O MP3 e o fácil acesso a downloads por meio de serviços na internet provocam declínio no mercado fonográfico
Foram baixados 420 milhões de faixas singles em 2005 em todo o mundo. A quantidade de usuários de serviços de assinaturas aumentou de 1,5 milhão para 2,8 milhões no ano passado e os catálogos de músicas on-line duplicaram para mais de 2 milhões de faixas nos principais serviços. Dados como esses, divulgados pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) mostram a crescente busca pelos consumidores de músicas a uma nova forma de comércio, a música digital.
A digitalização da música vem varrendo o planeta numa velocidade alarmante, porém, não acreditava-se em sua propagação imediata no Brasil. Mero engano. Ainda de acordo com a ABPD, no último semestre de 2006 foram trocados entre os internautas 1,1 bilhão de músicas pela rede, resultando no desespero das gravadoras diante da queda na vendas de CDs, que do ano passado a março deste ano venderam menos de 40 milhões no País.
Um dos causadores desse grande “problema”, tem seu nome composto de apenas duas letras e um número, o MP3. Esse pequeno aparelho traz comodidade e economia. Armazena diversas faixas com apenas o trabalho de organizá-las no computador, não obriga ao usuário comprar o CD de determinado artista, além de ser prático para o transporte. Segundo a Editora Abril, o preço do aparelho é 42% inferior à compra de 3,2 CDs por mês num período de três mêses.
A queda na qualidade das produções é outro fator para o declínio no mercado fonográfico. Atualmente é raro encontrar um CD em que todas as músicas tenham qualidade e agradem ao ouvinte. Dessa forma, a compra do produto completo para se apreciar apenas uma ou duas faixas, não se faz necessária. É possível baixar o que se deseja pela internet.
De acordo com o artigo 184 do Código Penal, quando não existe o intuito de obter lucro, a cópia ou downloads de músicas não são considerados violação dos direitos autorais. Portanto, para ambos os lados, o conservador e o revolucionário, não sofrerem num futuro próximo, é preciso trabalhar unidos. Gravadoras e serviços on-line fornecendo ao cliente o que ele busca. Caso contrário, para aquele que não se atualizar, como cantaria certo ministro da Cultura, aquele abraço.