29.11.07

TOP Músicas Novembro 2007

Ta na mão o TOP Músicas Novembro 2007!


Timbaland ft One Republic - Apologize

Tihuana - Tropa de Elite

Britney Spears - Gimme More

Chris Brown - Say Goodbye

Pussy Cat Dolls ft Snoop Dogg - Buttons

Coolio - Gangsters Paradise

Colbie Cailat - Bubbly

Chirs Brown - Wall to Wall

Baby Boy - This s The Way I Live

50 Cent - Ayo Technology

Justin Timberlake - She Wants It

Ja Rule ft Ashley - Joi My Boby

Fergie ft Sean Kingston - Big Girls Don't Cry

Brooke Hogan ft Paul Wall - About Us

Charlie Brown Jr - Pontes Indestrutíveis

Vanessa da Mata - Boa Sorte

Beyoncé ft Shakira - Beautiful liar


* Algumas músicas você ouve com exclusividade na número 1
http://metropolitanafm.uol.com.br/top20/

21.10.07

Eu também sou brasileiro

E como brasileiro, aprendi a correr atrás logo cedo

A acordar para não perder a hora

A chegar atrasado às vezes por causa da chuva

E tentar não decepcionar as pessoas por causa do meu dia

Sou brasileiro, sofro com o trânsito e as enchentes

Assisto todo os dias nos jornais cenas bárbaras de violência em meu País

Mas nem por isso deixei de amá-lo ou negar minha nacionalidade

Aprendi desde cedo a correr atrás do ônibus

A não dar bobeira por aí na rua

A me virar para conseguir o que quero, quase sempre dando um jeitinho

Sou mais um típico cidadão desse País

E, como tal, caminhei muito para chegar onde estou

E sei que a batalha não está nem começando

Não tenho tudo o que quero, mas se eu quiser, existe possibilidade para isso

Meu patrão passa o dia inteiro me infernizando

Minha mulher só consegue reclamar

Meu cachorro só me dá trabalho

E eu ainda tenho muitas outras coisas para cuidar

Sou sofrido, aprendi me machucando

E hoje tento me distrair

Bebo nas festas, assisto filmes, saio com os amigos

Ouço músicas estrangeiras, digo que amo viajar

Mesmo que seja apenas uma vez por ano

Aprendi a me virar, sempre consertando uma coisa ali, outra lá

Vou levando, afinal, ninguém é de ferro

Acho engraçado os discursos da classe média

Não consigo definir pra qual partido político eu ajudo

Muito menos se a coleta seletiva de meu bairro está agindo corretamente

Acho que não sei quem foi o cara cujo nome foi emprestado à avenida em que moro

Já ouvi falar de Collor, mas não me peça para explicar

Passo horas na internet, uma das melhores distrações

Sim, sou brasileiro, e como todos também gosto de um churrasquinho domingo à tarde

Pego as bolhas de ar no plástico e estouro todas, uma por vez

Leio poucas revistas, jornais quase nunca

Geralmente compro livros no sebo, mas passo sempre na livraria para conferir os lançamentos

Compro pão integral pois todos dizem que faz bem à saúde

Se descubro que meu amigo está com dificuldades, até tiro um sarrinho antes de ajudar

Aprendi que se estiver chovendo, o melhor programa é locar um filme

Se existe uma fila onde estou, já me dirijo automaticamente para ela

Tem blitz lá na frente, tenho que dar um jeito de desviar

E porque não deixar cair uma nota de 50 quando o policial me parar?

Claro que sou brasileiro, aprendi a me virar

Aprendi a dar meus pulos

E correr atrás do prejuízo

Se todo mundo se ajudar, ninguém precisa sair prejudicado

Sou brasileiro, gosto de ajudar, gosto de ajudar.

13.10.07

Pensamentos de uma sexta-feira de outubro

Saio de casa e o céu muda de cor. É tempo de fechar as janelas, tirar as coisas que estão fora da casa e colocá-las para dentro, e claro, fechar as portas também! Vem o vendaval, cai o aguaceiro. E isso porque fui dormir num dos dias mais quentes da história, acordando em um que, com o sol pela manhã, eu cogitava planos de ir ao clube.
*
Percebi que ao meu lado meus vizinhos não estão mais. Foram viajar. Então pego o rádio, já que está o maior barulho por causa da chuva, e começo a cantar. Passam-se cinco músicas e enjôo. Desligo o som, pego um pedaço de melancia. Vou lá fora, a chuva deu uma trégua e eu quero calcular seus estragos em meu jardim. Aliás, meu não. Jardim de minha mãe, cujas plantas agradecem dias assim.
*
Que dia chato! A chuva tinha que vir sim, mas não podia estragar a minha sexta. Pego o carro, saio para ir trabalhar. Quando chego lá, descubro que não sou necessário naquele dia. Volto então, devagarzinho, pois a rua está cheia de árvores [sim, as árvores ficam na calçada, então a rua não seria o lugar delas]. Desvio de uma, desvio de outra. Vou seguindo.
*
Passo em frente à casa dela. Mal sabia eu que uma amiga minha repetiria esse mesmo gesto que eu logo mais à noite. Fico observando, tentando ver se ela está em casa. Ouço Damien Jurado cantando uma frase "does your husband know I call you sweet?". Vou seguindo. É, hoje me parece que ela tirou o dia para ir rezar. Que linda minha menina. Tão meiga e já sabe o que quer. Tão atraente e parece que me ama. Mando uma mensagem, ela responde. Descubro então que ela se foi, para outra cidade. Mas volta na segunda. Até lá tenho de conter a saudade.
*
Combino com uma amiga de ir jogar sinuca. Mas dessa vez, para variar o ambiente, fomos para uma outra casa de jogos. Saímos de lá, eu já um pouco nervoso por causa de pequenos atritos, e fomos a um outro barzinho. É, tiramos a noite para dar tudo errado mais uma vez. Mesmo assim, eu ainda estava feliz.
*
Chego em casa. Não há mais chuva. O céu ainda escuro e eu fazendo planos de ir comer pastel. Mando outra mensagem para ela. Vou à feira. Não há barraca de pastel. Volto seguindo devagarzinho, desviando de animais, galhos e árvores. Que dia mais confuso! Mas quanta falta ela me faz. Quando voltar, serei o primeiro a ir dar-lhe os parabéns, tentar matar a saudade. Aproveitar, quiçá, o pouco tempo que pode nos restar. É o tempo de eu ir dormir e ver que meu dia se completou.

11.10.07

Pensamentos de uma quinta-feira de outubro

Eu não sei de nada além do que já sei. Cartas utópicas já não me seduzem mais. Pensamentos corrosivos não me conquistam como antes. Seu olhar agora parece brutal. Olho para o espelho na esperança de te ver, mas o que encontro, Narciso, é nada mais do que minha feia aparecia natural. Pobre de mim, vigiado pelas estrelas, andando sob o luar. Não há quase nada que me chama a atenção nessa noite quente de primavera.
*
E pensar que quando te conheci nem sequer sabia da sua beleza. Nem muito menos imaginava tanta preciosidade. Eu, que coleciono pérolas achadas na areia num dia de manhã, pensei em guardar você perto de mim. Mas que bobagem a minha. Nenhuma coleção se faz quando se tem a mais bela de todas, quando se acha uma de maior destaque entre as outras. Hoje à noite vamos tentar fazer diferente.
*
Quando digo que escolhi a mais bela jóia, pareço muito iludido. Ilusão imaginar que isso acabaria bem. Não consigo parar de pensar em quanto tempo joguei fora, quantas atitudes minhas, bravas, guerreiras e até inusitadas para meu estilo, quanto tempo...
*
Hoje à noite eu irei dançar sozinho. Deixe-me dançar sozinho no salão.

10.10.07

O corpo fala


To aqui nesse parênteses dentro da minha série de pensamentos de outubro para dizer que esse livro é realmente muito bom. Não só pela maneira instintiva que trata os aspectos do nosso dia, mas também pelas caricaturas fascinantes de Roland Tompakow que ajudam você a entender melhor como simples sinais são pontos de partidas para análises daquilo que se passa na mente de uma outra pessoa. Recomendado!

Pensamentos de uma quarta-feira de outubro

Saio de casa com sundown. Do lado de fora, parece o inferno: quase 35 graus Celsius, e tudo o que me vem à mente é uma sombra e um sorvete [no clube, na praia, no quintal de casa]. Eu, que estou acostumado ainda com a vida de pegar ônibus às vezes para cumprir com minhas obrigações, nem sequer ligo tanto para carros. Eu não acostumei a usar minha carteira ainda [também né, um dia com ela é pouca coisa!]. O máximo que fiz durante ontem e hoje com relação a carros foi trocar os carros aqui de casa de lugar e ajudar meu pai rapidão colocando o carro noutro lugar. Pois bem, diga-se de passagem que isso não tinha absolutamente nada a ver com o que eu ia falar aqui hoje. Voltemos ao assunto então.
*
O fato é que eu saí de casa hoje para fazer a cirurgia do meu dente molar do siso. Minha dentista tinha me tranqüilizado muito alertando antes da cirurgia que nada iria doer, nada. O fato é que, antes de eu chegar lá, algo bastante curioso me aconteceu, e isso tem a ver com o mini-ônibus em que eu estava. Após entrar e ter pago a passagem, observei que em uma das poltronas havia uma enorme poça de café, derramada eventualmente por algum desleixado que deixou seu copinho sobre a mesma. Como fatos do tipo ônibus com poltronas pixadas e sujas já são normais em nossa sociedade, nem dei tanta importância, até porque eu estava com um problema maior em mente – o maldito siso!
*
Foi aí que o motorista surgiu e, como num relapso, irritou-se ao ver a pocilga que atraía moscas em seu micro-ônibus. Ele disse:
- Nossa, tem gente que não tem consciência mesmo né? – e limpou o café com um pano branco, mas branco que até dava dó.
Eu na hora apenas afirmei com a cabeça, pois não sou do tipo de iniciar rebeliões e manifestações na base do pensamento popular. Daquele tipo que a gente encontra aos montes por aí dentro dos ônibus, revoltados sabe Deus com o quê, xingando administrações públicas e metendo a boca no mundo. Eu não concordo com esse tipo de pensamento, por isso na hora apenas balancei a cabeça num sinal positivo que concordava com o que ele dizia, simplesmente com a intenção de cortá-lo para não levar o caso adiante.
*
Foi aí que o mais engraçado e completamente sem nexo em relação a fala dele aconteceu. Ele pegou o copinho e a colherzinha que estavam sobre a dita cuja e, como num colapso de memória seletiva que permitiu-lhe esquecer suas falas sobre “consciência” e blá,blá,blá, pegou o lixo e jogou na rua. Eu, que ainda estava com o maldito siso em mente, na hora parei e mantive meu pensamento nas atitudes do velho senhor ecologicamente “consciente”. Ri, discretamente, enquanto ele fumava um cigarro do lado de fora. E depois fiquei pensando.
*
Por que raios as pessoas adoram falar mal das coisas se nem sequer se importam com suas atitudes individuais? Tentei pensar no caso de hoje mesmo, e vi que a solução não seria ele jogar o lixo na rua, obviamente, pois estaria apenas repetindo a mesma atitude que algum “inconsciente” cometeu antes.
*
Já disse: não gosto desses discursos de esquerda partidos de evidências pouco conceituais. Se existe um fato, informe-se. Essa é a primeira parte. Saiba tudo sobre seus direitos, deveres, sobre consciência comunitária, ecológica e prestativa, saiba sobre sua vida! Não me venha sentar perto de mim e começar a dizer que o prefeito esqueceu de plantar árvores aqui porque ta muito sol, que os gafanhotos estão morrendo e que as pragas naturais ressurgiram, que o mosquito da dengue é o novo mal da prefeitura, que as estradas do País são uma merda e que tapar buracos não resolve nada. Caracas, cadê os argumentos para isso? Basta simplesmente olhar e começar a xingar?
*
Digo que fico irritado quando alguém vem xingar alguma coisa perto de mim porque sei o quanto é difícil de agradar a todo mundo. Ninguém nunca conseguirá tal fato. O primeiro passo para você ser consciente e sair metendo a boca no mundo é muito além de apenas observar. Você deve investigar, se é essa a melhor palavra. Corra atrás do problema, faça análises, colha dados, e enfim você verá que existe sim um eventual problema, mas que somente seu esforço foi capaz de dar a você a dignidade de criticá-lo. O segundo passo é cobrar. Agora sim é a sua vez de perguntar para os responsáveis, indagar poderes, tentar ver o que está e o que não está sendo feito. E, por fim, apresente soluções. Essa é, sem dúvida, a melhor parte. Indique, ajude, faça sua parte.
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E, cá entre nós, meu dente do siso que não está mais entre nós [!] ta doendo um bucado. Por isso amanhã volto a escrever mais.

Pensamentos de uma terça-feira de outubro

Não que a minha janela tenha uma vista boa e adequada, mas sempre costumo abri-la durante a noite para pensar. Já que não se pode voar por causa da gravidade, uso uma tática que mantém meus pensamentos tão longe, mas tão longe, que parece que tudo congela. É o que eu chamo de “momento de circusnpecção”, aquele em que paro, fixo o olhar em algo que não esteja em movimento, penso “como seria se...” e então viajo até alguém me chamar a atenção ou ficar balançando a mão em minha frente.
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Geralmente, quando isso acontece, costumo pensar em coisas absolutamente inviáveis, inexistentes, ou então reflito sobre tudo o que já aconteceu e o que pode vir em frente. Nossa, já cheguei a pensar que caí na ilha de Lost, que já corri de seqüestradores e até mesmo em cima do palco tocando piano solo. Parece bobagem, mas quando você imagina o que quiser, você literalmente voa. E olha que voar faz bem.
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Algumas pessoas que me parar e perguntam o que estou fazendo quando o que estou fazendo é pensar ficam extremamente decepcionadas com minha resposta: ora bolas, estou pensando. Desenvolvi um estilo próprio que me permite pensar muitas vezes antes de cometer atitudes. Caso contrário, toda minha vida seria circundada de atitudes impróprias e tombos, muitos tombos. Bom, eu também não sou perfeito e costumo errar algumas vezes. Admito que estou errado quando vejo que não pensei em tudo ou que minha mente falhou na hora de me lembrar sobre determinado detalhe.
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Podem achar que sou frio e calculista, mas não costumo aparecer de última hora, fazer as coisas pela metade ou pedir para ficar pra depois de amanhã. Não. Quando me pedem algo, sempre procuro fazê-lo o quanto antes. E sempre que posso marco horários. Não é à toa que minha agenda tem compromissos para daqui a dois, três meses [não tantos, mas gosto de marcar tudo o que me acontece]. Posso até chamar isso de organização. Ser organizado, saber cumprir horários e ter local definido para ir é o meu estilo. Não sou do tipo que chega atrasado, deixa tudo de lado e nunca sabe para onde está caminhando. Deus me ajude a não encontrar uma pessoa assim.
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De qualquer forma, tudo a que me refiro como pensamento nada mais é do que aquilo que o faz viver. Todos nós vivemos de pensamentos. Se não pensássemos, não existiríamos e, consequentemente, não seríamos capazes de cumprir com as obrigações de nossas vidas. Assim, tudo me permite concluir que as pessoas que não cumprem seus compromissos com perfeição e sintonia não pensam como aquelas que o fazem bem. E é por isso que até hoje me chamam de grosso. Mas uma coisa é certa: adoro dizer a verdade!

8.10.07

Pensamentos de uma segunda-feira de outubro

Bom, hoje vou dizer que irei me prolongar neste discurso um pouco besta mas realista. Não quero representar aqui falsos interesses e perspectivas, mas minhas reais conclusões a respeito de certas etapas de nossas vidas que mudam muito o nosso caráter e acabam nos transformando em seres, algumas vezes pérfidos, em outros momentos humanos. Como reagir? O que fazer? Se cair, como se levantar e prosseguir?
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É, são etapas de nossas vidas que precisam ser vencidas. O primeiro passo é compreender a mensagem, não deixá-la solta pelo ar. É preciso entender que viver não se passa apenas em um canal, mas em vários outros. E como não deixar de lado certas decisões, atitudes, opiniões? Como, por exemplo, ter de optar entre gastar pouco e ser feliz ou gastar muito para não ter mais nada? E como não sofrer?
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Talvez tenha sido um momento bastante difícil para uma família vivenciar a dor de uma perda que um membro faz. Talvez essas palavras me tornem hipócrita, mas sinto isso como se já tivesse vivenciado. É quase a mesma dor de perder alguém que se ama, que se gosta, que se cuida e tem valor, alguém que o faz se sentir especial. E como superar tudo isso? Não é só jogar nas costas o que está acontecendo e tocar para frente?
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Um dia pensei e vi que nunca acharei respostas para as perguntas acima. Momentos passionais como este me fazem repensar a respeito de certos caminhos em minha vida que venho seguindo desde quando eu era criança e que hoje me fazem ser muito “durão”. Não concordo. Certas atitudes minhas me acompanham sim há muito tempo, mas são elas que me fazem ser do jeito que sou e me tornaram quem sou. Não importa há quanto tempo faço algo. Se sinto que é hora de mudar, mudo. E não me confunda o significado da palavra mudar com o significado de evoluir.
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Bem, em nossas vidas muitos são os planos traçados e muitos os tombos levados. Durante um bom tempo você acaba aprendendo literalmente apanhando. Seja por ter feito algo errado, por ter pensado de forma diferente ou não ter escutado o outro. Se é algo que aprendi ao longo dos anos é que tudo é uma questão de práxis. Daqui a 10, 20 anos quem sabe, terei evoluído ao ponto de dizer para meus filhos que sim, fui um cara que deixou de lado muitos amigos, falsos-amigos, enfim, pessoas que já viveram ao meu lado. Mas saberei dizer para eles o que foi que aprendi de lição: importem-se apenas com aqueles que vos amam. E deixais o resto de lado.
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Quem sabe essa não tenha sido a maneira mais dura de eu entender quantas pessoas com falsos interesses vieram atrás de mim me pedir ou suplicar alguma coisa. O que fazer, como proceder? Algo que ainda não aprendi é a negação. Eu não consigo e não sou capaz de negar ajuda a uma pessoa que sei que tem mais dificuldades que eu e que depende de mim. Se meu pensamento fosse egoísta e capcioso ao ponto de eu querer me gabar, não estaria hoje rodeado de cinco ou seis amigos que sei que posso confiar.
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É como levar um grande tombo numa passarela, na frente de milhares de pessoas. É só não se importar. Levante-se, tente outra vez. Não vamos nos desesperar! Nos dias mais difíceis de sua vida, pense em coisas boas, em como seria bom se [...] e como isso ajudaria você a superar sua situação atual. Faça planos, não tenha medo de sonhar. Eu ainda tenho vários planos que não fui capaz de concluir até os dias atuais, mas também já realizei uma porção deles e hoje me considero satisfeito por causa disso.
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Ok, não acredita né? O mais recente de todos foi o documento que considero ter sido o mais difícil de todos para se obter em toda minha vida: a carteira de motorista. Foram dias de angústia, sonhos com balizas, ódios mortais de examinadores, enfim, toda uma corrente negativa e uma carga depressiva que me fazia crer que só em 2050 eu tiraria este bendito documento. Meu primeiro passo foi pegar o carro um dia escondido. Dei umas boas treinadas e fiquei fazendo manobras nas ruas aqui perto de casa. Meu segundo foi crer que eu teria aquele documento em mãos e que o mesmo só me traria boas recordações. Às vezes até chego a acreditar que, por intervenção divina, não me foi dado antes por precaução, premonição. Acreditando que eu obteria o documento em meu terceiro teste prático, formei uma corrente mas tão positiva, mas tão positiva, que somente esta me deixou extremamente calmo no dia do exame. E daí eu passei
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Caraca, como se levantar de um tombo? Esta deve ser a pergunta que está circundando sua mente. Trata-se de algo bem simples, na verdade, um grande gesto: dê risada. Ria para não chorar, sorria para não sofrer. Esse é o melhor caminho. Confie em mim. Eu, que passei minha vida inteira rindo, sorrindo [e que hoje tenho até os bigodes de chinês por causa disso], posso afirmar com convicção que esse é sim o melhor caminho. Trata-se da saída para quem não agüenta mais tentar outras soluções.
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Muitas pessoas indicam caminhos alternativos: terapia, remédios, animais, plantas, trabalho voluntário, ocupações excessivas, músicas, comidas, sexo, livros, compras e até viagens em cruzeiros. Para que tudo isso se a cura de algo tão simples está em sua mente? Vamos lá! Trata-se apenas de você querer levantar! Se você consegue ser capaz de compreender a força do pensamento, é muito capaz também de evoluir e perceber que não existe melhor reforço para sua vida do que seu próprio modo de pensar.
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Chego até a indicar para quem procura minha ajuda uma vida diferente. Teve uma época em minha vida em que uma amiga minha chegou para mim e disse que estava passando tão mal por causa do casamento de seus pais, desestruturado, mas tão mal que parecia que ela ia fugir. Eu propus a ela uma pequena ajuda, pois os recursos para eu ajudá-la naquela época não eram os mesmos que os de hoje. Propus a semana da diversão.
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Segunda-feira fomos tomar café num hotel da cidade antes de ir para a aula. Terça foi a vez de irmos ao clube e passar o dia por lá. Quarta jogamos vídeo-game até não podermos mais. Quinta estudamos para uma prova. Sexta saímos para jogar boliche e ir ao cinema. Sábado fomos à igreja dela e depois jogamos tabuleiro com alguns amigos dela. E no domingo ela ficou de me escrever tudo o que ela havia achado. Eis o que ela me escreveu, numa carta que guardo até hoje.
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“Yudi, não posso conter minha emoção e alegria de estar ao seu lado. Você torna as pessoas mais felizes, você tem um poder especial que Deus lhe concedeu. Sempre use seu poder para mudar a tudo e a todos, pois acho que isso você consegue fazer muito bem. Não vou negar que ainda sinto uma pontinha de tristeza... quando vejo que não sua capaz de mudar o que meus pais querem. Mas mesmo assim fico muito agradecida por toda sua ajuda. Você é especial!”
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Bom, basta repetir que mudar nossa maneira de pensar e passar a sorrir é o melhor remédio.

5.10.07

[ Youtube ] Doida do apito em Maringá

2 = 5 ???

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0 = 0

certo?
então

2-2 = 5-5

logo, coloco o 2 e o 5 em evidência, o que fica?

2 (1-1) = 5 (1-1)

corto os parênteses e o que me sobra?

2 = 5

como?

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Existe contestação sim. Caso você queira saber a resposta, manda recado no meu orkut que eu respondo.

Receita do mês é de matar a sede!

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E claro, muito nutritiva também! Segundo o livro "Você - Manual do Proprietário", essa vitamina que irei passar é boa para o sistema imunológico, já que ajuda, com a vitamina C da laranja, junto dos antioxidantes e os flavanóides, na defesa de nosso organismo.
[também não entendi muita coisa mas tá valendo! haha]

Vitamina de Laranja e Amoras

Você vai precisar de:

  • 1 xícara de leite de soja natural ou sabor baunilha
  • 1 banana média madura
  • 1 xícara de amoras congeladas (pode ser, no lugar das amoras, framboesa ou morango)
  • 1 colher de sopa de suco de laranja concentrado congelado ou meio copo de suco de laranja natural com um cubo de gelo
Agora é simples: só colocar tudo no liquidificador e esperar ficar homogêneo!

Porção para duas pessoas com 253 calorias.

Fonte: Você - Manual do Proprietário

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Link do Mês é da banda The Age Of Information



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A nova banda de David Hodges após o término do Trading Yesterday. e o site do
Visite o Site Oficial e o MySpace.

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Clique para baixar Knoweldge e Soma.

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O link do mês fica então com a comunidade da banda no orkut.

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Vamos matar a popularidade


(www.marfisa.org/articoli/img/319.jpg)
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Cá entre nós, essa história de popularidade é pura bosta!
Medi-la, então, é pior ainda!
Para mim não existe popularidade maior do que aquela que é implantada em sua cabeça.
Para quem consegue entender a frase, esse é o recado!
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Pois bem, diga-se de passagem que muitas pessoas estão preocupadas com a tal da pop. E passam a querer medi-la na medida em que se sentem mais sozinhas e inutilizadas.
Perguntam-se, com frequência, quantas pessoas poderiam estar com seus nomes na agenda, passam a contar quantas visitam recebem em média por mês, passam a frequentar organizações, igrejas e associações, guardam quaisquer lembranças de amigos, parentes e conhecidos em datas especiais, enfim, fazem de tudo para continuarem a ficar com a maldita popularidade na cabeça.
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Digo isso porque esses dias visitei a casa de meu amigo e vi como é que a tal popularidade ocorre. A mãe dele, vaidosa, com seus lá 40 anos ou pouco mais, tinha dois celulares e o telefone de sua casa não parava de tocar, além é claro de ela estar conectada ao msn também. E assim ela media sua poplaridade virtual, num círculo grotesco de contagem de recados, lembranças, mensagens de e-mail, cartões, mensagens de celular e convites para a "balada". Eu fiquei pensando e observando. Não sabia o que dizer em frente a algo tão diferente e desnaturalizado.
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Digo desnaturalizado porque sim, a natureza do homem é de um ser social, o qual não pode viver como um monge isolado de sua sociedade. Se ele nasceu em uma civilização, é crucial que se acostume a viver sem a mesma. Todavia, nem toda sua vida deve ser de natureza sociável. Viver 100% sociável é a mesma coisa que você não viver sua vida. Entendem?
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E eu acho extremamente ridículo o que as pessoas fazem para conseguir status e popularidade. Esses dias vi um cara chorar em público devido à morte de uma pessoa que não lhe era muito próxima. Mas ele chorou. Fiquei pensando: quantos pontos de popularidade [cara sensível, se importa com a morte dos outros] ele pode ganhar fazendo aquilo? Se essa popularidade existisse mesmo na realidade, ele estaria ganhando pontos negativos, porque isso deve ser considerado ato de apelação.
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Sabe o que um amigo meu me ensinou um dia, ainda numa época em que eu me importava com essa merda de popularidade? Que minha vida sou eu quem faço, e não se pode depender de outras pessoas para isso. Eu lhe disse "ninguém me liga para sair há mais de uma semana!". E ele me respondeu: não fique esperando alguém te ligar. Quantas pessoas estão aí como você, esperando por um telefonema? Vai lá e liga você! Aí é que eu fui me tocar que ele estava certo. E, desde então, tenho construído um círculo de amizades pelas quais me importo não porque elas lembram de mim ou não, mas sim porque consigo lembrar delas.

4.10.07

Jogo do Susto

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

[ Social ] Noite do Gengiskan


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Sabe aquela coisa de ficar marcando, marcando e marcando, mas nunca dá certo?
Hoje quase que não dava também, mas daí acabamos decidindo de última hora
a fazer carninhas na chapa com o arroz tradicional e muito gostoso da Nathasha,
além de uma coca bem quente para dar uns arrotos nervosos! Falaí Paula!
E no final, depois de uno e de risadas com os tombos, ainda deu tempo de gravar uns sustos!
Certas amizades a gente tem que levar pra vida inteira!
Beijo pra vocês!

Por que 70 reais?


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Eu não entendo. Para o Detran, só vale a mão-de-obra. Por que então as auto escolas por aí cobram R$ 57,30 por exame?
É muita sacanagem!

E o blog tá indo!


*
Por enquanto, até a data de ontem, o número de leitores só vem aumentando.
Foi um pulo de 20 para 75!

3.10.07

Cansado de esperar? Reclame!

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Tem dias em que a gente quer matar todo mundo que nos deixa esperando. Fala sério! Domingo começou a semana com a espera na fila para entrar no desfile. E isso porque, mesmo com a fila, todo mundo "cortava" todo mundo na frente.
Segunda foi a espera na fila do banco, mais de 30 minutos em pé, palhaçada mesmo! O que os bancos alegam, segundo minha constatação própria com um gerente regional de produção de uma rede nacional de bancos, é que os próprios clientes são os responsáveis pelas filas, já que preferem vir pagar as contas nos bancos por causa do contato físico e visual com o atendente a utilizar outras opções, como pagamentos em casas lotéricas, farmácias e padarias, além do débito automático com instrutor para isso fornecido pelo próprio banco.
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Se você não se convenceu com o argumento acima, é só dar um pulinho nos bancos para ver quanta gente desinformada tem! Se você tiver um boleto com código de barras, pague ali nos caixas que ficam do lado de fora. Você nem precisa entrar pela porta detectora! É simples e ainda tem ajuda. Caso contrário, leve seu iPod, um livro e 500kg de paciência para esperar na fila nos dias mais movimentados.
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Terça foi a espera prolongada que eu mesmo sofri devido ao teste do Detran. Nem dormir eu consegui, já que deitava na cama e ficava tentando pensar em outras coisas que não fossem: baliza, placas preferenciais, marchas e retornos. Mas por sorte e por intervenção divina, além é claro de eu conhecer O SEGREDO [haha, nem me diga nesse livro tão cedo, pois embora tenha me ajudado, considero um desperdício R$39,90 por auto-ajuda que joga a culpa no universo].
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Hoje lá fui eu pagar mais contas novamente. Dessa vez numa casa lotérica e numa loja. Jesus, quase uma hora eu gastei para gestos tão simples. E, como meus pais não trabalham com débito na conta corrente do banco, ficamos ainda nessa atitude retrógrada de enfrentar filas.
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O que eu acho mais engraçado é que esse é um costume que, eventualmente, vem dos povos indígenas, que faziam brincadeiras e apresentações todos enfileirados. Mas o mais hilário é que, se existe um lugar com fila, uma pessoa chega, logo ela se dirige para a fila. É muito automático, e acontece quase que espontaneamente. Mas se eu enfrentar mais fila hoje quando for sair à noite, aí vou surtar de vez.
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Se você ficar cansado de esperar, ou então o tempo em uma fila de um banco se prolongar, em dias normais, por mais de 20 minutos, reclame! Faça sua parte e chame a fiscalização do Procon no telefone 3901-1970.

[ Youtube ] Vídeos Engraçados

Vamos aos vídeos hilários que achei nesta semana:










Depois de tanto sofrimento...


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Agora sim eu to pronto pra invadir as ruas de Maringá!

HDSASIUHDIUSADHSAOIUDAIUSHIDAHIA

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1.10.07

Jacqueline Wismeck arrasa em concurso


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É, a Jacque mandou bem pra xuxu!
Se me permitem abrir um breve parênteses, existem certas coisas que nem o dinheiro consegue comprar.
Algumas delas: amigos, carisma, simplicidade, elegância, beleza e, acima de tudo, caráter.
O que ficou provado ontem à noite é que a nossa cara surtada Jacqueline Wismeck tem potencial de sobra para exibir por aí. E com certeza aqueles jurados de ontem não conseguiram enxergar quanta preciosidade essa loira tem!
Se teve algo que ficou provado lá ontem é que não importa estar entre as oito finalistas ou com uma coroa de nada. Mas sim que as maiores virtudes e os mais belos presentes são todos os seus amigos que foram lá prestigiar o seu show!
E, cá entre nós, mandou muito bem!
Por isso é que eu digo que essa Jacque é meio surtada. Mas mesmo assim é também uma grande pessoa!
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Para visualizar o perfil de Jacqueline Wismeck, clique aqui!

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Esses foram os dois vídeos gravados por lá ontem, mostrando que a nossa cara surtada sabe tanto desfilar quanto falar bem em público!





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E amanhã...


Lá vamos nós outra vez! Já to quase perdendo as contas!

BOA SORTE!!!

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Olha que engraçado!

http://www.myheritage.com/collage

Não me parece tão contente

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Saio do ônibus como de costume, vou caminhando em passos rápidos até chegar em casa. Sempre foi assim. Dia ou outro dou uma breve passadinha na padaria para comprar alguma coisa doce e esperar o tempo passar.
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Às vezes, quando chego em casa ainda de madrugada, saio no jardim tentando desvairar e esfriar a cabeça. Penso em como seria se o mundo fosse de outro jeito, se eu pudesse colocar todos meus planos em prática. Aí volto quando percebo que o dia está chegando.
*
De vez em quando penso em ir para bem longe. Não importa onde seja, contanto que eu me sinta bem. Posso enjoar muito fácil de um lugar, como também me acostumar num instante com outro. É questão de práxis que resolvo em meu dia-a-dia. Se tiver um lugar para parar, sentar e refletir durante a noite, está bom demais para mim.
*
Sonho em ter uma sacada cuja visão seja um outro e qualquer prédio na frente. Eu gastaria horas e horas ali, observando milhares de vidas e mais vidas sendo vividas. Eu até compraria um binóculos! Acho incrível a capacidade que as pessoas têm de esconder seus reais sentimentos. Posso observar através dos olhos e ver que ninguém está feliz. Como conseguem? Ainda descubro como!
*
Vou andando pela madrugada fria e escura da cidade. Resolvi voltar à pé com meu amigo hoje, que mora perto da minha casa. Nenhum café aberto ou algo similar. Vamos andando e conversando. Acho que o papo que todo mundo mais gosta é falar sobre a vida alheia. Quando chego em casa, paro para refletir sobre meu dia e planejar o seguinte. É sempre assim que acontece. Às vezes chego a sentar em frente à minha cama e jogar todos os pensamentos ruins para fora, como se fosse uma espécie de tecla delete. Sempre dá certo e, ademais, começo meu dia muito melhor.
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Pego a bicicleta às 6 e 30 da manhã, vou pedalando até a feira. Lá eu não encontro conhecido algum. Sento-me no banco da barraca de pastel, como um cidadão qualquer, misturado entre tantos outros que ali acordaram cedo. Parecem que estão felizes e contentes, mas sei o quão difícil é acordar a essas horas da matina. Isso porque boa parte acorda muito mais cedo. Ali sinto-me como se estivesse exausto de tudo e de todos. A vida me parece bem mais simples do que eu penso ser. É como se aquele pastel e aquela sodinha levassem embora todo meu cansaço. Isso se chama stress social.
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Tirei meu dia para ir ao clube hoje. Embora pareça mais um dia normal, para mim é mais um momento de curtir sozinho o que eu ainda posso viver. Cheguei cedo e, por enquanto, não há mais ninguém. Durmo e acordo de novo quase na hora do almoço. Olho para meu lado e não vejo ninguém. Sei que muitas pessoas têm compromissos durante o dia. Nesse dia eu também tinha, mas resolvi largar tudo de lado. Depois do almoço, volto, entro na água, descanço. É o tempo de eu observar ao meu redor e ver quantas outras pessoas estavam fazendo o mesmo que eu. Acreditei se tratar do clube da solidão. O som que estava tocando no clube travou. A mulher ao meu lado levantou, irritada, e me perguntou como é que podia uma coisa daquelas!
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Saio de uma festa quase às 5 da manhã. É quase a distância de dois quarteirões de casa, então volto andando. Ventinho gelado, brisa que eu queria todos os dias. Sento-me no meio fio e começo a pensar em mnha vida. Sozinho, naquele instante, é como se não houvesse perigo, como se não existisse algo além de mim. Chego até a trocar palavras comigo mesmo, na esperança de que ninguém me ouça, ninguém me escute. Um carro que estava estacionado na rua dá partida. É tempo de eu me levantar, colocar a mão na cara e sair morrendo de vergonha.
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Hoje acordei com vontade de sair daqui. Ontem foi o cúmulo: eu querendo dormir cedo, às 7 da noite, para tentar regular meu sono, e um amigo me liga. Logo, uma amiga aparece em casa para pedir ajuda e, depois, um outro amigo que eu não via há mais de um ano aparece para colocar a conversa em dia.
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Tirei o dia de hoje para meu stress urbano. Ando pelas ruas, observo as pessoas, gosto de pegar panfletos. Às vezes paro para observar as vitrines que me chamam a atenção. E, como quem não quer nada, vou seguindo andando por aí. Paro em uma casa lotérica, compro umas raspinhas e, no final, acabo perdendo meu cincão!
*
Não que eu não goste de pessoas, mas todos uma hora ficam sozinhos. Esses são meus momentos do dia que tenho para mim, para pensar, para pôr em dia a conversa comigo mesmo. Às vezes acho que sou meu melhor amigo, e continuo preferindo pensar dese jeito.
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29.9.07

Linearidades, vulgaridades

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Não que eu esteja sendo hipócrita ao afirmar que sinto pena daqueles que são, por natureza, desvantajados. Afirmo isso baseando-me na tentativa de entender o motivo e a real circusntância que os deixaram nesse estado. Uma atitude correta é entender os motivos, uma errada é julgá-los por situações que não cabem nem a mim e muito menos a qualquer pessoa compreender uma vez fora do universo em que os mesmos vivem.
*
Para tentar explanar melhor minha idéia, vou propor uma seguinte situação:
Certa vez, um amigo meu me disse, enquanto caminhávamos pelo centro e avistamos um mendigo dormindo em panos sujos numa calçada, que tal situação era, senão, apenas reflexo daquilo que um governo representa para seu País. Pois então, se a administração estava uma verdadeira bosta, era de se esperar que suas eventuais "sujeiras" não fossem ficar escondidas por debaixo dos panos num longo período.
*
Aí foi a minha vez de tentar contrariá-lo afirmando que isso era uma vulgaridade. Quis impertiná-lo dizendo que ele não pode se colocar no lugar do mendigo que estava ali, dormindo, e muito menos afirmar algo sem base profunda. Ou seja, somente se ele fosse um mendigo ou convivesse diariamente com um é que ele entenderia os reais motivos pelos quais os mesmos estão naquela situação. E, por via direta, também seria apenas por convivência no mundo político que ele estaria aprofundado o suficiente para dizer o que disse sobre o governo.
*
Aí eu parei para pensar esses dias se não era mais fácil pensar nas soluções. Sempre me disseram isso e desde quando eu comecei a escrever é que não me esqueço do último parágrafo, o da conclusão, o da sugestão. Talvez a melhor forma de se acabar com qualquer problema seja simples e puramente pensar em como acabar com o mesmo, e não ficar por aí achando que tudo está ruim e que somos os culpados parcialmente pelo caos.
*

Caminhos andados representam passos pensados

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Como já dizia o velho ditado, a voz da experiência está acima de tudo!

E só o tempo dirá quem são teus verdadeiros amigos e quem está ao seu lado, mas do seu lado!

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27.9.07

Crazy Family 2ª Temporada

Tudo o que você ainda não viu estará de volta!



* E para você que perdeu a primeira temporada, dá tempo de fazer o download ainda no rapidshare! Clique aqui e fique por dentro para entender o que vem pela frente nos próximos episódios.


[Logo da 1ª Temporada]

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[ Kabuki ] Show ao vivo em Umuarama

A faixa já diz tudo, então todo mundo bora pra lá!

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26.9.07

Últimos filmes assistidos

Só para constar:

  • Paranóia [*****]
  • Espíritos 2 - A morte está ao seu lado [***]
  • Turistas [*]
  • Temos Vagas (Vacancy) [**]
  • Viagem Maldita [***]
  • O Retorno dos Malditos [*]
  • O Albergue 2 (Hostel: Part II) [**]
Por hoje é só! Quem quiser assiste Paranóia, tá no meu top list!

Top Músicas 2007 [setembro]

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Tempos atrás me pediram para elaborar a lista das músicas mais ouvidas por mim.
Vou usar a lista top 25 do iTunes então!

Aí tá ela, numa postagem para tentar reanimar os ânimos desse blog aqui:

  1. Shattered - Trading Yesterday [*]
  2. How I Go - Yellowcard
  3. What Were The Chances - Damien Jurado
  4. Kreuzberg - Bloc Party
  5. Over my Head - The Fray
  6. Shadow of the Day - Linkin Park
  7. Unaware - Midway State
  8. Scars (acoustic) - Papa Roach [*]
  9. Start Today Tomorrow - The Youth Group
  10. Leave All The Rest - Linkin Park
  11. I Still Remember - Bloc Party
  12. Bad Day - Daniel Powter
  13. One Day - Trading Yesterday
  14. Radios in Heaven - Plain White T's
  15. Fog (again) (live) - Radiohead
  16. Change - Good Charlotte
  17. Dias de Luta, Dias de Gória - Charlie Brown Jr
  18. Fall Into You - David Hodges feat. Amy Lee
  19. Twiztid - Afraid of Me
  20. Hello Sunshine - Sid Matters
  21. Champagne Supernova - Matt Pond Pa
  22. Wash Away - Tabula Rasa
  23. Good Enough - Evanescence
  24. Cry - James Blunt
  25. Everything Changes - Staind
*

[*] versão do CD More Than This
[*] tem que ser a acoustic

*

23.8.07

Ter princípios pode gerar futuras boas ações

(crédito da foto: Willian Yudi)

*
Pare e pense: aqui, neste exato momento, quantas ações você já tomou sem medir as possíveis conseqüências? Muitas, poucas ou nenhuma?
Talvez seja bom nem parar parar contar. Às vezes o que me dá medo é de que, se começar a contar, não se chegue a um fim.
*
Ações são tomadas mediante nosso consentimento de que as mesmas são, ora boas, ora ruins, geradoras de efeitos. Tudo o que pensamos, fazemos, falamos sobre, imaginamos e colocamos em prática são ações. O que nos move, em nossa sociedade, são essas mesmas ações das quais baseamos nossas vidas.
*
Nosso respaldo deve estar sempre em nossa consciência. Agir corretamente significa pensar. E só há uma maneira de se pensar corretamente: baseando-se em princípios. Por isso digo que nossa vida nunca será boa e devidamente encaminhada, numa senda cujo destino é a felicidade, caso não nos demos conta de que precisamos urgentemente de princípios.
Posso ter minha opinião sobre determinado assunto, por exemplo, e, naturalmente, não estar de acordo com aquilo que uma certa pessoa pensa sobre este mesmo assunto. Eventualmente, uma pessoa cujo princípios estão jogados no lixo discutira até o fim para que sua opinião prevalecesse e/ou a pessoa se desse vencida pelo cansaço. Já aquela que garante sustento em suas afirmações com o norteador de que tudo o que ela pensa é, naturalmente pode ser, diferente daquilo que outras pessoas pensam, esta pessoa agiria gerando futuras ações, boas, baseada no propósito de discutir com o objetivo de gerar bons fluidos.
*
Posso estar um pouco equivocado, mas geralmente as piores escolhas são aquelas feitas sem pensar. Não se trata de não ter princípios apenas, mas de não haver plano algum!
*
Outros me perguntam se, às vezes quando se muda um princípio, isso gera efeitos bons ou ruins. Eu digo que nunca é tarde o bastante para mudar sua opinião. Mentes abertas funcionam melhor do que os núcleos com envoltório que se fecham para o mundo. Mude seus princípios caso perceba que os mesmos não estão gerando bons resultados ou não estão lhe fazendo bem.
Não estou tratando aqui dos princípios em si, que podem ser bons ou maus, dependendo da pessoa que os escolhe, mas sim do FATO [ato] de optar por levar uma vida baseada neles.
*
Já me perguntaram quais são meus 5 princípios de vida. Nunca parei tanto para pensar e tentar chegar a uma solução logo. O que encontrei foi:
1) Felicidade
2) Compromisso
3) Responsabilidade
4) Passionalidade
5) Companheirismo
[ Destes, somente o último é resquício dos tempos DeMolay]
*

19.8.07

Trocadilhos

E pensar que durante todo o tempo em que vivemos

conhecemos, conhecemos, conhecemos, conhecemos
conhecemos, conhecemos, conhecemos, conhecemos
conhecemos, conhecemos, conhecemos, conhecemos

Tanta, mas tanta gente, que às vezes fica até
difícil se lembrar de onde se conhece tal pessoa!

Poooooooooorém, algumas delas nós não precisamos parar
para tentar lembrar!
Porque elas são, acima de tudo, surtadas, fora do normal,
"hospicialares", se meu amigo Hoffes me permite utilizar
tal palavra!

Obrigado por todos existirem. Sem

apoio, força, dedicação, atenção, carisma, carinho, presentes,
palavras, abraços, surtos, doideras, maluquices, conversas,
reflexões, conselhos e pedidos

de cada um de vocês, não seria quem sou hoje.

Anuário 2007

6.8.07

Cadê o Yudi?

Tem boato correndo por ae de que ele tá sumindo!
Enquanto isso eu vo tentando ressucita esse espaço
aqui já que meu amigo tomo chá de sumiço!
[x]
Hoffes

16.6.07

Trancado!

e com volta prevista para data indeterminada!

*

21.5.07

Pele de peixe pode ajudar moda local

(fotomontagem de Willian Yudi)
Além de serem produtos diferenciados, artigos com couro de peixe constituem um mercado pouco explorado na região
*
Não é história de pescador dizer que do peixe pode se aproveitar muito mais do que apenas a carne. Artigos produzidos com couro de peixe são uma forma de moda bastante inovadora. Porém, segundo Maria Luiza Rodrigues de Souza, professora do departamento de zootecnia da UEM (Universidade Estadual de Maringá) e coordenadora do projeto “Aproveitamento de Peles de Peixes”, esse ramo ainda é pouco explorado no Brasil, o que constitui boa oportunidade para ajudar a desenvolver a indústria de moda em Maringá.
*
A professora, que trabalha com a idéia desde 1993 e que, em 2003, conseguiu apoio da Seap (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca) para desenvolver o projeto, argumenta que as peles e escamas podem ser utilizadas como recurso de agregação de valor ao peixe. “Através do processo de curtimento e confecção da pele de peixe, pode-se fazer artesanatos em geral, brincos, pingentes para colar, enfeites para a roupa, jaquetas, blazers, saias, calças, coletes, detalhes em camisas e em jeans, sapatos, bolsas e cintos.” Maria Luiza afirma que é possível desenvolver técnicas diferentes e sofisticadas com a intenção de atender à indústria de moda da região.
*
Para a estudante Karla Fabrícia, aluna do quinto ano de engenharia de produção com ênfase em confecção industrial e que participa do projeto com a professora Maria Luiza, o couro de peixe tem aspecto bastante exótico, o que aumenta seu diferencial e o torna difícil de ser imitado. “A indústria de moda gosta de produtos diferentes. Nós podemos fazer muitas coisas com as peles de peixe”, diz a estudante.
*
Segundo Maria Luiza Souza, o valor dos produtos com pele de peixe varia de acordo com a empresa fabricante. “Um sapato pode custar de R$ 200 a R$ 300. Porém, o valor para a confecção fica em torno de R$ 70 a R$ 100. A variação de preço ocorre em função da marca, o que pode ajudar a desenvolver a indústria de moda local, pois são as empresas de pequeno porte que cobram o valor aproximado com o da produção”, argumenta.
*
Além disso, a professora chama a atenção para o custo alto da mão-de-obra envolvida no processo de produção dos artigos. “Esse alto custo, em comparação ao couro bovino, existe devido ao grande trabalho artesanal, onde deve-se manipular cuidadosamente pele a pele.” Exemplo disso foi uma empresa em Maringá, que decidiu, no final de 2005, investir na produção de biquínis e chinelos com couro de peixe. Segundo a auxiliar administrativa Sandra Maria Leal, esse grande trabalho artesanal envolvendo muita mão-de-obra atrapalhou a aceitação dos produtos no mercado, o que fez a produção ser interrompida. “Entretanto, quem conheceu os produtos gostou, pois são artigos diferentes e de boa qualidade. Além disso, as pessoas cuidaram e garantiram a durabilidade”, afirma ela.

2.5.07

Esse mês tá frio mas tá fervendo!

*
Vocês viram que o mês de maio só trouxe coisas boas até agora né?
Spoiler do Kabuki, fatos sociais, textos, reportagem, um novo link do mês e uma nova aparência.
Mas logo logo mais novidades virão! E é só aguardar para ver!

Saber escutar a cosnciência é um bom começo

(foto com direitos autorais embutidos nela)
*
Ainda não nos damos conta de que o futuro não chegou e de que a modernidade está ausente. Deus do céu, você só pode estar brincando! Isto é o que eu chamo de gente evoluída e civilizada: uma pequena besteira – brincadeira boba – de um grupo de amigos que poderia ter acabado em morte. Quando o cara estava para acelerar o carro, uns treze moleques passaram na janela dele e gritaram, fazendo com que ele freiasse com tudo. Aí o cara ficou desesperado com as buzinas dos carros logo atrás e foi parar do outro lado da rua, confuso e desesperado. Saiu pela janela e foi gritando nomes feios para os moleques, que logo vieram correndo em sua direção. O cara foi esperto e saiu dali correndo, sua consciência falou mais alto.
*
O que eu não consigo entender é porque somos tão civilizados ao ponto de enquadrarmos esses tipos sociais como parte de nossa sociedade. E ainda temos coragem de admitir de que temos certa culpa em tudo isso? Claro que não! Odeio quando dizem que tenho também culpa por estarmos aonde estamos. Mentira! Tudo isso não passa de uma crise familiar-social. O jovem não encontra amparo em sua família desestruturada e acaba tentando refúgio por aí, no meio ‘social’. Porém, o que quase sempre acontece é de o meio social convertê-lo para o lado ruim da situação.
*
Pode acontecer muitas vezes de esses problemas familiares atingirem a classe alta, como temos assistido ultimamente. Quando paro para pensar no que está acontecendo, só encontro a seguinte resposta: estamos a um passo de uma nova civilização – em um período intermediário entre uma antiga de saída e uma nova surgindo.
*
Eu não posso estar enganado. Meus avós mesmo diziam que antigamente não tinha tudo isso dessa forma tão absurda. Seria loucura dizer, naquela época, que eu desrespeitei minha mãe e por isso estou com vontade de matá-la! Ninguém tem poder sobre a vida de ninguém, isso é fato. Mas o que acontece eventualmente é pensarmos ao contrário.
*
E logo me remeto à questão do perímetro pessoal. Conservo minhas atitudes, tenho meu caráter – não dependo de ninguém para fazer com que eu me sinta mais ou menos feio. Sei ouvir minha voz interior, ela existe e está sempre presente. Quero dizer que muitas vezes fazemos algo levando uma pré-consideração sobre o que os outros irão achar como forma de juízo e justificativa para o ato. É a mesma coisa que dizer que eu vesti uma calça exuberante justamente porque todos iriam olhar para ela.
*
Agora pense: isso não tem a ver? Não está na cara que o que se passa hoje leva isso como fator também? É justo afirmar que o meio social interfere em nosso comportamento. Posso ser o que sou em função da cotação do dólar, por exemplo. Entretanto, devo não permitir ao máximo que isso aconteça. Só assim irei escutar a tal ‘voz interior’ a que fiz referência agora pouco.

1.5.07

[ Reportagem ] A arte que é preservada

Em entrevista exclusiva, o professor João Laércio Lopes Leal, da divisão de patrimônio histórico e cultural da cidade, fala um pouco mais sobre nosso legado ainda existente


Coordenador da Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural de Maringá (favor verificar nota ao final desta matéria) e também professor de turismo do Cesumar, João Laércio Lopes Leal comenta sobre a situação do patrimônio histórico do município. Uma questão de história, cidadania, preservação e muito cuidado.

Patrimônio histórico é todo o conjunto de bens, valores e elementos que guardam a história de um determinado lugar ou de uma certa civilização. Por ser de tamanha importância, o patrimônio apresenta subdivisões que facilitam a localização de arquivos datados há vários anos. Em início, ele se divide em material e imaterial. Patrimônio histórico material é todo o conjunto de documentos e objetos concretos que representem e ilustrem a história do local. Já o imaterial se estende aos contos, histórias populares, danças, lendas, pratos típicos e uma série de outros itens que são preservados na memória popular.

Todo bem material é dividido conforme sua natureza. As fotos ocupam a parte iconográfica, juntamente com todos os outros documentos ligados à imagem. Textos, livros, documentos, diplomas e até correspondências são armazenadas na parte escrita. Já o oral registra entrevistas, depoimentos coletados a partir de um suporte eletrônico, discos da época com mensagens políticas e publicitárias, além de outros inventários. Contudo, é sobre uma última divisão dos bens materiais que irá se abordar. Tratam-se das edificações.

Lopes inicia a entrevista comentando sobre tais edificações. Segundo ele, atualmente em Maringá tem-se como bens tombados três importantes obras arquitetônicas: a capela Santa Cruz, a capela São Bonifácio e o prédio da Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná. Lopes ressalta a importância de não esquecer que há um quarto bem tombado, mas tombado pelo Paraná como patrimônio do Estado. Trata-se do prédio do antigo Hotel Bandeirantes. Lopes explica: “De valor estadual, ele é o único exemplar ainda existente de hotéis criados pela Companhia Melhoramentos com a finalidade de abrigar compradores de terras, clientes, técnicos e engenheiros. E, embora sua construção seja da década de 50 e apresente algumas rachaduras, o prédio está muito bem conservado.”

Lopes ressalta que, sendo um bem tombado, o prédio é protegido por lei. Para ser um patrimônio histórico, não depende ser tombado ou não. Há muitos bens em Maringá que não são tombados, mas não deixam de ser considerados patrimônios históricos. “Um bem tombado não é um bem confiscado. A pessoa que tiver um bem tombado pode negociá-lo livremente. O que irá acontecer é que um protocolo estabelecendo limites deverá ser respeitado”, afirma Lopes. “Não vai poder alterar o desenho original do prédio, muito menos destruí-lo. Pode ali funcionar uma outra coisa, desde que mantenha a construção o hotel”, comenta Lopes, quando indagado sobre o futuro do prédio do antigo Hotel Bandeirantes.

Dois bons exemplos de casas antigas e bem conservadas em Maringá. A primeira é a casa do Museu da Bacia do Paraná. “Antigamente, essa casa ficava onde hoje está o Banco Sudameris. Depois é que ela foi transferida – sim, desmontaram e montaram – para onde ela se encontra hoje.” O outro é a casa onde está localizado hoje o Restaurante Baco, esquina das ruas Luiz de Camões e Luis Gama. “Uma construção modesta de alvenaria, e que foi preservada com o tempo”, comenta Lopes.

O entrevistado agora traz à tona uma questão fundamental: o que viria a ser, futuramente, o prédio da Companhia Melhoramentos? “É uma questão de tempo. Por enquanto, sabemos que vai funcionar ali uma outra instituição, sendo mais do que necessária a restauração da estrutura do prédio, que está praticamente degradada”, argumenta o entrevistado. Quando indagado sobre a possibilidade desse prédio virar um shopping, Lopes se surpreende. “De jeito nenhum. Após sair no jornal, mais de 30 entidades, 200 pessoas e outros interessados se mobilizaram para que isso não acontecesse. Não mesmo!”

Uma questão fundamental também foi debatida durante a entrevista. Trata-se de confundir pontos turísticos com patrimônios históricos. Os primeiros seriam pontos consagrados, guardam em si uma grande relevância histórica, agregam valores qualitativos, paisagísticos e arquitetônicos. Todavia, não são considerados patrimônios históricos pois, para se valerem a tal gratificação, deveriam atender a uma série de especificidades.

Bens tombados são aqueles que se apresentavam num estado caótico, quase de destruição. “Foram tombados então para serem preservados”, argumenta Lopes. “Os pontos turísticos não correm o risco de desaparecer, pois são áreas dinâmicas e que estão sempre sendo conservadas. Mas, não tenha dúvida de que, se em qualquer momento, algum deles for ameaçado, será com certeza tombado.”

Edifícios que poderiam ser considerados patrimônios históricos hoje caso continuassem a existir foi um outro tema abordado. Geralmente, isto acontece com os bens privados. Trata-se da questão da vontade do dono. Em Maringá, uma antiga clínica (Doutor Coutino), em frente ao prédio da CIA, pode ser considerada um ótimo exemplo disso. Por ser privada, ela desapareceu. E, antigamente, era ali que funcionava o Hotel Esplanada. “Um prédio muito interessante”, argumenta Lopes.

Serviço: para se conseguir material de pesquisa, Lopes indica, além da Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural – que funciona no prédio do Teatro Calil Hadad- a secretaria cultural, o museu da UEM e as bibliotecas da cidade.Telefone da Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural: 3901-1041.


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Nota: atualmente o professor não ocupa mais este cargo. A reportagem foi realizada em 2006.

[ Social ] Tá pintando novidade na área!

Vanessa promete ir ao meio do mundo
Vanessa Amadi prometeu que irá, hoje, dia 1 de maio, ao bar chamado "Meio do Mundo". Segundo ela, o bar fica realmente "no meio do mundo". É esperar para crer olhando as fotos.

Licélia reaparece no pedaço

Após ter passado um bom tempo sumida e sem dar notícias, Licélia Braga resolveu dar as caras ao mundo e reaparecer dia 29 de abril lá no Kabuki. Parabéns Licélia, continua muito querida como sempre! E claro, cogita-se a grande semelhança entre ela e a personagem Summer (Rachel Bilson) da série americana The O.C., tanto no físico quanto no sentido psicológico e comportamental!

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Link do mês é do Trading Yesterday


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Mês de maio é triste, começo do friozinho, tempo de mudanças! E é o período em que ouvir uma boa música pode tornar momentos inesquecíveis e inegualáveis.
Por isso eu digo que ouvir o Trading Yesterday neste mês vai fazer com que você não se esqueça dessa banda nunca mais.
Mesmo pouco conhecidoa aqui no Brasil, a banda possui o vocalista David Hodges que, para quem não se lembra, foi compositor de algumas músicas do grupo Evanescence.
David Hodges também possui músicas próprias tocadas, a maioria, em piano, sendo que em algumas delas temos participações especiais de Emy Lee (vocalista do Evanescence) e de Hannah Hodges (irmã do David e autora dessa foto aí de cima)!
Aí vai o link do mês para vocês conferirem algumas das músicas dessa banda: http://www.myspace.com/tradingyesterday
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[ Kabuki ] Spoiler quentíssimo do mês de maio

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Lugar da nova unidade é parcialmente revelado

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Quem está acompanhando aqui pelo meu blog tem exclusividade em saber mais uma divulgação (e desta vez bastante inédita) sobre a nossa nova unidade do Kabuki Snooker Bar.
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Fizemos uma enquete no orkut para saber onde as pessoas estavam achando que era o lugar das fotos divulgadas anteriormente. E, embora houvessem muitas especulações de que o bar seria aberto no centro, no novo centro ou na terra do nunca, acertaram aquelas 4 pessoas que votaram na opção "Vai ser fora de Maringá".
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Entretanto, a cidade ainda não foi divulgada. O bar está ficando muito bonito, é grande e com certeza vai fazer com que a distância seja encurtada para aquelas pessoas da região que viajam até a nossa cidade para jogar sinuca no Kabuki de Maringá.
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É com muita satisfação que estamos nos empenhando ao máximo para trazer mais um novo conceito de sinuca, bar e diversão em uma outra cidade. E com certeza temos a impressão de que o público de lá irá gostar bastante da novidade que o aguarda!

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[acompanhem: novidades virão!]
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29.4.07

[ Maio ] Spoiler sobre o que vem por aí no mês que vem!

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Fico lisonjeado em apresentar o pré-conteúdo do mês seguinte - maio.

Como estamos entrando no friozinho, os textos terão enfoque bastante dinâmico e relevante nessa área.

Além disso, os famosos spoilers sobre a nova unidade do Kabuki Snooker Bar e suas respectivas fotos também continuarão saindo. Quer ficar por dentro e saber onde vai ser? Acompanhe aqui!

No Matéria Prima, eu e Victor Hugo iremos continuar publicando aqui nossos textos produzidos para este jornal online. Da parte do Victor, acredito eu que serão publicados sua crítica de mídia e sua crônica. Vocês podem esperar de mim um texto de moda (falando sobre artigos como sapatos, bolsas e cintos feitos de couro de peixe!) e um texto do Cidadão Maringá - aquele anônimo que irá ganhar seus minutos de fama!

Com as Crônicas Absurdas, voltadas também para o tema "frio", irei publicar situações inusitadas e pouco esperadas em nosso dia-a-dia mas que, de uma forma ou de outra, acabam compondo o cenário ideal para satirizar nossa forma mascarada de viver.

Na sessão de opinião, aqueles textos onde reflito minha forma de pensamento materializada em vivências ao meu redor, continuarei publicando textos para procurar a verdade - sempre. Pensando a respeito das relações humanas e de como o homem interage injustamente com o local onde vive, irei publicar aqui opiniões muito contrastantes com as do censo comum.

Inaugurarei aqui também a sessão gastronomia, onde publicarei as receitas que fiz e que, conforme meu amigo Renan me disse ainda há pouco, compõem uma verdadeira terapia que te faz se sentir muito bem.
A coluna entrevistando também entra no ar neste mês de maio. Preparem-se para as perguntas mais descontraídas e fora, quase totalmente, do senso jornalístico que vocês conhecem!
Querem matérias sobre pessoas? Irei fazer mais, para revelar que mita gente que batalha por aí merece ainda muita recompensa!

Ou então saber mais sobre a vida de Willian Yudi? Acompanhe aqui também e divirta-se com cada cena que, realmente, "só eu pra te contar!"

É, mês de maio tá frio sim, mas os textos vão compor o cenário ideal para se esquentar e dar boas risadas! Tomara!

28.4.07

Homens- Bomba: o que leva uma pessoa a se explodir?

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Logo logo estarei divulgando este texto. Aguardem!

27.4.07

Exemplo de perseverança vem da Argentina



Além de voltar à sua terra natal, Tomás Quintili conseguiu superar a barreira da distância e da saudade do Brasil

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Chegando em Maringá em 1996, Tomás Quintili acreditava que estava na cidade contra sua vontade. Vindo diretamente de Buenos Aires, permaneceu no Brasil até 2007 e hoje encontra-se em seu país natal novamente.
*
Quintili diz acreditar que sua volta à Argetina é a chance para tentar seguir sua vida por lá. "Como alguns sabem, eu estava cursando comércio exterior no Cesumar. É uma área incrível, sou apaixonado por esta área e é meu sonho fazer carreira nisto. Infelizmente, Maringá é uma cidade que, a meu ver, não me reserva um bom futuro na área profissional hoje. Por causa disto, decidi voltar para Buenos Aires e tentar ter sucesso por lá", argumenta.
*
Para aqueles que conseguiram conhecê-lo, dizem que sua fata será sentida em peso. Porém, Quintili consegue criar uma esfera de mistério ao dizer frases como "o meu até mais ou meu até em breve..." ou ainda "espero que nos reencontremos em um futuro próximo".
*
Para ele, as amizades construídas aqui no Brasil são uma das formas de maior influência por lá. O agentino considera ter feito amigos para a vida inteira, além de admitir que tem um carinho muito grande pelo Brasil e por Maringá. "Aqui estão as pessoas mais especiais da minha vida, seria impossível não gostar até porque é uma cidade maravilhosa e um país que não existe igual", disse.
*
Quintili ainda comenta que a vida é feita de sacrifícios, e que sua escolha representa muito bem isso. "Não é fácil esta minha mudança", disse. Mudar não é fácil, visto que você sai de um mundo para entrar em outro.
*

[Matéria Prima] Música digital derruba vendas de CDs

O MP3 e o fácil acesso a downloads por meio de serviços na internet provocam declínio no mercado fonográfico


Foram baixados 420 milhões de faixas singles em 2005 em todo o mundo. A quantidade de usuários de serviços de assinaturas aumentou de 1,5 milhão para 2,8 milhões no ano passado e os catálogos de músicas on-line duplicaram para mais de 2 milhões de faixas nos principais serviços. Dados como esses, divulgados pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) mostram a crescente busca pelos consumidores de músicas a uma nova forma de comércio, a música digital.
A digitalização da música vem varrendo o planeta numa velocidade alarmante, porém, não acreditava-se em sua propagação imediata no Brasil. Mero engano. Ainda de acordo com a ABPD, no último semestre de 2006 foram trocados entre os internautas 1,1 bilhão de músicas pela rede, resultando no desespero das gravadoras diante da queda na vendas de CDs, que do ano passado a março deste ano venderam menos de 40 milhões no País.
Um dos causadores desse grande “problema”, tem seu nome composto de apenas duas letras e um número, o MP3. Esse pequeno aparelho traz comodidade e economia. Armazena diversas faixas com apenas o trabalho de organizá-las no computador, não obriga ao usuário comprar o CD de determinado artista, além de ser prático para o transporte. Segundo a Editora Abril, o preço do aparelho é 42% inferior à compra de 3,2 CDs por mês num período de três mêses.
A queda na qualidade das produções é outro fator para o declínio no mercado fonográfico. Atualmente é raro encontrar um CD em que todas as músicas tenham qualidade e agradem ao ouvinte. Dessa forma, a compra do produto completo para se apreciar apenas uma ou duas faixas, não se faz necessária. É possível baixar o que se deseja pela internet.
De acordo com o artigo 184 do Código Penal, quando não existe o intuito de obter lucro, a cópia ou downloads de músicas não são considerados violação dos direitos autorais. Portanto, para ambos os lados, o conservador e o revolucionário, não sofrerem num futuro próximo, é preciso trabalhar unidos. Gravadoras e serviços on-line fornecendo ao cliente o que ele busca. Caso contrário, para aquele que não se atualizar, como cantaria certo ministro da Cultura, aquele abraço.

Você ainda lembra dos enigmas?

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Lembra da matéria Eu ainda tenho algumas dúvidas?
Pois é! Todas as perguntas podem ser respondidoa pelo site http://guiadoscuriosos.ig.com.br/, que sempre está publicando informações bem interessantes para todo mundo que, de uma forma ou de outra, é adepto da curiosidade!

Resolvi não reproduzir as respostas aqui pra ganhar tempo! Mas se você quer saber se existe comida azul, aí vai:

Na natureza, pelo menos, não. A Royal já lançou uma linha de gelatinas na cor azul. Mas entre seus ingredientes havia frutas de coloração tendendo para o roxo, como certos tipos de uva e de amora. Além do inexistente predomínio dessa pigmentação entre frutas e legumes comestíveis, também na culinária o azul é excentricidade. No norte de São Paulo, é comum encontrar o "Azul Marinho" - trata-se de um peixe ensopado com banana verde, que de fato fica azulado por causa da ação do tanino da fruta. Como o azul é uma cor ausente nos cardápios tradicionais, não tem o chamado apetite appeal - ou seja, não desperta o apetite das pessoas. Trecho retirado do site http://guiadoscuriosos.ig.com.br/.

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Na busca por felicidade ou prazer, é bom saber diferenciar os dois!

(foto de minha autoria mesmo)
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Sempre que paro para pensar em o que realmente torna as pessoas felizes, fico me atendo à duas palavras essenciais: felicidade e prazer. Embora o termo felicidade seja muito relativo, pode acabar se misturando com prazer – conceitos que devem ser definitivamente destituídos um do outro.

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O que afirmo é “se a pessoa possui um prazer em fazer algo determinado, ela também acaba obtendo a felicidade”. Porém, ao meu ver, o que diferencia os dois é aquilo que costumamos chamar de continuidade.

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Felicidade é algo contínuo, que não se adquire do dia pra noite. É um conceito que você só deve utilizar quando estiver muito mais contente internamente (o melhor termo que achei foi esse) do que quando um fator ou outro o emborrecer mas, mesmo assim, você continuar “feliz”.

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Falo de felicidade como um conjunto, algo que se constitui com o tempo e que só podemos afirmá-lo a partir do momento em que nossa consciência assim sentir-se: feliz. Ou seja, trata-se de um processo de continuidade.

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Diferentemente de prazer. Algo que é produzido instantaneamente, que nos garante respostas imediatas e que faz nós nos sentirmos bem – é o que eu chamo de processo de pequena duração.

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Agora, é óbvio que não dá para conceituar um e esquecer o outro. Materializando um pouco os conceitos de cada um, sou capaz de argumentar que a felicidade se encontra no dia-a-dia, nas pessoas contando seus casos umas às outras enquanto caminham no parque, do menino passeando com seu cachorro ou de uma simples volta para tomar um sorvete. Ela se fundamenta em nosso cotidiano, é algo que permanece e que se faz presente.

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Já o prazer, ainda trabalhando-se em questões materiais, constitui-se no individual, no singular. Eu sou capaz de sentir prazer, mas o prazer que sinto é meu. É claro que muitos podem afirmar haver um prazer coletivo, porém, quando isso acontece, ainda assim há a predominância da individualidade. Ou você vai me dizer que aquilo que sentiu quando viu Fani Pacheco no Paparazzo foi o mesmo para todo mundo?
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Não quero ser modesto ao afirmar que nossa noção de coletividade já foi por água abaixo. Não existe mais isso hoje em dia. E digo com total conformidade. Mas o que mais me irrita é o fato de que vários egoístas ainda insistem em afirmar que juntos somos melhores.

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Mentira! Juntos somos um verdadeiro inferno. Imagine colocar 14 pessoas numa casa ... Hum, se bem que já fizeram isso. Mas então imagine conviver com pessoas que você não gosta? Trata-se de coletividade? Não, é algo extremamente individual. Portanto, meu conceito de prazer aqui se aplica quase que exclusivamente aos indivíduos.

[ Matéria Prima ] Os mortos já não descansam mais em paz




Vivo numa sociedade que todos dizem ser moderna e contemporânea, porém, considero-a primitiva demais



“Uma disputa entre facções criminosas pelo controle de pontos-de-venda de drogas espalhou pânico na zona norte do Rio de Janeiro, com pelo menos 13 criminosos mortos, 11 presos e três pessoas atingidas por balas perdidas - uma delas dentro de um ônibus. Tiroteios se espalharam por várias ruas do Catumbi e ocorreram, inclusive, em um cemitério, aterrorizaram dezenas de pessoas que velavam seus parentes.” Folha de S. Paulo – 18/04/2007

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Às vezes eu acho bom não enxergar o mundo. Deve ser horrível acordar todos os dias e verificar cenas de homicídios e atos terroristas nos jornais. Vivo numa sociedade que dizem ser contemporânea e moderna, porém, considero-a primitiva demais.

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Estou a caminho do velório de meu amigo, que morreu ontem, vítima de uma bala perdida, enquanto voltava ao trabalho. Eu só consigo ouvir os gritos da população, que se reprime em meio a tudo isso. Minha cidade está de luto, completamente perdida em suas ações. Vou caminhando em passos lentos, o mundo hoje está escuro demais.

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À minha frente sinto que quase ninguém mais anda por aí, sozinho e desprotegido. As crianças já não dão seu colorido às ruas da cidade – medo de seqüestro, proteção dos pais. Sinto cheiro de pólvora no ar, o que me faz crer que uma quadrilha está em plena fuga dos policiais após ter assaltado o banco ali da esquina. Vou andando, não há nada que eu possa fazer.

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Penso em como me tornei tão invulnerável em relação a esse caos, estou indefeso e sem mecanismos para reagir. Já não enxergo mais nada. Vou seguindo minha direção, ao passo que um casal discute aos berros na calçada e um canto insuportável de buzinas me faz sentir que o trânsito é o verdadeiro inferno da modernidade.

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E, quando finalmente chego ao velório, todos estão aterrorizados, pedindo a Deus por proteção. Até lá os tiroteios haviam chegado. Nem os mortos descansam mais em paz – não conseguem ter a dignidade de serem enterrados de forma justa, diferentemente daquela em que viviam nesse mundo tomado pelo caos. Minha sociedade está em óbito, perdeu seus valores sociais.

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É em meio a tudo isso é que eu me considero estar a salvo, livre de presenciar tamanhas opressões e atrocidades. Nasci cego, não tenho visão para enxergar todas essas cenas bárbaras que ocorrem em minha sociedade. Mas eu sinto, sinto que ela está morta e sem coragem de enfrentar tamanha violência. E é por isso que eu digo que o mundo de hoje está de luto, vestindo o preto que se contenta em calar a humanidade.

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