
Aumento da violência e crimes bárbaros nos fazem cogitar o caos em que o Brasil está inserido atualmente
(foto de minha autoria)
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Quanto vale realmente a nossa vida na sociedade atual? Ainda temos valor num país onde cenas diárias de desrespeito ao ser humano e de desvalorização do homem enquanto ser social se repetem diante de nós?
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Ainda recentemente, o Núcleo de Estudos da Violência da USP divulgou o Terceiro Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, concluindo que não houve no País um único Estado sem registros de graves violações aos direitos humanos entre 2002 e 2005.
Ainda recentemente, o Núcleo de Estudos da Violência da USP divulgou o Terceiro Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, concluindo que não houve no País um único Estado sem registros de graves violações aos direitos humanos entre 2002 e 2005.
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A credibilidade brasileira está em baixa e muitas vezes culpamos nossas políticas públicas por isso. Trata-se de uma constatação óbvia. Devemos enxergar que o problema vai além, e passa por questões de desestruturação familiar e condições mínimas de sobrevivência. O que está em jogo é o valor que se dá a um ser humano, por exemplo, que vive próximo a esgotos, sem saneamento básico, sem energia elétrica, sem segurança pública e sem acesso à Justiça. Não damos mais importância ao próximo, fingimos não ver aquilo que o outro passa e sente. Era egocêntrica, repleta de individualismos.
A credibilidade brasileira está em baixa e muitas vezes culpamos nossas políticas públicas por isso. Trata-se de uma constatação óbvia. Devemos enxergar que o problema vai além, e passa por questões de desestruturação familiar e condições mínimas de sobrevivência. O que está em jogo é o valor que se dá a um ser humano, por exemplo, que vive próximo a esgotos, sem saneamento básico, sem energia elétrica, sem segurança pública e sem acesso à Justiça. Não damos mais importância ao próximo, fingimos não ver aquilo que o outro passa e sente. Era egocêntrica, repleta de individualismos.
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Chegamos ao ponto de assistirmos cenas de homicídios planejadas por crianças, como em Matelândia – região de Foz do Iguaçu-, onde uma menina de apenas 14 anos planejou a morte de um empresário, morto com 11 tiros no final de fevereiro. Tudo só confirma o que o relatório nos traz: os números estão aumentando, a sociedade está um caos e nós perdemos o direito à vida. São casos de mortes, seqüestros relâmpagos, assaltos, tiroteios, balas perdidas, chacinas e torturas: retratos da desestabilização do convívio social.
Chegamos ao ponto de assistirmos cenas de homicídios planejadas por crianças, como em Matelândia – região de Foz do Iguaçu-, onde uma menina de apenas 14 anos planejou a morte de um empresário, morto com 11 tiros no final de fevereiro. Tudo só confirma o que o relatório nos traz: os números estão aumentando, a sociedade está um caos e nós perdemos o direito à vida. São casos de mortes, seqüestros relâmpagos, assaltos, tiroteios, balas perdidas, chacinas e torturas: retratos da desestabilização do convívio social.
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Não devemos colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa. Precisamos agir. E o primeiro passo para isso é a participação de toda a sociedade, cobrando soluções, se organizando em redes de apoio e desenvolvimento social. Não se trata de substituir o Estado, mas de garantir assistência.
Não devemos colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa. Precisamos agir. E o primeiro passo para isso é a participação de toda a sociedade, cobrando soluções, se organizando em redes de apoio e desenvolvimento social. Não se trata de substituir o Estado, mas de garantir assistência.
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E mesmo considerando-se todas estas circunstâncias, nossa Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 3º, assegura que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Direito à vida sim, mesmo que hoje em dia o ser humano possa valer não mais que 5 pedras de craque.
E mesmo considerando-se todas estas circunstâncias, nossa Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 3º, assegura que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Direito à vida sim, mesmo que hoje em dia o ser humano possa valer não mais que 5 pedras de craque.
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Matéria Prima é um jornal online alimentado pelo segundo e pelo terceiro ano de jornalismo do Cesumar. Os textos que eu produzirei para lá serão divulgados aqui com a chamada "[ Matéria Prima ]" antes do título.
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