falo de felicidade como um conjunto, algo que se constitui com o tempo e que só podemos afirmá-lo a partir do momento em que nossa consciência assim sentir-se: feliz. Ou seja, trata-se de um processo de continuidade.
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Diferentemente de prazer. Algo que é produzido instantaneamente, que nos garante respostas imediatas e que faz nós nos sentirmos bem – é o que eu chamo de processo de pequena duração.
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Agora, é óbvio que não dá para conceituar um e esquecer o outro. Materializando um pouco os conceitos de cada um, sou capaz de argumentar que a felicidade se encontra no dia-a-dia, nas pessoas contando seus casos umas às outras enquanto caminham no parque, do menino passeando com seu cachorro ou de uma simples volta para tomar um sorvete. Ela se fundamenta em nosso cotidiano, é algo que permanece e que se faz presente.
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Já o prazer, ainda trabalhando-se em questões materiais, constitui-se no individual, no singular. Eu sou capaz de sentir prazer, mas o prazer que sinto é meu. É claro que muitos podem afirmar haver um prazer coletivo, porém, quando isso acontece, ainda assim há a predominância da individualidade. Ou você vai me dizer que aquilo que sentiu quando viu Fani Pacheco no Paparazzo foi o mesmo para todo mundo?
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Não quero ser modesto ao afirmar que nossa noção de coletividade já foi por água abaixo. Não existe mais isso hoje em dia. E digo com total conformidade. Mas o que mais me irrita é o fato de que vários egoístas ainda insistem em afirmar que juntos somos melhores.
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Mentira! Juntos somos um verdadeiro inferno. Imagine colocar 14 pessoas numa casa ... Hum, se bem que já fizeram isso. Mas então imagine conviver com pessoas que você não gosta? Trata-se de coletividade? Não, é algo extremamente individual. Portanto, meu conceito de prazer aqui se aplica quase que exclusivamente aos indivíduos.
